domingo, 24 de abril de 2011

Beyoncé é uma das minhas divas. Eu gosto desde os tempos de Destiny Childs, onde ela e as colega era tudo Miss Kolene com aquele cabelinho Capão Redondo 1999.


Muita lindeza para uma pessoa só. Qué dizer...


Sério memo que você tá ficando branca, sua safada?

2011


Alisar o cabelo? Ok. Ficar loira? Herm... ok. FICAR BRANCA? Isso me deixa mentalmente confusa. Tá tão ruim ser preta assim, Beyonce? Ryca, talentosa e famosa e pãs. Cada um com seus problemas, mas fico frustrada vendo essa mudança de cor.


Quando eu era criança (no alto dos meus oito anos), meu queria ser branca pra ser parecida com a minha mãe, depois que viraram pra ela e disseram "oh que lindo gesto a senhora adotar uma criança, né". Enfim, insira aqui muitas situações sobre cor da pele e tipo de cabelo. Mas daí a gente cresce e BLÁBLÁBLÁ.

Mas ver a Beyoncé querendo virar filho de Odin é um troço que me deixa triste. No naipe Cirilo querendo ficar branco por causa da Maria Joaquina. Issaque não é um discurso racista nem nada. VIVA O PODER NEGRO e talls. Não, não é. Eu só queria entender o que se passa na cabeça de uma mulher, que a gente acha que seja bem resolvida, não aceitar a cor da sua pele e tudo o que ela representa.



sexta-feira, 22 de abril de 2011

Acho engraçado como as pessoas tentam apagar umas das outras da sua vida. Do tipo, apagando (er, tentando) excluindo fotos no facebook, rasgando fotos e jogando fora objetos que remetem a outra pessoa. Acho que isso só piora, porque fica um buraco negro onde estava tudo isso.




Mano, se isso resolvesse alguma coisa, vixe! Mas não resolve, cara. Não resolve. Já pensou, cada vez que eu brigasse com alguém resolvesse tirar as fotos do flickr ou do raio que o parta, se continuar desse jeito, uma hora não vai sobrar ninguém no teu álbum. Hahaha. Cada um sabe como lida com sua dor, mas acho bizarro. Infelizmente afeto e carinho não acabam de um dia pro outro. Não sou do tipo namoradeira, ou nada, mas já enfrentei cada fim de amizade que só por Deus.

Porra, já briguei com muita gente no alto dos meus treze, dos meus dezesseis e dos meus vinte. A gente tem que mudar a atitude. Tem que tentar ser uma pessoa melhor. Ficar cometendo os meus erros sempre, jogando todas as fotos foras e criando inimizades e climões é uma coisa que gente, não dá certo não. Pisar na bola da mesma maneira, quem é que tá errado... a gente ou os outros?

Eu tinha essa minha vizinha chamada Amanda. Aliás, tenho, porque ela continua morar do lado da minha casa. Enfim, eu achava que éramos super BFF. Daí, deu um rolo (não me lembro o que aconteceu, coisa de criança de dez anos) e só sei que um dia fui na rua do lado de casa andar de patins. E todo mundo me dando gelo e eu WTF. Voltei pra casa e não entendi. Mas sou brasileira e não desisto nunca. Voltei pra rua e continuei a andar de patins, forever alone, mas fiquei na minha. Só sei que todas as quinze crianças desceram a rua numa velocidade incrível de patins pra tentar me derrubar. Conseguiram. Passei uma humilhação da porra e eu nem sabia porque. Cheguei em casa chorando e talls. A mandante do crime? Amanda. Pq ela fez isso? Porque tinha ciúmes de mim, creio eu. Nunca fui a mais popular das pessoas, mas graças a Deus eu tenho uma certa tendência de provocar uma simpatia nas pessoas. Coisa que a Amanda não tem (virginiana, sabe como é). Daí, o trauma foi tanto (não de cair e me ralar toda, mas daquela coisa de ninguém falar mais comigo e ter todos os amigos da rua voltados pra mim) que minha mãe me mudou de escola. E, adivinha, a Amanda foi parar na mesma escola que eu. Daí, tive que ficar convivendo. Lembro que eu saia antes dela correndo pra não ter que ver a pessoa. Acabou que sofri uma acidente de uma queimadura terrível e a mãe da Amanda falou pra ela ir em casa me passar as coisas que tinha perdido durante os 15 que fiquei recuperando da fuckin queimadura. E foi aí que começamos a nos falar de novo.

Novamente, na sexta-série, essa Amanda articulou novamente um plano maligno contra a minha pessoa. Eu gostava de um menino chamado Vinícius, ele deveria ter os seus quinze anos pq nem estudava mais na nossa escola. Era um dos amigos dos amigos da Amanda da oitava série. Porque ela sempre se achou muito adulta e se recusava a andar com gente da nossa idade. Como eu vivi a minha vida até a sexta série na sombra da Amanda, convivia com os amigos dela, mesmo não me sentindo parte do grupo. #Tenso.

