8 de outubro de 2014

Rotaroots: Abraçando Patinhas

Faz tempo que estou querendo falar sobre a Jade (minha filha canina) aqui no blog. Quando a Vic adiantou que um dos temas do Rotaroots no mês de outubro seria especial e tinha a ver animais de estimação, eu resolvi esperar. E, poxa, valeu a pena! 
Quando eu e meu irmão éramos criança, nosso sonho era ter um cachorro. Meus pais sempre foram contra fazendo mil alegações e a resposta final era sempre NÃO. Até que um dia uma cachorrinha muito especial apareceu aqui no bairro, na rua de casa. Na mesma calçada da minha rua tem um pet shop e o dono acabou acolhendo essa cachorra que tinha sido abandonada. Bom, meu irmão ficou sabendo da novidade e quando eu cheguei no pet shop pra ver a tal cachorra, como não se apaixonar? Minha mãe se apaixonou também, colocamos ela debaixo do braço e a Lady tornou-se da família. Sempre brinco que foi a Lady que escolheu a gente, não o contrário, porque mais tarde ficamos sabendo que ela tinha sido acolhida por outras famílias na rua de casa e abandonada porque ela era arredia demais. 


Lady sofreu muito até chegar em nossa casa. Tinha medo de vassoura, um pânico terrível de garrafa pet, um pavor de chuva e às vezes você ia fazer carinho e ela te mordia, quase um mecanismo de defesa. Ficamos com ela mesmo assim e ela melhorou MUITO o seu comportamento. Tornou-se uma cachorra amorosa e de personalidade, gostava ter seu espaço, mas também dava pra gente um amor danado. Em Julho de 2011, depois de 9 anos na família, a Lady partiu para o céu canino. Olha, foi uma dor... e como disse aqui, sentia que tinha um buraco enorme na minha alma e que um jardim nunca mais iria crescer ali. Daí, a Jade chegou e um novo jardim cresceu. Hahahaha que PIEGAS ISSO, mas é a mais pura verdade.


Jade. Jadira. Tourinho. Meio quilo de cachorro preto. 100% vira-lata. 

Adotamos a Jade ainda filhote (diferente da Lady, que pegamos já adulta), em Novembro de 2013. Estávamos todos meio carentes aqui em casa, o luto da morte do meu pai ainda tava pesando muito, eu e meu irmão queríamos adotar um cachorro novamente, mas minha mãe ainda tava traumatizada com a dor que foi a partida da Lady. Só sei que a Jade chegou em uma ótima hora. Encheu a minha casa de alegria. É aquele amor puro e simples. Ela sabe quando estou triste, quando estou feliz. Anda atrás da gente pela casa toda. Só fica onde a gente está, sempre com um paninho na boca pra brincar de cabo-de-guerra (sua brincadeira favorita).

Jade quando chegou só queria saber de dormir.

Quando levamos ela no Parque Villa-Lobos pra socializar com os outros bichinhos bondosos, todo mundo quer saber QUAL É A RAÇA. Amigo, Jade é 100% vira-lata (ou SRD - sem raça definida, como as pessoas estão chamando agora) e não há nada de errado com isso! O povo do parque quer classificar, quer definir, "nossa, mas tem que ter uma explicação". Não tem não e pouco importa qual é a raça, isso não acrescentaria em nada. Jade é uma cachorra feliz, que nos dá muito amor e que, ocasionalmente, faz as peraltices dela hahaha. 

Jade com um 1 e 4 meses.

O Rotaroots elegeu o mês de outubro como o mês da proteção animal e assim foi criado o projeto ABRAÇANDO PATINHAS. Tô morta de fofura com esse nome hahaha. Parafraseando a Vic 

"Objetivo promover a conscientização da adoção de animais e, principalmente, a guarda responsável (ou prezar pelo bem estar do seu bichinho). Nossa ideia era promover essa blogagem e arrecadar doações para alguma ONG, mas conseguimos algo muito maior do que isso. Em parceria com a Max da Total Alimentos, vamos doar UMA TONELADA de ração para a ABEAC ONG, uma ONG de proteção animal aqui de SP responsável pelo bem estar de cerca de 1100 cães e que sobrevive de doações."

Pra começar o projeto com DOIS PÉS NA PORTA, podemos dobrar/triplicar/quadruplicar esse número. As doações começam a partir de R$ 6 (equivalente a 1kg) e a Max acrescenta 50% sob essa quantidade. Ou seja: se eu doo 10kg, a Max acrescenta + 5kg e a doação total será de 15kg. E a doação é paga pelo PagSeguro. O link para a doação é esse aqui: http://bit.ly/doaABEAC 
Uma cerveja com os amigos custa R$ 10,00. E nunca ficamos NUMA CERVEJA SÓ. Uma baladinha de boa no final de semana só a entrada custa uns R$ 20 seco, sem consumação. Um café mocha na Starbucks sai em torno de R$10. O combo cinema + pipoca + estacionamento do shopping não sai por menos de R$ 50. Agora, doar 1kg de ração para os 1100 cachorros da ABEAC ONG que estão realmente precisando, custa a partir de R$ 6,00. Por que não, né? Você vai levar menos de 10 minutos, já faz a boa ação do dia.

Eu já doei \o/

Gostaria de destacar aqui também a página da Letícia Cardoso no Facebook chamada Bichinhos Bondosos, que divulga cães para adoção e arrecada doações. Tem também a Andréia que faz um trabalho lindo há SÉCULOS, resgatando animais, ajudando-os e encontrando família para os bichinhos. SÓ GENTE LINDA NESSA VIDA.
Vamos adotar, meu povo! Tanto cachorro e gato louco por uma família. Vamos doar o dinheirinho do batão, do esmalte, do cigarro, dos bons drinks ou seja lá o que for para esses bichinhos bondosos que eles precisam. Eu, Jadira e todo pessoal do Rootaroots agradecemos ;D



EXERCITE A GENTILEZA E FAÇA SUA DOAÇÃO \o/



4 comentários:

Léa Yasnaya disse...

Ai quê linda meo Deosssss
Olhão lindo!

Nossa que intensa sua história.
Me emocionei bastante.
Eu acredito muito nessa ligação sabe, do bixinho com seu dono, e eles percebem tudo mesmo!
Que bom que a Jade trouxe essa alegria de volta.

Foi maravilhosa essa campanha do Rotaroots, amei, amei, amei!

Talita disse...

A Lady tem raça sim, SRD tem muita raça rs
Linda demais!
Aqui quando perdemos os bichinhos por velhice demoramos muito para lidar com a dor, muitos anos depois eu sou a primeira da família a adotar novamente

Gisela Santana disse...

Seu post ficou lindo! Apesar da foto da Jade não ter aberto no meu micro =(

Adotar um cãozinho já adulto é um desafio e muita gente não faz... Adotei uma cadela e ela já tinha 4 anos, ela tinha uma gratidão tão grande com a minha família por tê-la tirado de uma família que não cuidava dela... ela descobriu o amor e nós descobrimos também...

Livre Leve Livro

raquel a. disse...

Nunca perdi um bichinho "meu". Mas acompanhei a partida das três cachorras do meu marido e sei bem como dói. Nesse meio tempo, passamos a criar dois gatinhos e pra ele foi muito importante ter esse contato com felinos, já que sempre conviveu com cães.

Hoje os pais do Pedro criam mais duas cachorras. Ambas adotadas. Ambas MUITO vira latas. E acho que só quem abre o coração dessa forma entende a importância da adoção. Lindo o seu post, Camies. E a Jade é tão princesa!