18 de junho de 2015

Não é uma questão de cu e nem de vestir branco, é uma questão de LIBERDADE.

Às vezes eu penso que o mundo está perdido e que não existe solução pra nada. Esse tipo de pensamento me deixa sufocada, porque sou uma pessoa que vê o copo metade cheio e não metade vazio. As notícias que mostram intolerância tem me atingido com um peso maior ultimamente. Toda vez que leio uma manchete, comentário de portal ou alguém defecando pela boca no Facebook, eu sempre penso: QUE MUNDO É ESSE QUE ESTAMOS VIVENDO?
Estamos em 2015 e com a tecnologia de nossos smartphones, a informação chega bem mais rápido através da internet (portais de notícias, redes sociais, whatsapp). Estamos conectados 24 horas durante os 7 dias da semana. Cada vez mais a minoria oprimida (seja ela mulher, LGBT, negra, muçulmana etc) tem voz para denunciar e expor a opressão vivida diariamente. Não é que as pessoas estão militantes demais, que estão fazendo textão em demasia, é que finalmente nós podemos ser ouvidos por todos. Podemos ser ouvidos, compreendidos ainda não.
Aquele caso da Viviany Beleboni que deixou muitos cristãos revoltados com a audácia do seu protesto na última Parada Gay aqui em São Paulo. Ouvi muitos comentários dessas pessoas, todas revoltadas porque né, onde já se viu uma mulher trans se colocar no lugar de Jesus Cristo. Quando eu vi as fotos da Viviany no domingo, acompanhando a Parada Gay pelo Twitter, eu NUNCA achei que teria essa repercussão toda; porque pra mim era ÓBVIO que e a mensagem transmitida é que a comunidade LGBT é crucifixada diariamente. E é verdade isso. Só não vê quem não quer.



Entre a pororoca de chorume, jogador de futebol falando que a Viviany tinha que pedir desculpas (WTF), Marco Feliciano incitando ódio no feicebuque, tem também a galera que pensa assim como eu e outras tantas pessoas repetindo "deixa os cara dar o cu", "2015 e o povo cagando regra pra quem dá o cu". Isso me irrita. Eu entendo o que as pessoas querem dizer com isso, mas a gente precisa parar de reproduzir esse tipo de coisa. Não é uma questão de cu. Falar só do prazer sexual é minimizar toda a causa da gay, toda a causa da comunidade LGBT. A luta é por direitos iguais, liberdade de andar na rua sem ter medo de apanhar, de se casar, ter filhos, fazer um jardim como bem entender e viver a vida como quiser, assim como fazem os heterossexuais. 
Essa semana uma menina de 11 anos foi apedrejada na rua pelo simples fato de ser candomblecista. "2015 e o povo cagando regra pra quem sai de branco na rua". A questão não é a cor da roupa ou "vestir o branco da paz", a questão é liberdade de ir e vir, liberdade religiosa. 
Quatro meninas estavam andando na rua, quando foram agredidas, estupradas e arremessadas em um barranco, lá no Piauí. E a mídia andou noticiando essa tragédia com a manchete de "abuso". "Quatro meninas foram abusadas". Não foi abuso. Foi estupro mesmo. Inclusive, uma das vítimas chamada Danielly Rodrigues, morreu decorrente ao ataque que sofreu. 
E daí que existe um grande número de pessoas querendo silenciar e minimizar todas essas causas (e tantas outras mais) e esses problemas. Não é uma questão de cu, de vestir branco, de ter trejeitos, de usar o cabelo pro alto ou não, é uma questão de liberdade. E essas pessoas que gostam de minimizar e silenciar, por muitas vezes justificam seus preconceitos e mediocridade com trechos da bíblia. Deus disse que não pode mulher com mulher, Jesus não vai gostar de ver uma mulher trans na cruz. É tanta baboseira e preconceito que tenho vontade de arrancar meus olhos. Estamos em 2015 e esse é o momento de entender o que nos parece estranho. Momento de ter empatia, de se colocar no lugar dos outros, de pensar antes de falar groselha nas redes sociais. Parar de julgar os outros pela cor da pele, pela religião ou por orientação sexual. Está na hora de parar de rotular, de classificar e tentar padronizar o modo de viver alheio. Tá na hora da gente cuidar da nossa vida, de dar voz as pessoas que são oprimidas todos os dias e deixar esse preconceito, essa coisa antiga e grotesca cair por terra. 
Chega de reproduzir "não sou tuas nega", "deixa os cara dar o cu", "chuta que é macumba", "lugar de mulher é na cozinha" e por aí vai.
Nem tudo está perdido, eu gosto de pensar e acredito que a próxima geração viverá em um mundo menos intolerante. Como eu já disse, eu vejo o copo meio cheio. Estamos nessa eterna transição de pensamento e comportamento, levando tiro porrada e bomba. Estamos evoluindo para que todos lá na frente sejamos reconhecidos por aquilo que somos: iguais. 


12 de junho de 2015

More than a feeling

Ou minhas expectativas (irreais?) sobre relacionamento amoroso.

