9 de dezembro de 2012

Feia, Constance Briscoe

Feia foi o décimo sexto livro que li neste ano. Bati meu recorde pessoal, porque em 2011 eu cheguei a marca de quinze livros. Para algumas pessoas isso pode ser bem pouco, mas estou feliz. YAYYYY! Ao longo do ano eu só li coisas do gênero young adult e a trilogia 50 Shades, ou seja, nada de muito desafiador, coisas só para distrair. Dai, a musa Tatiana Feltrin, respondeu um comentário em que eu fiz em um dos seus videos falando para intercalar uma bobeira + livro um pouco mais sério (vamos colocar assim). Daí, tirei Feia lááááaá do fundo da estante. 
Conheci esse livro através desta resenha do Robledo em um dos únicos blogs literários que eu acompanho: Livros, letras e metas. Estava vendo a data da postagem e faz quase um ano que li essa resenha. Foi um sacrifício achar esse livro pra comprar. Nunca tinha ou quando estava disponível custava tipo, R$ 60. #CHATIADA. Aliás, chatiadíssima com os preços praticados nos livros na Amazon.com.br, mas isso é outra história.
Mas então, o livro! É uma autobiografia onde a nossa heroína (literalmente falando, amigos) relata toda a sua infância de maus tratos e abusos feitos por sua mãe, uma maldita e filha de uma puta chamada Carmem Briscoe. A mãe trata Clare diferentemente de todos os seus filhos, é como se fosse uma gata borralheira. Clare limpa toda a casa, cozinha e faz todos os tipos de afazeres domésticos. E a mãe não tem desculpa nenhuma para não dar amor e moer (literalmente) a filha de pancada. Ela toma produto de limpeza aos seis anos de idade (não me lembro a idade certa agora) numa tentativa de suicídio  porque a mãe vive a chamando de GERME, então ela resolve tomar o produto de limpeza, porque ele mata os germes. OLHAAAAAAAAAAAAAAA! TENSO.
No começo eu dei uma arrastada na leitura, não tinha me apegado a história, ficava lembrando que aquilo tudo NÃO ERA FICÇÃO e ficava meio doida. ALOK! Mas daí engrenou. O que me deixou impressionada é a força da Clare, que mesmo passando todo aquele sufoco, sempre sozinha, levando surra atrás de surra, ela traçou seus objetivos e conseguiu alcança-los. As vezes (ou melhor, na maioria das vezes) nós colocamos tanto impedimento pra terminar isso, começar aquilo, levar a sério uma determinada situação e ler essa história me deixou inspirada. Tipo: yes, we can. Essa menina  aqui passa fome, quase sangra até morrer, é humilhada por sua mãe e padastro, tem uma hora que fiquei indignada, quando ela procura o serviço social e a mulher que atende a Clare diz "Sua mãe sabe que você está aqui?", ou algo do tipo. PORRANNN! HAHAHAHA parece piada, mas é real.
Outra coisa que me deixava puta é que os irmãos viam o que estavam acontecendo e não faziam absolutamente nada. Clare teve que ir se virando sozinha mesmo. Nossa, se eu tivesse uma família dessa ia botar fogo na casa com todo mundo dentro. Um bando de malditos hahahahaa.
Eu gosto de fechar um livro e ficar pensando dias a fio sobre a leitura, quando isso acontece, eu acho que o livro foi além de entretenimento. Quando você pode se inspirar naquilo que acabou de ler, sendo a narrativa real ou fantasiosa, e transpor todas aquelas coisas pro seu dia-a-dia, eu considero missão mais que cumprida.
Enfim, fica a dica. Tava olhando na internet e está com preço bom na Americanas.com, eu paguei R$ 48 (na época) na Livraria Cultura.

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