10 de junho de 2014

A Filha do Louco, Megan Shepherd

Vamo falar de coisa boa? VAMOS FALAR MAL DE LIVRO RUIM! Êta nóis! Faz tempo que não venho aqui e descasco o abacaxi, não? O último abacaxi descascado foi o "Toda Sua" e aquele-livro-do-tigre que não merece nem ser nomeado.
Quando eu li a pequena sinopse na contra capa do livro e fiquei bem interessada. Dizia que Juliet e sua mãe estavam sendo desprezadas pela sociedade londrina porque seu pai tinha sido acusado de fazer experiencias com animais e humanos. POW! Gostei da capa, achei que seria um negócio meio sombrio, mistério, um young adult com uma pegada vitoriana. Ok. Comprei.


Durante as primeiras páginas, que contam um pouco como Juliet e a mãe estavam vivendo, do high society para a pobreza, foi tudo bem. O atual cenário é de Juliet trabalhando como faxineira da universidade na qual o pai ministrava aulas. Poucas páginas depois, a menina descobre que o pai tá vivão numa ilha bem longe e ela vai dele. Daí em diante é só ladeira abaixo. E eu vou contar a história pra você, porque ninguém merece passar pelo que eu passei lendo isso. Eu dei boas chances pra essa história, mas não deu mesmo. O que era pra ser um livro de horror transformou-se em triângulo amoroso nível Malhação.

  

Juliet fica sabendo que seu pai está vivo porque encontra "casualmente" um criado do seu pai, um mocinho selvagem&misterioso chamado Montgomery, que ainda trabalha pro seu pai lá na ilha da fantasia. Esse mocinho gosta muito da Juliet e ela dele, mas, até aí a gente releva. Bom, os dois vão para ilha em uma embarcação super precária, uma tripulação esquisita e um capitão mal humorado. Aqui a autora bem que tenta compor um ambiente misterioso e meio macabro, com as tempestades e os animais enjaulados que Montgomery levava pra ilha, mas, deu tudo errado. Tédio, tédio e tédio. Até que aparece esse náufrago chamado Edward, que é o oposto do selvagem Montgomery, um cara sério e bem apessoado e de berço. Quando esse Edward, que mal chegou, já queria sentar na janelinha, todo apaixonadinho e interessado em Juliet, eu fiz assim:



Eles chegam na ilha, a menina revê o pai, tem os animais-humanos e todo tipo de experiencia bizarra do dr. Moreau (que tinha tudo pra ser um vilão, mas ele é patético), mas o enredo do livro é todo errado e o ritmo monótono. Muito chato. Veja bem, você tem um cientista maluco que acha que é Deus, que faz várias experiencias doidas com animais, o cara é um monstro e a autora só fala de ROMANCE. Teve uma hora que fiquei tão sem paciência, que só lia os diálogos hahaha. 
Os personagens são todos mal elaborados! Os mocinhos, apesar da escritora deixar bem frisado que são opostos, MONTGOMERY/CORAÇÃO SELVAGEM e EDWARD/MOCINHO EDUCADO, eles são igualmente sem personalidade nenhuma. Tudo bem arrastado MESMO. Nem o final se salva com o twist bem TOSCO. Depois eu descobri que esse livro faz parte de uma trilogia! SÓ PIORA! Esse primeiro volume é baseado no clássico A Ilha do Doutor Moreau, o segundo volume se chama "Her Dark Curiosity" é baseado n'O Médico e o Monstro, e o último livro "A Cold Legacy" será baseado no livro Frankenstein. Megan Shepherd está com uma disposição enorme de estragar todos os clássicos de horror. Fica aqui a minha dica pra você passar longe desses livros, sério. 

2 comentários:

julya veronica disse...

Pular pros diálogos quando o livro tá uma bosta QUEM NUNCA? HAHAHAHAHAHAHAHA

Bella disse...

Tive a mesma reação quando li "Para Sempre" da Alysson Noel. É no mesmo nível de mocinha tosca e patética, mocinho tosco e história sem nexo. Juro que chegou um ponto que eu estava torcendo para o mocinho ser um VAMPIRO porque essa explicação para a "perfeição" dele seria melhor do que a que a autora deu. É uma mistura mal feita de Fullmetal Alchemist com A Mediadora.
E, sinceramente, no momento que você disse que o outro cara do triângulo amoroso se chamava Edward, eu já saquei que não ia prestar. Esse nome ficou amaldiçoado depois de Stephenie Meyer.