~ Às vezes no silêncio da noite eu fico imaginando ter um mozão ~

Eu já passei por diversas fases da expectativa de ter alguém pra chamar de meu namorado. Quando eu tinha 13 anos, achava que aos 25 já estaria casada. VINTE E CINCO ANOS HAHAHAHA! Lá nos treze anos de idade, com minhas inúmeras paixões platônicas, eu sofria bastante. Aquela sofrência adolescente escutando Backstreet Boys e Celine Dion. Minhas amigas na época já tinham beijado vários na escola e eu lá, toda gordinha, torta, BV, olhando pro céu e suspirando.
Antes eu realmente achava que precisava ter um namorado pra ser feliz. Tipo um príncipe da Disney que chegasse e iluminasse o ambiente e tudo ficasse em câmera lenta. Alguém que cuidasse de mim, um pedido de namoro bem cafona, daqueles com faixa amarela na frente da casa e carro de som. Alguém pra exibir por aí e provar que OLHA SÓ, EU CONSEGUI. Eu tinha idealizado um cara perfeito que me salvasse, literalmente. E por anos eu fiquei com isso na cabeça. E quando aparecia alguém, minimamente, eu me fechava por causa dos meus problemas de auto estima.
Hoje as coisas mudaram muito e aquele molde perfeito de músico no cavalo branco deus de ébano não existe mais. Preciso de namorado pra ser feliz? Não. Seria legal ter alguém? Sim. Bate carência? Sim, e como. Mas nunca o suficiente para participar do Tinder, pro exemplo. Nada contra quem faz uso do app, mas acho que é mais sarna pra se coçar e a frustração de encontrar uma pessoa legal só aumenta mais. Cada vez que uma amiga minha me conta de ~causos do tinder~ eu morro um pouquinho. Tudo errado (na minha opinião). De todos os meus amigos solteiros eu só conheço UMA PESSOA que conseguiu um bom relacionamento e estão felizes até hoje.
Todas as vezes que me apaixonei foram por pessoas que eu já conhecia e que faziam parte da minha vida. Não estou procurando um príncipe e nem sou a mulher mais gata and interessante do mundo, mas sabe, eu quero muito mais do que um namorado. Eu quero uma pessoa pra compartilhar as coisas boas (e ruins) que acontecem comigo. Alguém que me faça rir e que eu consiga ter uma conversa interessante sobre qualquer assunto. Uma pessoa que entenda a minha liberdade, a diversidade dos meus amigos e o meu gosto musical bizarro. Quero alguém pra discordar, pra roçar as pernas, pra dar beijo no pescoço, pra perder o fôlego mesmo. Quero alguém pra cozinhar uma comida gostosa, pra assistir Netflix e se entupir de pipoca com bacon. Quero alguém que me mostre coisas novas e me faça enxergar as coisas rotineiras por outra perceptiva. Quero um companheiro, acima de tudo. 
Pode parecer que eu esteja exigindo demais e que criei mesmo altas expectativas, mas é isso que eu espero e são essas coisas que eu tenho para oferecer. Se eu morrer sem ter vivido um grande amor (ou vários), que assim seja então. Eu não quero alguém pela metade, pra mudar o status no facebook e posar pra foto no instagram. Eu acredito no amor, na paixão, no destino e no que tiver que ser, será. Acredito no Vinícius e "Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure". Eu quero alguém por inteiro e eu vou esperar o tempo que for.


21 de maio de 2015

Eu, Camila Rocha 28 anos, ansiosa.

Ansiedadeânsia ou nervosismo é uma característica biológica do ser humano, que antecede momentos de perigo real ou imaginário, marcada por sensações corporais desagradáveis, tais como uma sensação de vazio no estômagocoração batendo rápido, medo intenso, aperto no tóraxtranspiração, e outras alterações associadas à disfunção do sistema nervoso autônomo.
Toda vez que os meus (mil) endócrinos constatavam "Você é ansiosa, né? Vou prescrever um remédio aqui que vai te acalmar", eu ria internamente e pensava que não era ansiosa coisa nenhuma. A primeira médica que me prescreveu fluoxetina pra ansiedade foi em 2006. Eu tomei durante um tempo, meio relutante, meio desconfiada. Mas me dava pesadelos (????) e nunca realmente me senti ~diferente~. Tomar ou não a tal da fluoxetina não dava nada, a não ser pesadelos terríveis. Acumulei receitas, os remédios perderam a validade e nunca mais tomei.

ANSIEDADE? BESTEIRAAAAAAAAA

Quando as pessoas falam de Transtorno de Ansiedade, eu imaginava uma pessoa ultra nervosa, estérica, com pressa, gritando, fatigada, com gastura e palpitações e a Camila de 2006 não tinha nada disso. Nunca achei que realmente fosse ansiosa. Quem me conhece pessoalmente sabe, eu sou uma pessoa tranquila, quase não fico nervosa, é difícil me irritar, levantar a voz e essas coisas. Eu evito briga e conflitos o quanto eu puder (ascendente em libra, RISOS) e toda vez que a endocrinologista falava "e a ansiedade?" eu respondia sempre com "que ansiedade?!". Hahahahaa! Não era como se eu negasse a doença ou algo do tipo, mas eu jogava no Dr. Google (ERROR!) o perfil de uma pessoa ansiosa e realmente não me identificava, achava exagero dos médicos. Única coisa que foi se gravando era a vontade de comer sem estar com fome.



