29 de novembro de 2013

Sempre fui gorda

...só que não.

Então, um dia desses, pensando sobre a vida e olhando os carros passarem pela janela do ônibus (melhor lugar pra pensar na vida, sério) eu descobri a América. Eu descobri que nem sempre eu fui gorda. AH, CÊ JURA, CAMIES? Minha vida toda eu me classifiquei como gorda (e feia). Escrevi isso em pedra na minha mente, tipo um mantra. E quando não era eu que pensava sobre meu tamanho, outras pessoas lembravam isso por mim. Vou deixar claro desde o começo desse texto, a maior pessoa culpada pela minha obesidade sou eu mesma, mas existem alguns fatores externos que contribuíram.
A gente quando é gordo tem que ficar justificando a gordura pro mundo. Minha frase sempre foi “SEMPRE FUI GORDA”, porque eu era. Sempre foi assim. Mãe falando que eu estava gordinha, o pai obeso, a dificuldade pra comprar roupas, o pânico da balança, o bullying no colegial. Imagina você convivendo com isso durante anos e anos e anos. Mas estava tudo bem, juro. Um dia uma tia minha comentou com a minha mãe que me admirava, porque sempre fui bem resolvida, vou na praia e danço até o chão. Sempre dancei, sempre fiz amigos, sempre fui à praia (de maiô, óbvio). Achei aquilo bizarro, gente, o que gordura tem a ver com dança e amigos? Ok.
Mas voltando ao quesito SEMPRE FUI GORDA, quem acompanha no twitter/instagram e todas essas redes sociais sabe que estou indo para academia. Tudo começou quando meu pai morreu (já reparei que eu e minha mãe adotamos uma nova linha do tempo ANTES E DEPOIS DA MORTE DO ROQUE hahaah tudo é definido assim) e aquele pânico, drama, desespero e Dona Narciza quase ficou de joelhos: FILHA, VOCÊ PRECISA SE CUIDAR. Meus exames estavam ok, por mais incrível que isso pareça, mas com a morte do meu pai, comecei a comer muita (mais) tranqueira. Pra ajudar, a comida que era servida no meu local de trabalho não era das melhores. Vivia na base de pringles (AMOR ETERNO, AMOR VERDADEIRO), coca cola e café. SUPER SIZE CAMIES IS IN DA HOUSE. Comecei a academia em julho de 2012 e, de cara, emagreci 8 quilos. Bio Ritmo é uma coisa maravilhosa, sério, sensacional aquele lugar e vale o que se paga pra malhar lá. Mas daí, como jádisse por aqui, as coisas no emprego ficaram piores e eu não tinha pique mais pra ir na academia. No começo do ano de 2013, fiquei o mês de fevereiro, março e abril sem colocar os pés na academia, indo, sei lá, uma vez por semana. Enfim, pedi demissão em julho e em agosto resolvi cuidar de mim. 20 semanas depois, perdi exatos 18 quilos. Mas eu olhava no espelho e não via nada de diferente. Achei que perdi gordura nos ombros, mas de resto, pra mim estava a mesma merda. Achei até que estava alucinando (sério), mas eu tirava foto da balança e acompanhava meu peso em aplicativos. Daí fucei em umas fotos e descobri a América.
Em Novembro de 2012 eu viajei pra Salvador com a minha mãe e eu estava parecendo um monstro. Vendo aquela foto eu enxerguei os 17 quilos (emagreci mais 1kg esse mês hehehe) eliminados. ETA GLÓRIA. ESPALHEI AS FOTOS DO ANTES/DEPOIS POR TODAS AS REDES SOCIAIS. VIXE, É NÓIS, VAMOS FAZER UM CHURRAS PRA COMEMORAR hahahhhaah

Eu em novembro de 2012. #PesoPesado

Fazendo uma arrumação no quarto e fuçando em umas fotos antigas eu reparei outra coisa. Que eu não era tão gorda assim. Acima do peso? Talvez. Mas gorda e obesa eu não era, eu me tornei através do tempo. Sei que falando assim parece muito óbvio e só eu vendo todas aquelas fotos e pensando na vida no trânsito de São Paulo (pra alguma coisa isso tem que servir), eu descobri isso. Eu me achei. Eu me entendi.
O “sempre fui gorda” vinha do ginásio, eu era a mais lenta, então sempre era a última a ser escolhida na educação física. Por que? “Porque você é gorda”. Quando passava Free Willy na sessão da tarde era um inferno, a semana toda de tormento na escola e os berros de "GO, WILLY" pelo corredor quando eu passava.
Sempre fui gorda na época do colegial até porque, ganhei o apelido de Sherman Klump, personagem do filme O Professor Aloprado. Quando o filme passava na sessão da tarde tinha gente que vinha me pedir autógrafo. Sério.

