14 de dezembro de 2012

Divergente, Veronica Roth

Muito difícil de escrever qualquer coisa sobre Divergente, porque eu adorei este livro. Mais uma distopia que li esse ano, esse tipo de gênero tem que atraído bastante. A história se passa em Chicago em um futuro distante, onde a sociedade é dividida em cinco facções: Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição. Quem narra história é Beatrice, que foi nascida e criada na facção da Abnegação. Ao completar dezesseis anos você pode escolher pra qual facção quer pertencer para sempre. É feito um teste de aptidão que mostra qual facção tem mais a vez com as suas características. Independente do resultado do teste você pode escolher pra onde que ir e esta escolha vai delinear pra sempre quem você é. Muito tenso. Se você escolhe uma facção onde não foi criado, tem que abdicar de família, de amigos, de tudo, porque a sua facção vem em primeiro lugar. O negócio é puxado, é SIM ou NÃO, não existe meio termo. 
O livro é empolgante do começo ao fim, desde a escolha da Beatrice (ela vai embora? Vai ficar? E o irmão dela?) até as últimas páginas.
Não quero dar muito spoiler, mas achei bem animado, com bastante ação. O que me conquistou mais é que a Beatrice (que vira Tris depois) não me irritou. Eu tenho problemas com personagens femininas, estava achando até que eu era machista, porque sempre via defeito em algo nas personagens dos livros que andei lendo. Mas cara, a Tris me conquistou porque ela é o meio termo, é real. Não é aquela guerreira durona, cheia de si e que sempre me enche de tédio, tipo a Katniss de Jogos Vorazes. Mas também não é uma bunda mole. Os medos, as reações e as alegrias da Tris são de uma menina normal e ser normal, neste caso, não é ruim. E a maneira como ela enfrentou todas essas aventuras, desde a sua escolha e até a coragem pra enfrentar os pais, eu achei digno. Matar bandido todo mundo mata, mas encarar as suas escolhas e lidar com pai e mãe são outros quinhentos. Tô mentindo?
E tem um personagem masculino muito amor chamado Quatro. Me derreti toda. MUITO AMOR EM NOSSOS CORAÇÕES. É apenas o que eu posso dizer. 
O final do livro é bem alucinante. Eu estava lendo no ônibus, dai chegou a hora de descer e fiquei a manhã toda sem conseguir trabalhar direito pensando nas 50 páginas que faltavam para terminar a história. Quando terminei,  quis sair quicando e estou pensando seriamente em comprar a continuação em inglês, porque a tradução do segundo volume só no segundo semestre de 2013, acredito eu. Falei, falei e falei mas não falei direito da história, né. Acho que se eu contar muito, vai perder a graça, tem que ler pra saber. 
Quem gostou de Jogos Vorazes vai gostar de Divergente. Quem gosta de young adult com bastante ação e com coisas fofas, MAS SEM SER MELOSO, PATÉTICO OU MALHAÇÃO, vai adorar também.
Recomendo :)

Um comentário:

Laura disse...

Mais um pra minha lista de desejos literários.
Eu acabei de ler o primeiro livro da trilogia de Jogos Vorazes e gostei muito! Comecei a ler sem muita empolgação, mas no final já tava doida pelo Peeta (que nome...). Agora quero muito ver o filme.
Estava esperando ansiosa por várias promoções de livros nesse final de ano, mas pelo que vi os preços continuam caros.
Bjs!