O tempo passou, ganhei peso/perdi peso ad infinitum, rolou aquele estresse emocional de pai e mãe doente ao mesmo tempo, e depois disso, me vi um pouco mais preocupada do que o normal com certas situações. Minha mãe demorava um pouco pra chegar em casa e já pensava em mil tragédias, o telefone tocava e já pensava em desgraça. Qualquer coisinha já me deixava em estado de alerta e um frio na barriga intenso. Eu ainda achava que era um estresse pós traumático, da supervisora mala da ~firma, da canseira da hotelaria como um todo.

 
TELEFONE TOCANDO: FUJA PRAS MONTANHAS!!!!1111

Ano passado eu estava trabalhando em um lugar super tranquilo. Era eu, Rafael e os computadores. Não tinha estresse como na hotelaria, sem hóspede gritando, sem gente que perdeu o vôo querendo te bater ou ter que trabalhar até mais tarde por causa de overbooking. Mas eu me sentia cada vez mais cansada e quando tinha que dormir, não conseguia. E a insônia só foi piorando. Minha pele começou a descamar, fui no dermatologista e ele disse que era psoríase, falou que era doença de "gente estressada", me receitou umas loções e disse pra me acalmar. O problema é que eu achava que tava tudo bem, eu estou calma.
A psoríase nas pernas não melhorava e aquela sensação de sufocamento, palpitação, de que iria acontecer alguma coisa ruim só foi aumentando. Fui no cardiologista pra ver essa palpitação que sentia, mas não tinha nada. Pressão normal, sem colesterol, sem diabetes e qualquer coisa que justificasse aquele coração acelerado e sensação de borboletas no estômago o tempo todo.

EUZINHA POR DENTRO 

Chegou um determinado momento que toda hora me vinha o pensamento ruim de ser atropelada ali na Avenida Ibirapuera. O trânsito da Zona Sul comparando-se ao da Zona Oeste de São Paulo (o qual estou habituada) meio que parece um mini Rio de Janeiro. Sério, aqueles carros, os ônibus correndo nos corredores e aquele trânsito infernal me deixava num estado alerta imenso. Não conseguia ler, escutar música e nem dormir (sou expert em dormir em ônibus haha) durante as viagens de ônibus do trabalho pra casa. E era uma viagem de 2h30 de Moema até Pirituba. Era horrível. Tinha vezes que me dava formigamento nas pernas.
Sem contar que retomei um péssimo hábito que tinha largado há anos: stalkear. Nunca cobrei ninguém de responder e-mails/mensagens/sms e afins, mas o fato da pessoa demorar pra tomar uma decisão/atitude que me afetasse diretamente me deixava louquíssima. Qualquer tipo de espera me consumia, dai começava rastrear fulano e entender o porquê da demora. Se tava online, olhava no 4square, última vez que entrou no whatsapp, última vez que tuitou e fazia isso ciclicamente. Na mesma época, eu pegava carona com a minha prima até a metade do caminho pro escritório. Cada dia eu acordava mais cedo. A gente saia de casa oito da manhã e eu despertava cinco e meia e não dormia mais, com medo de perder a hora, pensando no trânsito e nas mil coisas que teoricamente poderia me fazer chegar atrasada.
Em outubro voltei na endócrino pra saber como tava minha tióride e exames de rotina e ela perguntou como eu estava. Falei que estava bem (HAHAHAHAA), comentei da psoríase, a médica achou estranho e perguntou da fluoxetina. RISOS NERVOSOS. Olha, eu não tomo isso daí desde a época da faculdade. Tive uma conversa franca e resolvi falar das coisas que estava sentindo, mas achava que era tudo bobagem e coisa da minha cabeça. Dra. Daniela DEU RISADA DA MINHA CARA.

KIRIDINHA, VOCÊ ESTÁ COM UM TRANSTORNO DE ANSIEDADE DOS BÃO.