Em 2003, quando me chamavam de Sherman. 

No cursinho eu sempre fui gorda porque eu não cabia direito na carteira, na faculdade eu nem me lembro, só sei que sempre fui gorda. No estágio e no trabalho eu sempre fui gorda porque usava uniforme masculino. Nenhum uniforme ficava bom.

Sendo gorda em 2005, primeiro ano de faculdade.

Sendo gorda em 2006: fã de MCR e das goiabinhas de 90 calorias da Bauducco.

Mas isso não era um problema. Tipo, um problema de chorar e se descabelar. Mesmo no colegial com todas aquelas coisas de bullying e gastrite nervosa, eu fui feliz demais. Eu sempre me assumi. O problema de ser gorda, pra mim, sempre foi a questão do sexo masculino. Muito medo de ser zoada, de ser feita de palhaça, de achar que era brincadeira, que era aposta. Tanta mulher bonita por aí pq o cara vai querer ficar com a gorda? Tanto é que o primeiro beijo só rolou depois dos 20 anos hahaha. Pra relacionamentos sou mais fechada que uma concha. Escrevi em pedra que sou feita pra ser amiga e pronto.

Sendo gorda no estágio no Ibis, em 2007. 

Em 2008 eu ainda tinha cintura :~~ 

Quando comecei a trabalhar, o dinheiro entrou, então, eu comecei a comer mais. As coisas aqui em casa sempre foram regradas, então, tudo que minha mãe não comprava eu ia lá e pegava meu cartão de débito e era feliz. Nessa época de 2007 – 2009 eu viva engordando e emagrecendo. Eu lembro das longas e divertidas conversa com a May sobre dieta no MSN, a gente comia goiabinha o dia todo e depois enchia a cara de cerveja na Rua Augusta hahaha. Em 2009 a coisa foi piorando. Fiquei mais ansiosa, eu acho, então, comia mais besteira na rua. E lógico, o álcool sempre dá uma ajuda. 

Look do dia em 2009! 

Quando vi aquelas fotos da adolescência e do começo da vida adulta eu não conseguia entender. Por que ninguém me disse que eu era bonita? Que eu não era tão gorda? Que tava tudo bem? Daí eu lembrei, as pessoas falavam, mas o negócio já estava tão atrelado na minha mente que eu não enxergava. Agora eu entendo as meninas anoréxicas, que era uma coisa que não conseguia conceber direito. Tipo, como uma menina COM OS OSSOS SALTANDO acha que ta GORDA? Eu achava que era um monstro, que era o prof. Aloprado mesmo, mas eu não era e acabei me tornando.

Sendo blogueira e gorda posando pra Revista Criativa, em 2010

A gordura me protegia, aliás, me protege ainda, no sentindo de gente idiota. Meu raciocínio funciona assim: vivemos em um mundo de aparências e mesmo eu vivendo nesse mundo cruel que só dá valor ao que é belo, consegui amigos maravilhosos que gostam de mim pelo o que eu sou, pela minha personalidade e não pelo formato do meu corpo. "Quem gosta de aparência é escroto, é superficial e eu não quero essas pessoas perto de mim". Quando a coisa é comigo, sempre é oito ou oitenta. 

Obesa no YouPix em 2011 com as dondocas do Mão Feita (sdds!)

