12 de junho de 2015

More than a feeling

Ou minhas expectativas (irreais?) sobre relacionamento amoroso.

~ Às vezes no silêncio da noite eu fico imaginando ter um mozão ~

Eu já passei por diversas fases da expectativa de ter alguém pra chamar de meu namorado. Quando eu tinha 13 anos, achava que aos 25 já estaria casada. VINTE E CINCO ANOS HAHAHAHA! Lá nos treze anos de idade, com minhas inúmeras paixões platônicas, eu sofria bastante. Aquela sofrência adolescente escutando Backstreet Boys e Celine Dion. Minhas amigas na época já tinham beijado vários na escola e eu lá, toda gordinha, torta, BV, olhando pro céu e suspirando.
Antes eu realmente achava que precisava ter um namorado pra ser feliz. Tipo um príncipe da Disney que chegasse e iluminasse o ambiente e tudo ficasse em câmera lenta. Alguém que cuidasse de mim, um pedido de namoro bem cafona, daqueles com faixa amarela na frente da casa e carro de som. Alguém pra exibir por aí e provar que OLHA SÓ, EU CONSEGUI. Eu tinha idealizado um cara perfeito que me salvasse, literalmente. E por anos eu fiquei com isso na cabeça. E quando aparecia alguém, minimamente, eu me fechava por causa dos meus problemas de auto estima.
Hoje as coisas mudaram muito e aquele molde perfeito de músico no cavalo branco deus de ébano não existe mais. Preciso de namorado pra ser feliz? Não. Seria legal ter alguém? Sim. Bate carência? Sim, e como. Mas nunca o suficiente para participar do Tinder, pro exemplo. Nada contra quem faz uso do app, mas acho que é mais sarna pra se coçar e a frustração de encontrar uma pessoa legal só aumenta mais. Cada vez que uma amiga minha me conta de ~causos do tinder~ eu morro um pouquinho. Tudo errado (na minha opinião). De todos os meus amigos solteiros eu só conheço UMA PESSOA que conseguiu um bom relacionamento e estão felizes até hoje.
Todas as vezes que me apaixonei foram por pessoas que eu já conhecia e que faziam parte da minha vida. Não estou procurando um príncipe e nem sou a mulher mais gata and interessante do mundo, mas sabe, eu quero muito mais do que um namorado. Eu quero uma pessoa pra compartilhar as coisas boas (e ruins) que acontecem comigo. Alguém que me faça rir e que eu consiga ter uma conversa interessante sobre qualquer assunto. Uma pessoa que entenda a minha liberdade, a diversidade dos meus amigos e o meu gosto musical bizarro. Quero alguém pra discordar, pra roçar as pernas, pra dar beijo no pescoço, pra perder o fôlego mesmo. Quero alguém pra cozinhar uma comida gostosa, pra assistir Netflix e se entupir de pipoca com bacon. Quero alguém que me mostre coisas novas e me faça enxergar as coisas rotineiras por outra perceptiva. Quero um companheiro, acima de tudo. 
Pode parecer que eu esteja exigindo demais e que criei mesmo altas expectativas, mas é isso que eu espero e são essas coisas que eu tenho para oferecer. Se eu morrer sem ter vivido um grande amor (ou vários), que assim seja então. Eu não quero alguém pela metade, pra mudar o status no facebook e posar pra foto no instagram. Eu acredito no amor, na paixão, no destino e no que tiver que ser, será. Acredito no Vinícius e "Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure". Eu quero alguém por inteiro e eu vou esperar o tempo que for.


3 comentários:

Helen. disse...

Te entendo perfeitamente, Pq To muito nessa, e faz tempo. Passei da fase de esperar que um príncipe encantado me salvasse,pq de certa forma tive isso no passado e sei: é cilada. O foda é q o meu coração partido demorou muito tempo pra
Cicatrizar e hj apesar de querer um boy acabo me auto sabotando por medo. Enfim, boa sorte na jornada, Tamo junto.

Cris Albu disse...

Você é linda, interessante, legal, divertida, diferente, inteligentíssima...se ame acima de tudo, sempre se arrume PARA VOCÊ MESMA, saia e sorria, porque você é linda e feliz. As coisas acontecem quando menos esperamos e quando estamos de bem com a vida. Mil beijões, menina linda.

Aline Genonadio disse...

Ai querida, publica um livro seu logo. Por favor!
Adoro ler seus textos, fico viajando nas situações e imaginando suas caras e bocas, hahaha.
Saudades.
Beijos.