Logicamente que contestei, disse que não era bem assim. Daí, a Dra. Daniela me disse: tá, então você vai tomar isso aqui durante um mês e depois a gente conversa, ok? Aceitei. Ela me deixou bem assustada, pra falar a verdade, falou que poderia virar uma síndrome do pânico. Imagina! Eu adoro uma rua, sair por aí, chegar em casa com o sol batendo na bunda, imagine só ficar com síndrome do pânico. Comecei a tomar um remédio chamado Bup (caro pra carai) e só então percebi como eu estava alucicrazy. Eu estava doente de verdade. Em dezembro, comecei a fazer terapia e olha, posso dizer que sou outra pessoa. Eu me contenho demais em alguns aspectos e de alguma forma a insatisfação da carreira profissional, essa minha mania de tentar ser uma pessoa razoável em momentos que eu preciso falar CHEGA, acabou piorando tudo. E a terapia me ajudou a colocar muitas coisas pra fora e me sentir mais segura.
Comprei umas cartolinas amarelas e anotei todas as coisas que precisava mudar no meu comportamento e grudei na parede do quarto. Todos os dias eu olhava aquela cartolina com letras garrafais e aquilo virou um mantra. Depois fiz outro cartaz com uma lista de coisas que precisava fazer e me dei um prazo longo pra resolvê-las até dia 31.07.15. Acabei que resolvi todas as coisas da lista com calma, depois fiz mais outra lista e resolvi tudo com calma. Já estou indo pra quarta versão da cartolina.
Outra coisa que me ajudou bastante foi tirar o aplicativo do Facebook do celular. Não sou a maior fã da rede, eu passo um certo nervosinho com a cagação de regra e com pessoas que falam uma coisa no Facebook mas na vida real são completamente o oposto. Percebi que perdia horas entrando de cinco em cinco minutos no site, procurando ~novidades~ sendo que era tudo mais do mesmo. Dai, arranquei o app do celular e foi a melhor coisa que eu fiz. Ainda uso o Facebook, mas de uma forma muito mais sucinta.
Como eu disse aqui, comecei a escrever em cadernos e fazer um diário novamente e isso me ajuda MUITO MESMO. Manter a cabeça ocupada com coisas que eu gosto de fazer, me ajuda a relaxar de verdade. Já não tenho mais palpitações e nem aquela sensação de frio na barriga constante. A sensação de que alguma tragédia pode acontecer com minha família e aquele medo de ser atropelada também passou. Ainda ando meio ressabiada quando ando de carro com a minha mãe, mas aquela neurose de acidente passou.
Mas, Camila, o que você quer dizer com esse textão todo? Eu aprendi que essa história toda é que o corpo dá sinais de que as coisas na sua cabeça não estão essa maravilha toda. Meu corpo precisou desenvolver uma doença dermatológica e, mesmo assim, não levei a sério. Então, primeiro de tudo, SE LEVE A SÉRIO. Se você está se sentindo mal, já procurou médicos, fez exames e não deu em nada, é sinal que você esteja desenvolvendo algum problema psicológico. Eu passei muito tempo da minha vida vivendo a vida dos outros, então, cada dia mais estou vivendo a MINHA VIDA. Prestando atenção NAS MINHAS COISAS, traçando os MEUS OBJETIVOS. Os meus problemas são importantes sim e preciso cuidar deles. Não adianta querer ajudar todo mundo e deixar minhas coisas de lado e não se dar a devida importância.



Procure um médico, psicólogo, psiquiatra. Só tomar remédio ou só fazer terapia não ajuda. É tipo comer um macarrão sem molho. As duas coisas são complementares. Não tenho medo de ficar dependente de remédio ou de não conseguir dar um passo sem a minha psicóloga. Essa ajuda médica é pra gente se entender e desfazer os nós da cabeça. E é maravilhoso perceber como você está progredindo. Desde outubro que comecei a levar a sério e entender que sofro de transtorno de ansiedade, até a minha respiração está melhor. Sem contar que pedir 13 fucking quilos. WOW!
Tire um tempo pra fazer alguma coisa que você gosta. Sei que estamos nesse mundo moderno que as coisas são pra ontem, mas das uma desacelerada e tirar um tempo pra fazer algo que te relaxe ajuda demais com as borboletas no estômago. Eu descarrego minhas energias escrevendo, mas cada um sabe da sua válvula de escape, então, use-a.
Respire fundo. Literalmente. Parece besteira, mas ajuda muito. Em fevereiro/março estava no ápice da sofrência de uma paixonite, daí enchia bexigas aqui em casa e procurava uns exercícios de respiração no youtube. Deu super certo e aliviava a gastura toda.
E tem que ter paciência. Muita paciência. Paciência com os outros e entender que você, pessoa ansiosa, provavelmente já fez tudo o que podia fazer e tem que esperar mesmo por uma situação ser totalmente resolvida, por mais inquietante que isso seja. Paciência no tratamento porque não é de um dia para o outro que as coisas melhoram, mas elas melhoram! A tendência é melhorar, haha. Pedir ajuda dos amigos/familiares. Às vezes a gente reluta tanto e tenta resolver tudo sozinho que nem vê a mão estendida que as pessoas oferecem. E como a Dani disse neste post maravilhoso, você não está sozinho \o\