Enfim, a Amanda acabou falando para um dos amigos do Vinícius que eu gostava dele. Contaram pra ele e o meu mundo meique caiu, né. O cara se sentiu super humilhado, porque uma coisa é uma menina bonitinha se apaixonar por ele, outra coisa é uma gordinha desajeitada com o cabelo da Gal Gosta morrer de amores por vc. Daí, a tal da Amanda falou pra me vingar do Paulo (o amigo do Vinícius) - !! - e botou isso na minha cabeça. E eu não querendo fazer isso, acabei entrando na dela por pura insegurança e espalhou um botado que o Paulo era gay, um bagulho NONSENSE. A Amanda falou pro Paulo que a idéia era minha. Só sei que dia seguinte do boato ALOCA todas as sextas, sétimas e oitavas séries não falavam comigo.

Imagina, em escola pública, sei lá, quatrocentas pessoas me dando um gelo. Dois dias depois, outras meninas que sacaram que era coisa da Amanda, voltaram a falar comigo. E era bizarro, porque parecia que eu tinha uma doença, sabe? Viver aquilo foi uma merda. E foi a melhor coisa que aconteceu comigo, porque sabe-se lá até qdo eu viveria na sombra de uma pessoa FROM HELL como essa minha vizinha foi pra mim. Na sétima série, já tinha conquistado as pessoas que valiam a pena novamente. E as que ficaram do meu lado desde o início se tornaram pessoas mais e mais especiais. Eu tinha virado a Camila. E não "a amiga da Amanda".

E pode parecer besteira isso tudo, mas o relacionamento que eu tinha com essa menina era uma coisa muito forte pra mim, sabe. Ter que conviver com aquele pé na bunda, com aquela raiva que eu não sabia de onde vinha. Eu muito quis esquecer a Amanda. Quis apagar tudo. Mas a gente era amiga desde a barriga das nossas mães, praticamente. A gente fazia tudo junto. O negócio era mais que um namoro, mais que um casamento. Era uma fuckin amizade, pelo menos, da minha parte. Uma coisa que durou até os meus treze anos e acabou de uma maneira muito bizarra.

No começo, eu escutava os cds favoritos da Amanda no último volume aqui em casa. Porque sabia que ela estava escutando do outro lado da parede hahaha. E nosso quarteto fantástico (eu, Amanda, Cristiane e Mábile) foi se desfazendo aos poucos. Amanda aprontou com a Mábile, que veio correndo falar comigo dpois que ela brigaram. E a Cristiane durou um pouco, mas acabou caindo por terra. Essa Amanda é um mosntro, cara.

Fiquei curtindo um luto, mas né. Por ser vizinho, toda hora se encontrava, a galera ficava em frente das nossas casas rindo e conversando. As festas de aniversário que eu não ia, mas a escola toda foi e ficava comentando.

Aos poucos você vai esquecendo a pessoa aos poucos. Não é de um dia para o outro. Não foi jogando todos os meus brinquedos fora. E teve um episódio muito chato, porque ela me acusou de roubar uns cds da CELINE DION. Minha mãe foi até a casa dela e falou um monte, pegou os cds de volta. Daí, minha mãe não fala com os vizinhos até então. E o mesmo da minha parte. Antes, eu via a Amanda na rua e desviava todo um caminho. Agora eu a vejo pelas ruas do bairro e ela abaixa a cabeça. O pessoal da rua do lado tá tudo casado, com marido e mesmo assim, olham na minha cara e ainda vejo aquela coisa de criança da quarta série. Eu sorrio pra eles. Sempre. Porque meu, eu já tenho todos esses traumas superados na minha cabeça. Mas, acho que os vizinhos da rua do lado e a própria Amanda não. Ou ainda vivem na crença de uma mentira de uma menina de dez anos, há mais de dez anos atrás.

Eu acho que a gente tem que superar as coisas aos poucos. Por muito tempo eu deixei de confiar nas pessoas, ter medo de fazer amigos e levar esse punhal nas costas. Dpois fui pro colegial e teve todo aquele bullying de merda, mas eu acho que se eu não tivesse me conhecido como pessoa, se não tivesse passado pelo gelo de quatrocentas pessoas na sexta série, talvez eu teria desistido no primeiro dia do colegial mesmo. Talvez até hoje viveria na somba de uma Amanda da vida. Servindo de Rabicho, de escravo do mal e do ego alheio.

Só sei que todas as pessoas que passaram até agora, que me fizeram bem ou mal, eu não quero apagar. Porque a gente vive dessa merda toda, das coisas boas e das coisas ruins. E eu olho as fotos da minha infância com o maior carinho, mesmo a Amanda estando em boa parte delas. Porque ela fez parte da minha vida e da minha história. Aprendi tudo o que não se deve fazer. Criei um preconceito ENORME com virginianos - sério, mano - e olha, custou eu deixar essa coisa de signo de lado e aceitar que nem todo virginiano é filha da puta haha.

Menos drama e mais amor.

