5 de março de 2012

A Maldição do Tigre, Colleen Houck

O título do post também poderia ser:  o dia que descobri que estava lendo Crepúsculo versão indiana
Segundo minhas anotações virtuais no Skoob, comecei a ler "A Maldição do Tigre" em dezembro. Comprei esse livro porque achei a sinopse interessante e a capa linda de morrer, sem contar que paguei R$ 19,90 na Livraria Cultura. Vinte reais em um livro é um bom preço, na minha opinião. Quem não fica encantada com uma capa dessa? ♥


A sinopse dizia que a nossa heroína Kelsey é uma menina órfã (pais morreram em um acidente de carro, se não estou enganada), que vive com uns pais adotivos vegetarianos (ela sempre reclama da comida com tofu haha) e resolve faturar uma grana extra trabalhando no verão. Ela arranja um emprego em um circo que está na cidade, lá ela fica encantada com um tigre branco. Ela se afeiçoa ao tigre, começa a ler pra ele e essas coisas (ZZzzZZ). Surge um comprador que oferece uma boa grana pelo tigre, daí, ela é migs do animal, recebe esse convite pra viajar com o tigre e seu comprador até a Índia.
Durante a viagem, Kelsey descobre a verdadeira identidade do tigre, o príncipe indiano Dhiren (para os íntimos, Ren) e resolve ajudar na causa nobre de quebrar essa maldição de homem-tigre. Bom, até aí, tudo bem, é um enredo razoável. Só que, ao meu ver, a autora pega todo essa trama e joga no lixo ahahahaa. Eu já estava achando tudo bem fraco, percebi que as pessoas que gostaram do livro, são fãs de Crepúsculo (ou seja, curtem um romance bem meloso) até que vi esse video no site da Editora Arqueiro.



No video a autora do livro diz que terminou de ler Eclipse, da Meyer e quis escrever algo do tipo. NÃÃÃAOOOOOOOOOOOOOOOOW! É triste vir aqui e escrever "não gostei, não leia" porque cada um tem um gosto literário diferente. Tem pessoas que aceitam mais um romance mais meloso e tudo mais...

Eu achei fraco porque os personagens não tem muita profundidade, é tudo muito raso. Não senti uma dificuldade real nos obstáculos que a Kelsey e Ren travam ao longo da aventura, tudo é muito fácil. Como o Ren tem muita grana e um funcionário meio que imortal (é hahaha) a seu dispor. Por um exemplo, quando vão acampar e passar a noite fora procurando lances pra quebrar a maldição, e a Kelsey tem essa mochila que SEMPRE tem exatamente TUDO o que ela precisa dentro, porque o tal  ~~funcionário colocou tudo lá dentro. Tipo, o cara tem bola de cristal ou o que? Desde aspirinas, roupas limpas, comida desidratada. É chato. Eu quero ver o pessoal passando fome e não as férias do Eike Batista, sabe?

Achei que seria apenas uma história de aventura envolvendo um pouco de romance. Não é nada disso,. A super Kelsey era uma menina sem atrativos, que embarca para Índia, começa a ser CORTEJADA (é!) por dois lindos e maravilhosos príncipes. Quando vai sair para as "aventuras", tudo o que ela precisa está na mochila hahaha véi. Descobri também que esse é o primeiro de CINCO LIVROS. GENTE! Tô achando absurdo essas séries que são verdadeiros caça-níquéis. 

AH! Vou contar um spoiler, mas vale a pena, porque é engraçado. Uma hora cai uma pedra na cabeça da Kelsey, quando ela acorda, ao invés de morrer de dor ou ficar tonta, nããããaooooo. ELA FICA ADMIRANDO O TANQUINHO MUSCULOSO DO REN. HAUAHAUHAUHAA QUIS MORRER. AFFEEEEEEEE!

Enfim, é Crepúsculo nas Índias. Achei zuado. A capa é linda, só isso. 


Um comentário:

Tamires disse...

E pensar que um dia passeando na livraria eu peguei esse livro, também gostei da capa e da sinopse, mas pensei "A Camies tá lendo, vou ver o que ela fala antes de comprar". Tô bem aliviada de ter esperado viu?!

Sério, adoro seus posts sobre livros, fiquei com vontade de comprar o "Ratos" depois de ler o post sobre ele.

Beijos!