18 de maio de 2015

Cobain: Montage of Heck

Eu não sou a maior entendedora de Nirvana e nem a maior fã, mas o peso das letras me atinge de forma certeira. Quase não ouço porque na maioria das vezes me dá uma bad tremenda. Nunca vou esquecer de como eu conheci a música do Nirvana e a história deles, em específico, do Kurt Cobain. Era 1998 e estava na sexta série do ensino fundamental. Como toda boa geminiana, eu era cheia das paixões platônicas e tinha um menino da sétima série que eu achava incrivelmente interessante. Sempre observava o Renan de longe, com a sua camiseta xadrez, calça duas vezes maior que ele, aquele visual grunge dos anos 90. Ele acabou ficando com uma das minhas amigas na época e isso acabou me aproximando aos poucos dele. Lembro que durante uma semana o Renan foi todo vestido de preto pra escola, achei WTF, dai a minha amiga disse que estava de luto por causa do Kurt Cobain. Eu lembro de ter falado "Ahh, o Kurt" achando que era algum AMIGO dele hahahaa. PEQUENAS HUMILHAÇÕES DA VIDA, mas dá um desconto que eu era novinha. O Renan ficou indignado quando, mais tarde, descobriu que eu não sabia quem era Kurt e nem Nirvana. Só sei que ele tinha ido na casa da minha amiga pra ficar com ela, mas passou a tarde toda comigo falando da banda, me explicando tudo. Mais tarde ele me emprestou uma mixtape do Nirvana e dai, pronto, fez-se a luz. 
De volta pra 2015, eu estava bem curiosa pra assistir esse documentário do Kurt, porque a premissa era diferente. Cobain sempre me fascinou, no sentido de ser humano e não do rock star/porta-voz de uma geração (cujo título ele detestava). E esse documentário, olha, não sei nem como explicar. Só falo pra vocês assistirem!
Ao assistir Montage of Heck me senti como se tivesse lendo o diário do Kurt. Todo o processo criativo dele, rabiscos das letras e composição, contabilidade pra comprar instrumentos/cordas/pedais, desenhos MIL, pensamentos. Tudo ali exposto e fichado de uma maneira belíssima. Os desenhos do Kurt se tornam animações que acompanham o filme todo, fizeram um trabalho tão lindo, sensível e compatível com o Kurt que se ele estivesse vivo, teria aprovado e gostado do resultado.



Além das animações belíssimas, o documentário junta várias filmagens da infância, dos primeiros shows do Nirvana, mostra a intimidade do casal Love + Cobain e a filha deles, um cover inusitado de Beatles na voz do Kurt. Teve uma cena me me chocou bastante, Kurt estava muito chapado de heroína e ele tentava interagir com a Frances mas não conseguia. Olha, é avassalador!
Única coisa que ficou faltando, na minha opinião, foi o Dave Grohl. Não tem depoimento dele nem nada, o que é uma pena. Não compromete o documentário, mas você como telespectador sente a falta do Dave.



Eu ainda estou meio melancólica depois de ter assistido. Kurt tinha uma alma bonita, queria fazer coisas boas, sofreu um bocado na pré-adolescência e infância, era um cara sensível. E a depressão junto com as drogas e o sucesso estratosférico, deu no que deu. É triste porque eu acho que ele ainda tinha tantas coisas boas pra compartilhar, mas a vida e o peso da sua música se tornou insuportável e maior que ele. Nem sei se chegou a estrear nos cinemas aqui no Brasil, mas fiz o download pelo Melhor da Telona. Vale a pena assistir e tentar compreender Kurt Cobain como um todo. 