Sendo gorda, me achando feia e sem nenhum atrativo físico, essas coisas ficavam longe de mim. A gordura sempre foi muito mais do que banha nas costas, pneus, estrias, cansaço físico; a gordura me protegeu do mundo cão. Eu vivi numa bolha em 27 anos. Daí, a bolha estourou vendo aquelas fotos. Eu posso ser uma pessoa bonita E legal. Eu posso ser uma mulher atraente E ter os amigos mais incríveis do mundo ao mesmo tempo. Nem sempre eu fui gorda. Eu não nasci sendo um monstro.
Aos poucos vou olhando no espelho e me enxergando, assim, de verdade, como nunca me enxerguei. Estou passando do “não estou tão ruim assim” para “hoje eu to gatz”. Eu ainda tenho MUITA coisa pela frente. Também parei de culpar os outros. Eu lembro quando a bolha estava prestes a estourar eu falei pra minha mãe que ela era culpada de tudo, porque ela sempre disse que eu estava acima do peso. E na mente do gordo, meu povo, se a gente ta na merda, a gente deita e rola. Comemos porque o que ta ruim não pode piorar. Só que piora. Só que a culpa não é da minha mãe. Fui eu que assumi aquilo como verdade e acreditei. Eu aceitei e concordei com o veredito, com os exageros que me foram falados ao longo dos 27 anos. Eu ainda não me abri completamente pro mundo, apesar da minha bolha ter estourado. 


Crioula no presente e no agora, 2013.

Aos poucos estou saindo e explorando. Tô me amando, gente, e estou gostando de verdade. 


25 comentários:

Narciza Adelina Rocha disse...

Te amo filha, é você é a minha melhor amiga, coisa impossível entre mãe e filha, você não acredita em mim, mas sempre falei que você era linda, inteligente, atualizada, e etc.
O mundo esta ai filha, se abra para a vida, e seja feliz.

julya veronica disse...

Grifa, você é inspiração, de verdade.

Eu lembro que eu também me achava gorda quando tinha 14, 15 anos. Tomei shake da Herbalife, e aos 16 anos, achei que tinha ficado magra. Revendo as fotos HOJE, eu vejo que não era gorda porra nenhuma. É muito complicado a gente se aceitar como uma pessoa bonita numa fase em que todo o exterior e as pessoas gritam que você não é, que as capas de revista que são, ainda mais numa idade que a gente não tem nem ideia de quem a gente é realmente.

Muito obrigada pelo texto, cara. Me fez de verdade, pensar num monte de dilema aqui. Acho que ajudou a romper a MINHA bolha também, hahahahaha

Gotta love Camão <3

Bia Lombardi disse...

AFFF Ô LINDEZA... VOCÊ PODE TU-DO! Essa sua nova forma de enxergar a vida é apenas o primeiro passo. E o mais importante, ACREDITE!

Já estou aqui ansiosa para os próximos capítulos da novela, ehehe <3

LOVE YOUUUUUUUUU!

Mayra disse...

Achei lindo o que você escreveu, mas estou mais longe disso do que do topo do Everest.


Você é incrível. <3

Mariana disse...

Só sabe o que é ser gordo, mas gordo de verdade (não aquele gordo que pega geral na escola), quem teve que levar nas costas um mundo bem pesado. Quem teve que ser feliz mesmo com aquele peso todo (o do mundo que me referi e não o da gordura, pq essa só pesa mesmo depois dos 25).
Eu sempre fui gorda tbm. Vc sabe. Ainda sou, inclusive.
Um dia, depois de muito lutar contra coisas que eu já nem lembro mais o que eram, fui lá no médico e mutilei meu estômago.
Emagreci.
Sou mais feliz agora? Não sei dizer.
Sou mais saudável. Sou mais elogiada. Sou mais vista pelo mundo.
Eu lembro que quando era criança rezava antes de dormir: "Deus, faça com que os padrões mudem! Faça com que as capas da Capricho sejam com meninas gordinhas!". Deus não me deu ouvidos...

Camis, a vida do gordo é feita de altos e baixos. Comer é a melhor parte, ter que lidar com o mundo, é a pior.
Mas quer saber? Na nossa lápide, tamanho G, vai ter uma plaquinha dizendo: "VIVEU UMA PUTA VIDA FELIZ".

Let's go darling! A vida só é dura pra quem é mole!
S2

Camila Caires disse...

Xará gostei muito do seu texto.
eu tbm tenho uma linha do tempo,antes e depois do falecimento da minha mãe.infelizmente ela morreu por complicações da obesidade.E eu ouvia tanto que eu era gorda e me identifiquei com a frase "não há nada que não posso piorar" .Nã época em que ela morreu eu pesava uns 75kgs,hoje com 3 dígitos gritando pra mim na balança as coisas ficaram mais dificeis.
Só agora aos 27 me permito fazer coisas que não fazia com menos de 65kgs.
Vou a praia de biquini,uso saia,vestido e me acho bonita.
Te conheço pessoalmente (sdds MF)e sei o vc é simpática.
O mais importante vc tem,que é felicidade,felicidade essa que não depende do fator externo,ela está aí dentro desse coraçãozinho meigo.
Bjos

Juliana Claudino disse...

só posso dizer que vc é uma das coisas mais lindas que apareceram na minha vida nesses últimos anos.

gente com o coração tipo o seu que quero perto de mim, sempre.

muito amor por ti pyn!
#panturrilhadanoite

Ira disse...

