22 de junho de 2012

Delírio, Lauren Oliver

Eu estava meeeeeeeeeeega ansiosa pra este livro, dai demorei uns 3 meses pra conseguir terminar hahaah coisas da vida. Delírio é mais um desses livros com futuro distópico, o amor é uma doença chamada amor deliria nervosa. O-AMOR-É-UMA-DOENÇA! Como assim, gente?! É! Quando as pessoas completam 18 anos sofrem um procedimento chamado intervenção, ou seja, operam o seu cérebro para erradicar essa ~doença. Você fica curado. Aliás, durante toda a narrativa não descreve "Fulana está sofrendo de amor" e sim "Fulana foi infectada pelo deliria". 
As pessoas tem muito medo do contágio com o deliria, existe uma cartilha/livro (ai, não me lembro direito haha) chamada Shhh (Suma de hábitos, higiene e harmonia. Veja o cuidado que a autora teve na nomenclatura *__*) que fala dos sintomas, de como o vírus é perigoso e como a sociedade estadunidense está bem sem a doença. Esse é o pano de fundo da história de Lena, uma menina de 17 anos, que está contando nos dedos para o dia de sua intervenção, onde vai ser livrar e ficar segura de uma vida sem o deliria. Lena mora com os tios, seu pai morreu quando era pequenininha e a mãe, após sofrer a várias intervenções, não resistiu e acabou morrendo devido ao deliriaTudo é controlado pelo governo, você passa por uma entrevista, a qual você é pareado pra casar com uma outra pessoa (que nem ao menos conhece) e constituir família e blábláblá. Tudo isso sem amor. Neste dia em que a Lena está toda feliz e ansiosa, no meio de sua entrevista pra saber quem será seu par, acontece uma rebelião dos Inválidos (os rebeldes que não querem ser "curados") e ela acaba conhecendo o Alex. E daí já viu, tudo muda! Parece clichê? É, também achei que fosse, mas fiquei surpresa com o final da história e os acontecimentos do final do livro. 
A leitura começa bem devagar, porque a Lena é devagar. Ela concorda com o sistema, acha tudo lindo e maravilhoso. Tem uma outra personagem chamada Hana, amiga de Lena, que é mais "rebelde", que discorda das coisas, que quer correr perigos e essas coisas de adolescentes. E a Lena lá ZzzzzzzzZZzz. Continuei a ler porque não em conformava desta postura pacífica da personagem principal. Sem contar que cada coisinha sobre "o mundo lá fora", ou seja, os Inválidos, me deixava mais curiosa ainda e fui seguindo com a leitura até a coisa pegar fogo.
Olha, como imaginar o mundo sem amor, gente? O livro tem passagens muito boas e me fez refletir sobre várias coisas. Achei bem legal essa ótica do amor ser uma doença, como a personagem vai evoluindo ao longo da trama. 
A Editora Intrínseca divulgou essa foto da capa (azul), mas não tem NADA a ver com o livro. A capa é toda espelhada, a edição tá lindaaaaaaa. O final do livro é tenso, escorreram algumas lagriminhas (nada de MORRY de chorar, mas é triste =/). Terminei de ler no dia dos namorados haha que bad. Lá na gringa a continuação já saiu, se chama Pandemônio, então, acho que até ano que vem sai a tradução. Nem vou me aventurar a comprar em inglês porque tô com uma pilha de uns 20 livros pra serem lidos hahaha socorrow.


Se vocês tiverem a oportunidade de ler, fica a dica. Achei bem interessante, apesar de começar devagarinho. 


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