1 de maio de 2015

3 anos, 36 meses, 1095 dias

Hoje completa três anos que meu pai morreu. No primeiro ano, em 2012, no primeiro dia de qualquer mês que se iniciava, eu lembrava "hoje fazem dois meses, hoje fazem seis meses" e assim por diante. O primeiro ano foi difícil, os primeiros meses foram doloridos e enlouquecedores. Pai morreu, mãe com câncer, eu tinha acabado de começar num emprego novo...  A gente continua mesmo achando que não consegue continuar, aos trancos e barrancos. 
Sempre fui uma pessoa que vive o presente, um dos meus maiores defeitos é não fazer esse planejamento pro mês que vem, pro próximo semestre, do ano que vem. Pra tudo! Pra dinheiro, pra roupa, pra situações. Não sou a pessoa que guarda uma roupa xis, ou um perfume pensando em suar NUMA DATA ESPECIAL. Eu amo um sapato, eu vou usá-lo até fazer furo. Usei minha bolsa favorita até descosturar e praticamente derreter. Todos os dias são especiais, de uma forma ou outra. Aproveito as situações, os rolês, as paixonites, a melancolia, tudo. Memorizo coisas que meus amigos falam e tomo como lição, eu sempre vejo um significado além daquilo que possa ter para as demais pessoas. Quando meu pai morreu, eu fiquei com isso mais aflorado. A vida é breve, a gente tá aqui e amanhã pode não estar, tanto para coisas boas (uma viagem, um mudança) ou para coisas ruins (tava passeando pelo Nepal e pá, vem o terremoto). 
O peso deste dia, do primeiro de maio, este ano já não tem o peso que teve ano passado e nem ano retrasado. Eu sinto falta do meu pai, muita. Minha mãe sempre fica muito triste nesses aniversários de morte, na semana que meu pai faria aniversário, nas festas de fim de ano. Eu já reajo de uma outra forma, assim com meu irmão. E tá tudo bem. Cada um sabe da sua dor. 
Eu lembro que no começo eu simplesmente não me conformava do meu pai estar enterrado. Ok ele estar morto, mas a coisa de estar ENTERRADO me incomodava muito. Não me conformava da gente ter deixado ele lá no Cemitério do Jaraguá. Tô com saudade dele, quero pegar na mão, quero brigar pelo controle remoto, quero reclamar da comida dele sem sal, quero vê-lo. Vamo lá no Jaraguá AGORA e, sei lá, enterrar ele no quintal (!). Ele é meu pai, ele tem que ficar aqui. 
Loucura? Pois é. Eu penso nisso e dou risada. Eu falava pra minha mãe disso, que não me conformava em saber que estávamos em casa e e ele lá no cemitério, há 4km de nós. Vamo lá pegar ele, sei lá, quero vê-lo de novo. Sonhei até que ele voltava pra casa e tínhamos que reaver os documentos dele de novo. OI? Luto, negação total. 
Depois de um tempo aprendi a lidar com situações indesejadas, algumas pessoas forçam situações, falam coisas ruins, do tipo "NOSSA SE EU FOSSE VOCÊ EU NÃO CONSEGUIRIA" e derivados, tipo "se meu pai/mãe morre, eu morro junto", "Deus me livre isso acontece comigo", "pra que velório?!". 
Aprendi que você pode fazer uma ideia dessa dor de perder pai e mãe só quem passou por isso. Eu não sabia que doia tanto. Aprendi que o velório é pros vivos, pra família se consolar, do que pro morto. Velório é ruim, aquela situação do morto, do cheiro de flor, do cansaço é ruim. Mas os abraços, quando alguém segura a sua mão, quando te levam um café e você nem se lembrava que estava com fome, um amigo que não fala nada mas o olhar é tudo, naquele momento ali é importante. Aprendi a lidar com músicas que meu pai gostava e que tocavam por aí e, no começo, era como levar um tiro. Mas agora tudo bem. Aprendi que saudade não tem hora e nem local pra chegar, mas a dor uma hora vai embora. Aprendi a lidar, aos trancos e barrancos, com a ausência do meu pai nas festas de família e que se um dia eu casar, quando eu lançar meu livro ou ter meu primeiro filho, ele não estará aqui. Isso dói ainda e sempre vai doer, porque essa coisa de amar é compartilhar. E a gente compartilha as coisas com quem a gente ama. 
Meu pai com seu um metro e noventa e três de altura e aquela gargalhada alta não estará aqui pra folhear meu livro, segurar o meu filho ou o filho do Guigo, nem levar o café da manhã na cama pra minha mãe aos domingos como ele fazia, mas com esses 1095 dias de ausência física, por mais clichê que isso possa parecer, eu trago a memória dele viva comigo e enquanto eu escrevo esse texto. Ele vive em mim, nas músicas e nas coisas que aprendi com ele. E eu tenho que continuar viver e fazer minhas coisas, manter essa memória comigo até o dia que eu não esteja mais aqui e o reencontre onde quer que ele esteja. A vida é assim, então, vamos vivê-la. 

Eu gosto muito dessa foto. Livin la vida loca!


27 de abril de 2015

Eita, nóis!

Não sei por onde eu começo! Cinco meses sem escrever uma linha aqui no blog. Olha, foi difícil. Em novembro e dezembro eu simplesmente não estava com vontade de escrever nada. Em janeiro quando a vontade voltou, TODOS OS MEUS ELETRÔNICOS PIFARAM
Eu lembro de ler o horóscopo da Susan Miller em janeiro, dai ela dizia "geminiano, cuidado com seus aparelhos eletrônicos, carregue consigo somente o necessário e não invista em coisas novas, porque Mercúrio está retrogrado e VAI DAR RUIM". Meu kindle não sobreviveu a viagem de ano novo, o note do meu pai simplesmente não ligava mais e o meu desktop deu, literalmente, tela azul. Eu ainda tenho outro note que ganhei de uma amiga minha, mas o teclado pifou e só usando aquele teclado virtual. E o meu celular no volume morto. Qué dizê



Passei a escrever em cadernos, o que foi bom porque algumas ideias não se perderam, por outro lado, fiquei com dois calos na mão direita. Amo escrever, mas NADA COMO UM BOM TECLADO! 
Faltam apenas 4 dias para o mês de maio começar! Quinto mês do ano. O tempo tá voando cada vez mais e estou cheia de planos. Fazia muito tempo que eu não pensava no meu futuro a longo prazo e tá sendo bem bom. 
Sem um puto no bolso, com muitas ideias, cabeça nas nuvens e munida de teclado. É NÓIS, eu voltei porque o samba não pode acabar 

11 de novembro de 2014

Mais 5 documentários imperdíveis para ver no Netflix

Desde o começo do ano estou mais inclinada em assistir documentários, dei uma olhada no Netflix e vi que eles disponibilizaram novos títulos. Tá cheio de coisa boa! Em maio fiz um post dos 5 documentários legais para assistir no Netflix. Bom, agora ~tome~ mais 5! Hahahaa. 