Eu tô em prantos aqui. Me identifiquei em vários momentos, em outros deu vontade de te dar uns sacodes para acordar para muitas outras coisas maravilhosas que você é e não sabe ainda que é, ao mesmo tempo que vejo o quanto ainda tenho que amadurecer para estourar essa bolha. Não quero deixar um comentário giga aqui pq sairia algo sem coerência, mas queria deixar registrado uma coisa: Esse último final de semana, conversando com a mãe da minha cunhada psicóloga, ela me disse exatemente como a mãe influencia os filhos. Disse que a mãe de Freud dizia que ele era gênio e que ele acreditou nisso e isso o guiou na vida dele. Eu tô praticando isso com o Caio. E foi o que falei ontem, nunca vi ninguém reclamar que teve excesso de amor, carinho e atenção. E isso que você disse (que eu também fiz e ainda faço com minha mãe culpando a super alimentação que ela me deu, ou por comprar bobagem pra mim, ou por ter me dado papinha antes dos 6 meses, ou por n coisas) só mostra o quanto podemos mudar o mundo de alguém com coisa que são aparentemente simples.
Além disso, tô distante, tô mega ocupada, tenho um bb pra criar agora, mas tô sempre aqui pros amigos. E vc é uma delas. A família aqui gosta MUITO de você viu? <3

iarashi disse...

Lindo Cami!!
Me identifiquei acho que 100% com o teu texto.
Me sinto muito assim.
Minha bolha até estourou, mas ainda não consegui dar o passo pra frente.
Eu dei e voltei. O mundo ainda é assustador fora da bolha..

mellzis disse...

apenas que: vc ahaza!
:*

.laurel. disse...

Amei, Camis! Lindo esse texto. E estou impressionada que te chamavam de gorda, você não era nada gorda. Ainda bem que sua bolha estourou =) força sempre!!

Marta Preuss disse...

Legal seu texto porque me identifiquei bastante. Eu também não era gorda no colegial; eu também sempre me achei gorda e barriguda. Aí olho as fotos e fico "ué?" e agora tem 10kg a mais do que aquela época.

Uma vez vi que "nossa eu era ok mas na fissura de emagrecer, aos 70~80kg, fiz regimes loucos e parei na obesidade". Foi aí que eu parei de ligar pro peso.

Afinal, tenho manchas no rosto, uma perna maior que a outra, ando mancando porque quebrei o tornozelo, estrias e celulites até dizer chega. Eu NUNCA vou entrar no padrão, nem que pare de comer - nem dá pra eu fazer academia, então faço yoga. Mas sou linda mesmo assim. :)

Btw tu é lindimais, aff <3 Parabéns pelo post. Foi bom ler alguém que pensa como eu, deu força :) ^^

Eveline disse...

Camies, sempre admirei (e talvez nunca tenha falado isso) a forma como vc escreve, a clareza com que vc consegue transmitir um pensamento. Adoro suas postagens!
Mas aqui vc se superou. Eu me vi nas suas palavras, pensei em todas as coisas que me diziam e nas quais acreditei durante tanto tempo. E em como isso influenciou o que sou até hoje, para o bem ou para o mal.
Se antes os comentários negativos eram os que mais te afetavam, por favor, acredite nisso: você é linda, é especial, e merece ser muito feliz. Ter a sua amizade é uma grande honra pra mim.
Um bjo!!!

G. disse...

Camies! Demais! Amei Amei Amei!!!! :D

Jo disse...

Oi tudo bem com vc, sempre adorei seu jeito de ser, sempre bem resolvida, animada..
Só posso lhe dizer uma coisa, já te admirava na Facu, agora virei sua FÃ número um...guerreira..
Bjo.

Jô Ugolini..