Sou a quinta, da esquerda pra direita. E a pequena vilã de novela mexicana é a sexta, obviamente estava do meu lado, seria estranho se não estivesse :P

terça-feira, 19 de abril de 2011

Eu sei que estou melhor e que tudo vai ficar bem quando:


- quando eu canto BEM ALTO;
- tenho idéias pra postar no Mão Feita;
- quando eu volto a pintar as unhas (três semanas de unha do naipe usuário de crack. SOCORROW GENTZ);
- quando eu passo rímel e lápis preto nos olhos;
- quando acordo mais cedo só pra lavar a juba e ir com ela solta trabalhar;
- sono profundo sem pesadelos.


E super estou animada com o feriado. Meus amigos tudo viajando ou numa bad trip (que vai passar porque Deus precisa ser um cara legal com essas pessoas), MAS BELEZA, vou dormir e terminar de ver Glee. SUPER PROGRAMÃO!

Na verdade, desde domingo eu estou vendo pacotes de viagens. Eu pretendo (se até lá não me chutarem a bunda do California) viajar nas minhas férias. Eu já tô é de saco cheio de vendo o povo viajar e eu aqui. Como não dá pra ir pra NY (sonho-da-vida), eu tô me contentando com qualquer lugar que não seja em SP. Super quero ir pro RJ pro Rock In Rio e depois para uma praia bem ensolarada e voltar mais preta que meu pai. Gosto de praia, sou feliz em praia. Viva o câncer de pele e a maresia hahaha. Nada como a água salguada do mar pra descarregar as energias ruins e voltar com o cabelo ressecado.

Falando em praia/sol, tô doida pra ver Rio!



Foda-se se foi feito para os americanos, é desenho! E se é desenho, eu tô assistindo. Eu acho engraçado esse povo 'mimimi foi feito para americanos' MEO FILIO VOCÊ CONSOME TANTA CULTURA AMERICANA QUE PQP. Me dá um tempo, vai hahaha.

Beijas.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Se eu falar que não ando escrevendo porque não tenho nada a dizer, é mentira. Eu tenho muita coisa pra falar, mas a maioria eram reclamações das coisas. E não quero reclamar mais do que já tenho feito, sabe.

Esse mês de Abril tá com uma vibe Agosto. Estava. Já andei chorando demais, me desesperando demais, me conformando demais. Daí, cê manda e-mail para os amigos e percebe que não é bem por aí e essa injeção de ânimo foi fundamental. Minha mãe tem sido fundamental também. As coisas vão melhorar. Eu tenho até feito planos pro futuro, coisa que, sem brincadeira, eu não fazia faz tempo.

Fui na endoco. Shorei litroz. Ir na endoco é tipo, encarar as coisas de peito aberto, sabe. É encarar um tratamento que larguei no agosto do ano passado. E sei lá, engordei tudo de novo porque eu sou uma cuzona. Tô fazendo todos os meus exames, tô tomando meus remédios certinhos.

Eu sou péssima com essas coisas de remédios, esqueço de tomar. Mas eu entrei numa pira muito forte de: se eu tomar essa merda ou não, vai dar na mesma, foda-se. E bom, sei lá, fiquei mais de cinco meses sem mestruar hahahaa. E minha mãe acha que eu quero morrer, que quero ficar doente. Não é nada disso. É que você simplesmete não se importa mais com essa coisa toda. Eu não me importava. Tava tudo cagado mesmo, tava tudo zuado e eu sempre estou precoupada com outras coisas e outras pessoas que não sejam a minha saúde.

Daí, em Março, numa sexta-feira e eu contando as horas pra dar 18h. Minha ex-chefe entra na sala AMARELA. E o que foi? A nega que fazia o meu café, a nega que eu comprava avon, a menina que sempre tava sorrindo e super empenhada nas suas funções de camareira no California, tinha morrido. Meu, a menina com 20 anos, sabe. Aquilo foi uma bomba no meu estômago e falei: CARALHO, PRECISO TOMAR MEUS REMÉDIOS. Não quero morrer não. Tem tanta coisa que preciso fazer antes de morrer e blablabla. Dai, retomei toda minha medicação (que nem é tanta assim, são 3 comprimidos diários e talls).

Março continuou e a gente no California trabalhando feito FDP. Eu muito estressada. Me sentindo mal todos os dias, chorando todos os dias. Mas indo trabalhar, porque né, faz parte. Só sei que fui medir minha pressão e ela tava 16 por 11. E eu tenho 24 anos, com essa pressão altíssima. Não quero morrer, mas bem que seria bom, porque preciso de um descanso. Não quero morrer, mas caralho, não aguento mais ir trabalhar.

Eu já pensei em pedir demissão duzentas vezes, porque tava foda e eu andava muito desacreditada. Mas sei lá, eu preciso ter foco na tarefa e retomei minhas atividades com um pouco mais de esperança. Vou arranjar um emprego melhor daqui há pouco, não vou mais me deixar estressar e colocar o trabalho em primeiro lugar. Vou me cuidar. Vou emagrecer novamente. Vou conseguir X, Y e Z. E é nessa pegada que eu estou e espero não me perder no meio do caminho. Caso isso aconteça, que eu perceba logo e retome quantas vezes for necessário. Porque não dá pra desistir de mim, do meu corpo e da minha saúde mental como eu desisti.

Vamulá, já diria a @bialombardi.