16 de maio de 2014

Vinte Garotos no Verão, Sarah Ockler

Sabe quando você escuta MUITO sobre um livro? Mas muito mesmo? "Tem que ler", "é maravilhoso", "chorei dias sem parar", "tão perfeito que não consigo nem resenhar" e tralálá? Pois é. Existe um buzz enorme na blogosfera literária sobre essa história. 


Achei fofa a capa, apesar de ser meio piegas hahaha 

Eu nem cheguei a ler nenhuma resenha para não aumentar mais ainda as minhas expectativas. Quando foi anunciado que a Novo Conceito tinha comprado os direitos do livro, já fiquei meio assim... Tenho um pé atrás porque a maioria dos livros que li desta editora são bem ruinzinhos, viu? De mediano pra ruim-bomba, então, já fiquei meio cabreira, mêo
Comprei na pré-venda, chegou quase uma semana antes da venda nas livrarias, li em dois dias e achei tudo tão... sei lá... Talvez se eu tivesse 15 anos eu surtaria com esse young adult, mas já tenho 27, né? 
Vinte Garotos no Verão conta a história da Anna, uma adolescente de 15 e poucos anos, que tem um casal de irmãos como melhores amigos (Matt e Frankie). O trio de Hogwarts é bastante unido, fazem seus passeios todos juntos e tralálálá, até que Anna e Matt se apaixonam e começam a namorar escondido. Anna quer falar tudo pra Frankie, mas Matt (o irmão) acha melhor contar em ~um momento certo~ porque a Frankie pode ficar com ciúmes e talls. O tempo passa, o destino vem e PÁÁÁÁ, não perdoa e Matt acaba morrendo em um acidente de carro. Fuén! Anna tinha prometido que não falaria nada do namoro pra irmã do menino, e agora Matt morreu, então ela fica guardando esse segredo. Até que no ano seguinte a família da Frankie (que tá curtindo um luto ainda pela perda do filho) vai pra Califórnia passar as férias de verão e resolvem levar Anna junto. 
Depois que o irmão morreu, Frankie dá uma surtada, vira meio uma adolescente rebelde, sai beijando vários, só sai na rua de maquiagem e insira esteriótipo de adolescente-rebelde-da-Malhação-aqui. Ela inventa esse projeto de conhecer vinte garotos no verão, porque cismou que Anna não está vivendo a vida e que a amiga precisa perder a virgindade logo. Então, insira várias cenas praianas, Anna sofrendo com a Frankie (êta personagem CHATA) jogando os meninos em cima dela, aquele clima de férias bizarro com os pais do Matt + Anna + Frankie em climinha de luto, as meninas saindo escondido de noite e aproveitando essa adolescência toda. É uma história bonitinha, mas não é pra tanto assim. Sabe quando você pergunta pra sua mãe se tem sobremesa e ela responde "SIM, TEM FRUTAS" e você fica fuén mas acaba comendo a laranja? Hahahhaa analogia estranha, mas eu achei que foi bem isso. É uma boa leitura pra quem está no começo da adolescência, porque o livro abordam assuntos pertinentes sobre primeira vez, lidar com a dor da perda, com a maturidade, de não fazer alguma coisa/vestir-se de certo modo e comporta-se de uma forma só porque sua melhor amiga está se comportando assim. Sarah Ockler aborda o luto de uma maneira bem fofinha e que a vida tem que continuar. Tem uma passagem que achei bem sincera, vou colar aqui pr'ocês: 

"Quando alguém que você ama morre, as pessoas perguntam como você está, mas não querem saber de verdade. Elas buscam a afirmação de que você está bem, de que você aprecia a preocupação delas, de que a vida continua. Em segredo, elas querem saber quando a obrigação de perguntar terminará (depois de três meses, por sinal. Escrito ou não escrito, esse é o tempo que as pessoas levam para esquecer algo que você nunca esquecerá)." 

Caso alguém queira ler uma resenha de uma pessoa que gostou/amou o livro, segue o link da resenha da Juh Oliveto, do Livros e Bolinhos

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