Paulo Portugal disse...

camies, nunca comento em blogs, mas quase chorei lendo seu post. acho que já tivemos conversas sobre isso, né? eu fui obeso na adolescência e sei exatamente o que você tá sentindo. eu emagreci 60 kg (na minha fase mais magro), passei por anorexia depois, depressão, um horror! mas tô aqui, dando um passo de cada vez e sempre tentando manter (ainda tenho esse pensamento de "estou gordo", confesso). to torcendo muito por você, espero que conquiste todos seus objetivos, mas que seja feliz antes de tudo! você é de longe uma das pessoas mais incríveis que conheci na internet. é linda mesmo, em todos os sentindos :)♥

Gabi disse...

Liiiiiiiiiiiiindooooo! Sempreeeee gostei muito de ti, agora então, muito mais. Força nos teus sonhos e objetivos. Parabéns pela transparência. Me inspirou. Bjjjjjjoooos

Juliana Vieira disse...

Camies, to moto feliz por seu descobirmento. sempre te admirei como dondoca. Me snetia a poderosa dando carona pra ti naquele dia que fomos nos despedir da Keks la no bar mexicano..haahahha aloka... Sério, me sinto muito honrada por ter te conhecido e saber que vc é tudo isso de lindeza que vc escreveu.
bju grande

Ana disse...

Cada linha desse post me descreve com perfeição... eu não era gorda, mas todo mundo sempre me disse que eu era. E agora, obesa - que ironia! - quero muito pesar o mesmo de quando eu era adolescente - e gorda! Amei cada palavra, foi um processo perfeito de catarse... que alívio! Muito obrigada por esse presente! =)

Camila disse...

Voce é uma pessoa incrível, e fico muito feliz por estar se amando, se descobrindo :)

Antoniela disse...

Ai Camie, tu nunca teve tanta razão. Em todos os aspectos, inclusive em reconhecer a pessoa maravilhosa que tu é. É bem verdade que tudo que está ruim pode melhorar, mas tudo pode melhorar também, basta a gente querer de verdade. De um jeito ou de outro, tudo pode se transformar. Nem que seja a transformação do nosso pensamento. Tenho te acompanhado no instagram e tô muito feliz de te ver satisfeita consigo mesma. Muita sorte e sucesso na tua vida! :*

bo disse...

que legal que vc saiu dessa bolh tão cruel!
vc é legal,um amor de pessoa,sempre resolvida,carinhosa,meiga,enfim,vc não tem maldade no coração!te adoro!
eu sempre fiquei em guerra com a balança,e sofria de anorexia/bulimia,agora estou melhor.mas sempre A gorda.
Espero que um dia eu acorde pra vida e pare de ser assim,tão reprimida.

Eu adoro seus posts de look do dia ou algo assim,rs.Eu queria muito saber onde vc compra suas roupas,pleaseee!!!

Beijos.

Ana Carô disse...

Tô sendo a maior atrasada do mundo vindo comentar seu post só agora, mas é que queria reler com calma.
Camies, vc falou muito bem de toda mulher que cresceu gordinha. Nem todo mundo passa por tudo igual, mas a essência é a mesma.
Adoro seus textos, são sempre tão verdadeiros! <3

Lívia Silva Santos disse...

Ótimo texto.

E eu também me identifico com ele. Eu sempre fui a maior da turma. Sempre a última da fila. Mas não era gorda-acima-do-peso. Era grande. Lembro uma vez que fui comprar calça jeans com a minha mãe, eu tinha uns 14/15 anos e a calça tamanho 40 estava apertada e ela irritada, pedindo a 42 para a atendente e eu me achando gorda.

Eu sempre me achei grande demais. Sempre tive a sensação de ser muito grande. E hoje, usando calça tamanho 46/48, fico pensando: Por que diabos eu me achava grande e gorda naquela época?

Eu sei. Foi uma mistura de sensações pessoais, uma visão falha de mim para os outros, falta de elogios, minha mãe brava porque teria que comprar uma calça tamanho maior... enfim, a vida.

Incrivelmente hoje, apesar de não vestir mais o short tamanho 40, sou bem mais resolvida com meu corpo. Natural, vem com a idade.

Enfim...

bjos
Lívia.

Roberta disse...

Apenas chorando, Camies, essa é a história da minha vida...
Encontrei uma foto na casa da minha vó, eu tinha 12-13 anos e era linda, mas não acreditava. Encontrei fotos da época da faculdade, já estava mais gorda, mas ainda era bonita. Hoje me vejo no fundo do poço, enfim...
Beijos e obrigada por esse texto.