Web Junkie (2013)


Este documentário mostra o dia a dia de um hospital militar especializado no tratamento de adolescentes viciados em internet. GENTE, COMO ASSIM? Então, lá na China o negócio tá grave, é cada vez maior o número de adolescentes e jovens adultos viciados em jogos online. A maioria dos meninos foram internados contra a sua vontade. Os pais usam a desculpa de levar o filho ao dentista, ou para uma viagem (tem um que fala que achou que estava indo esquiar na Rússia) e ficam internados cerca de quatro meses. Esse documentário é bem paradão, não é muito dinâmico, mas não deixa de ser interessante. No primeiro momento achei uma medida extremamente radical de internar um adolescente daquela forma, mas depois, olhando toda a situação e vendo o desespero dos pais com filhos que ficavam mais de 24h nessas lan houses jogando sem parar pra comer, usando fralda pra não precisar ir ao banheiro, sem dormir, abandonando a escola e tudo mais, é pra refletir, né? O conflito é muito maior do que o vício dos jogos online, tem o fato dos chineses serem filhos únicos, solidão com uma criação rígida e a geração desses pais chineses que não estão preparados para entender o papel da internet no mundo atual. Assiste aí que vale a pena. 



Como fica a vida de atores pornô depois que eles deixam a indústria pornográfica? Através de vários depoimentos vai se costurando a narrativa deste documentário. Seria hipócrita de falar que todos os atores e atrizes sofreram para retomar a vida normal, porque as mulheres carregam esse estigma até depois de muito tempo que largaram a carreira pornográfica. Os motivos do ingresso na indústria é o dinheiro, porque dá muita grana, só os Estados Unidos faturam 13 bilhões de dólares com a comercialização de material pornográfico. Só que vale a pena? Os atores estão expostos a todo tipo de abuso, acabam se drogando para aguentar o ritmo das gravações ou, simplesmente, pra tentar se aliviar da sua atual realidade. O maior desafio para essas pessoas é colocar o passado de lado. É praticamente impossível, ainda mais se você é mulher. Puxado, viu? 


Documentário brasileiro (SIM!) super bem feito e amarrado relatando a obesidade infantil aqui no Brasil. Um terço de nossas crianças estão com problemas de saúde que antes era exclusivamente de adultos: diabetes, hipertensão, colesterol alto, depressão. O documentário tenta identificar de onde vem o problema das crianças estarem acima do peso, se é a falta de informação dos pais, dia a dia corrido e a criança acaba comento salgadinho ao invés de algo nutritivo por falta de tempo dos pais, publicidade infantil bombardeando em cima desses meninos e meninas que assistem televisão e acessam internet o tempo todo. É chocante ver bebês que ainda não completaram um ano de vida tomando coca-cola na mamadeira, crianças de doze anos de idade tomando remédio para pressão arterial... Nossos hábitos alimentares estão bem doidos (inclusive os meus) e isso acaba refletindo nessa nova geração. TEM QUE ASSISTIR! 




Esse documentário tocou LÁ NO FUNDO DA MINHA ALMA! Sem exageros! Tarja Branca (e lá no meio do filme a gente descobre o porquê desse título) levanta a importância de trazer o lúdico pro nosso dia-a-dia. Começa falando das crianças, como é importante a brincadeira de rua, contato com outras crianças. Ressaltando o tempo todo da importância do brincar e como ter uma infância sadia reflete lá na frente na vida adulta. E vai transcorrendo a importância lúdico em nossas vidas e o resgate da nossa criança interior. Mostra a importância da cultura popular, das festas folclóricas, o cara que descobriu que largar o emprego no banco era possível e que passou a trabalhar com algo que gostava. Sério, é inspirador. Nada do que eu disser aqui vai retratar todos aqueles depoimentos, sons e cores desse documentário. Lindo MESMO. Tem que assistir! 

Good Hair (2009)


Quase MORRI quando vi que o Netflix tinha esse documentário no catálogo! Tava querendo assistir HÁ TEMPOS e não achava pra baixar! A motivação de Chris Rock para começar essa investigação em busca do "cabelo bom" afro-americano foi quando a sua filha, de uns 4 anos (não me recordo a idade correta), disse chorando pra ele que queria ter CABELO BOM. Ele entrevista desde celebridades negras norte-americanas até populares em um salão de cabeleireiro no Bronx e Harlem, sempre questionando: o que é ter um cabelo bom? "Quanto mais liso e brilhante melhor". Os depoimentos são chocantes e a grana que a industria leva também é. Chris Rock vai até a Índia, de onde os norte-americanos importam a grande maioria dos cabelos que viram apliques de mais de MIL DÓLARES na cabeça das norte-americanas. Na Índia existe até roubo de cabelo! A mulher vai ao cinema ou está andando na rua, algum homem vem com uma tesoura e corta o cabelo. Gente. Cês acreditam nisso? É uma coisa bem comum de acontecer por lá! Tem uma parte que mostra uma criança de 6 anos fazendo alisamento no cabelo, dai ele pergunta se ela gosta de alisar o cabelo, a menina responde que não mas que é preciso fazê-lo pra ficar bonita. Daí, eu me pergunto, até quando a gente vai se submeter a esse tipo de coisa pra se encaixar num padrão que foi imposto há SÉCULOS atrás? É triste. Tem um relato de uma mulher que nem entra na piscina por causa do cabelo... Que mundo é esse? Sério, mulherada, se libertem disso aí.


