14 de abril de 2016

Em defesa das orelhas em livros!

Esses dias circulou bastante pelo meu feed de notícias no facebook essa ilustração:



Bom, eu sou um monstro. Não só faço orelhas no livro quando me falta um marcador, como faço anotações nas páginas, escrevo notinhas e impressões no rodapé. Faço exclamações, grifo com caneta marca texto palavras chaves ou parágrafos inteiros. Quando gosto muito de uma publicação, eu tenho um sentimento bem passional. Minha coleção de livros do Harry Potter está bem gasta. Li, reli, li de novo, anotei, emprestei, grifei, usei a contra capa de marcador de página. Esses livros estiveram embaixo do meu travesseiro, dentro da mochila junto com os cadernos da escola, no banco de trás do carro, dentro da bolsa de praia dividindo o lugar com areia e protetor solar.

Leio comendo? CERTAMENTE! 

O livro pra mim é uma ferramenta e, como uma boa ferramenta, precisamos usá-la. Então, eu me permito fazer anotações na cópia que adquiri. Quando eu abro “Harry Potter e Prisioneiro de Azkaban” e vejo as características e frases do personagem Remus Lupin, sublinhadas com lápis, lembro exatamente porque marquei aquelas passagens. Em “Garota Exemplar” da Gillian Flynn, tem uma anotação no final do livro que me fez rir esses dias “eles se merecem”.

Também não me importo de emprestar os meus livros. Acho que livro DEVE ser emprestado, deve ser compartilhado. As ideias precisam circular, se movimentar por aí. Que graça tem ler uma coisa sem poder compartilhar e discutir a história com alguém? Empresto os meus livros sim, com todo prazer. Tem pessoas que eu faço questão. Mando mensagem no whatsapp “CÊ PRECISA LER ISSO AQUI!”. Só peço que me devolva em bom estado. Já me devolveram livro sem capa, faltando página e sujo de terra. Assim não dá, né? Temos que ter respeito com a obra. Não acho que marcar uma passagem fazendo uma orelha na página ou com um marca texto seja desrespeito. É quase uma homenagem. Você gostou tanto que quer destacar de todo o resto. O chato é não devolver um livro. Ou devolvê-lo em estado lastimável. E quando pego algo emprestado (biblioteca ou de amigos), eu trato aquele exemplar da melhor forma possível. Lavo as mãos antes de ler (coisa que não faço nem com os meus). Caso eu leve o livro na bolsa, coloco dentro de uma sacola plástica e pronto!

Estou aqui em defesas dos ditos MONSTROS. Em nome dos MONSTROS, digo que marcar as páginas com a própria contracapa do livro não é desleixo, é praticidade. Contracapa foi feita pra isso! Salvem as orelhinhas, as anotações, os sublinhados, o marca texto amareloazulverdelaranja

Livro foi feito pra ser vivenciado. E se a minha vivência é um pouco mais ~emocionante que a sua, não significa que sou MONSTRO, uma orelhinha não faz mal há ninguém :P 

Vivência emocionante! 

2 comentários:

Faby disse...

aqui somos todos monstros...

Helen. disse...

Dessas coisas todas a única Q não faço é emprestar, já tive livros Q pra mim eram tão importantes e Q nunca voltaram. Só empresto se confiar a vida na pessoa, e mesmo assim já aconteceu de eu nunca mais ver o livro 😭