25 de março de 2012

Um dia, David Nicholls

Essa semana terminei de ler o tãããããão falado "Um dia", do autor David Nicholls. Vocês já devem ter ouvido falar dessa história por aí, foi publicado aqui no Brasil ano passado (se não estou enganada) e logo em seguida saiu o filme do livro. Quando soube que teria Anne Hathaway já fique aloca e mais empolgada pra ler.



Conta a história de Emma e Dexter, que realmente se conhecem no dia de sua formatura, o 15 de julho de 1988. Quando eu digo que realmente se conhecem, é que já tinham trombado por aí em festas e tudo, mas nesse dia saindo da festa da formatura, os dois conversam e vão parar lá no apartamento da Emma. 
Dia 15 de julho passa a ser um marco na história dos dois, que vai sendo narrada pelo autor ao longo de 20 anos. É bem interessante essa forma de narrativa. Achei meio estranho e que não daria certo no começo, pq como eu iria me apegar aos personagens sabendo só o que aconteceu ao longo desse tempo todo, se o autor estava narrando apenas UM DIA da vida dois dois? E não é que dá certo e 'garrei amor na história?
No começo, detestava e a metia a boca no Dexter, porque ele é de uma prepotência e ego inflado, sem contar as várias merdas. E a Emma toda inteligente e com uma falta de confiança TERRÍVEL. Dava vontade de ~entrar no livro e falar "ESCUTA AQUI, MEA FILIA, VAMO PARAR DE SER TÃO CHATA?????????" hahaha. 
O que gostei no livro são as coisas que poderiam ter acontecido, sabe? Os encontros e desencontros dos dois,  aquela sensação que a Emma tem de ver os amigos se dando bem e ela há dois anos enterrada fazendo a mesma coisa. Quem nunca passou por isso? Aquele mundo de possibilidade de você enxerga quando sai da faculdade e, conforme vai passando os anos, se desespera porque as coisas não estão acontecendo como você achava que iria acontecer. Aquela amizade embolada dos dois, Dexter fazendo muita merda, Emma toda certinha e depois enfiando os pés pelas mãos. Eu gostei dessa parte do livro. Colei o que a Helen disse no facebook, porque senti a mesma coisa ao longo da leitura. O que tá vermelho é spoiler haha. 


Mas daí, chegou no final e fiquei com aquele gosto amargo e uma sensação ruim de desconforto e não saber se gostou do que leu por causa de um fato X (mega spoiler). Fiquei me sentindo traída e dormi puta da vida. Como pode, um livro me tocar tanto e acabar de um jeito que MELDELS. Enquanto eu estava lendo, dava check-in no getglue (vicio) e comentava sobre, num desses comentários, a Tati tinha falado que não gostou do livro. Quando terminei de ler fui lá ~desabafar e concordo com o que ela disse abaixo:


Odeio quando fico na dúvida sobre uma leitura, não sei se amei ou se odiei. Fui assistir o filme e achei HORRÍVEL, só as últimas cenas (fiquei emocionadinha) que valeram a pena. No filme você não sente a profundidade das coisas, os sufocos da Emma e as merdas do Dexter. É confuso e superficial. Só vale mesmo pelo finalzinho. O trailer é bem mais legal, mas é MEGA SPOILER. Não me conformo hahaa.


É um livro sobre como você quer ser e idealiza e naquilo que você se tornou ao longo dos anos. De saber esperar, de ver os outros no sucesso e você na merda, de aprender a lidar com as suas escolhas e arriscar um pouco. Só o final que mata um pouco. Não morri de amores mas faz refletir sobre coisas importantes e toda reflexão é válida. Quem quiser se aventurar, na Americanas.com o livro tá com um preço bom. 

Nhows

4 comentários:

mellzis disse...

po, eu vi o filme esses dias tb, achei q ia me acabar de chorar, mas fiquei foi com pena do Dexter haha ain tadinho, venk q te consolo, bb! hahaha
e po, o começo do filme entrega DEMAIS oq vai acontecer, tsc.

Lívia Silva Santos disse...

Eu já sabia do filme qdo li, então já imagina a Em e o Dex como os atores, e ficava mais indiganada ainda com a Em no início da história. É muita fraqueza pra uma pessoa inteligente.

O Dex é zuado. Aprendeu tarde demais a dar valor para as coisas.

Mas sinceramente, não precisava de um final daqueles. Achei muito fácil.

Mas é um livro que te faz pensar. Eu penso mto nisso: qtas vezes eu deixei de dar atenção a alguém, uma amizade, e o que poderia virar se eu alimentasse aquilo. No livro, os dois perderam ótimas oportunidades! E ao mesmo tempo, forçaram momentos nada a ver...

Mas mesmo assim, é um livro que te intriga, e isso é bom!

bjos
Lívia
http://aopiniaodacoruja.blogspot.com.br/

Tatiana disse...

Para falar do que eu gostei no livro: a maneira como o autor lida com a passagem do tempo na vida dos personagens e a contextualização desse tempo na história - especialmente no início, com eles saindo da faculdade (vergonha alheia de mim mesma dizer que rolou toda uma identificação com a Emma).

E comentário besta: meu coração já pertence a um Dexter e o sobrenome dele é Morgan. Doía ver um personagem tão blah com o mesmo nome de um dos meus personagens favoritos ever. Porque os livros do Dexter (não vou nem entrar no mérito da série de TV porque aí é apelar) têm milhões de defeitos, mas uma qualidade inegável é que eles fazem do Dexter um personagem irresistível e você torce por ele mesmo com todas as atrocidades e absurdos do enredo (o livro vai por uns caminhos nem sempre bons, que a série de tv felizmente resolveu ignorar). Já esse Dexter aí te faz passar 90% do tempo querendo socá-lo para ele deixar de ser tonto. Não dá nem para comparar. Mas essa sou eu sendo implicante!

Beijão para você,
Tati

Lolla disse...

Eu DORMI no filme, chato demais. Quero dar outra chance por causa do final fofo de que todo mundo fala. Será o mesmo final do livro? Porque, apesar do "acontecimento", ele fecha de forma bem fofinha. Não desgostei, achei que podia terminar de forma diferente mas apreciei como foi. That's life!