8 de outubro de 2014

Rotaroots: Abraçando Patinhas

Faz tempo que estou querendo falar sobre a Jade (minha filha canina) aqui no blog. Quando a Vic adiantou que um dos temas do Rotaroots no mês de outubro seria especial e tinha a ver animais de estimação, eu resolvi esperar. E, poxa, valeu a pena! 
Quando eu e meu irmão éramos criança, nosso sonho era ter um cachorro. Meus pais sempre foram contra fazendo mil alegações e a resposta final era sempre NÃO. Até que um dia uma cachorrinha muito especial apareceu aqui no bairro, na rua de casa. Na mesma calçada da minha rua tem um pet shop e o dono acabou acolhendo essa cachorra que tinha sido abandonada. Bom, meu irmão ficou sabendo da novidade e quando eu cheguei no pet shop pra ver a tal cachorra, como não se apaixonar? Minha mãe se apaixonou também, colocamos ela debaixo do braço e a Lady tornou-se da família. Sempre brinco que foi a Lady que escolheu a gente, não o contrário, porque mais tarde ficamos sabendo que ela tinha sido acolhida por outras famílias na rua de casa e abandonada porque ela era arredia demais. 


Lady sofreu muito até chegar em nossa casa. Tinha medo de vassoura, um pânico terrível de garrafa pet, um pavor de chuva e às vezes você ia fazer carinho e ela te mordia, quase um mecanismo de defesa. Ficamos com ela mesmo assim e ela melhorou MUITO o seu comportamento. Tornou-se uma cachorra amorosa e de personalidade, gostava ter seu espaço, mas também dava pra gente um amor danado. Em Julho de 2011, depois de 9 anos na família, a Lady partiu para o céu canino. Olha, foi uma dor... e como disse aqui, sentia que tinha um buraco enorme na minha alma e que um jardim nunca mais iria crescer ali. Daí, a Jade chegou e um novo jardim cresceu. Hahahaha que PIEGAS ISSO, mas é a mais pura verdade.


Jade. Jadira. Tourinho. Meio quilo de cachorro preto. 100% vira-lata. 

Adotamos a Jade ainda filhote (diferente da Lady, que pegamos já adulta), em Novembro de 2013. Estávamos todos meio carentes aqui em casa, o luto da morte do meu pai ainda tava pesando muito, eu e meu irmão queríamos adotar um cachorro novamente, mas minha mãe ainda tava traumatizada com a dor que foi a partida da Lady. Só sei que a Jade chegou em uma ótima hora. Encheu a minha casa de alegria. É aquele amor puro e simples. Ela sabe quando estou triste, quando estou feliz. Anda atrás da gente pela casa toda. Só fica onde a gente está, sempre com um paninho na boca pra brincar de cabo-de-guerra (sua brincadeira favorita).

Jade quando chegou só queria saber de dormir.

Quando levamos ela no Parque Villa-Lobos pra socializar com os outros bichinhos bondosos, todo mundo quer saber QUAL É A RAÇA. Amigo, Jade é 100% vira-lata (ou SRD - sem raça definida, como as pessoas estão chamando agora) e não há nada de errado com isso! O povo do parque quer classificar, quer definir, "nossa, mas tem que ter uma explicação". Não tem não e pouco importa qual é a raça, isso não acrescentaria em nada. Jade é uma cachorra feliz, que nos dá muito amor e que, ocasionalmente, faz as peraltices dela hahaha. 

Jade com um 1 e 4 meses.

O Rotaroots elegeu o mês de outubro como o mês da proteção animal e assim foi criado o projeto ABRAÇANDO PATINHAS. Tô morta de fofura com esse nome hahaha. Parafraseando a Vic 

"Objetivo promover a conscientização da adoção de animais e, principalmente, a guarda responsável (ou prezar pelo bem estar do seu bichinho). Nossa ideia era promover essa blogagem e arrecadar doações para alguma ONG, mas conseguimos algo muito maior do que isso. Em parceria com a Max da Total Alimentos, vamos doar UMA TONELADA de ração para a ABEAC ONG, uma ONG de proteção animal aqui de SP responsável pelo bem estar de cerca de 1100 cães e que sobrevive de doações."

Pra começar o projeto com DOIS PÉS NA PORTA, podemos dobrar/triplicar/quadruplicar esse número. As doações começam a partir de R$ 6 (equivalente a 1kg) e a Max acrescenta 50% sob essa quantidade. Ou seja: se eu doo 10kg, a Max acrescenta + 5kg e a doação total será de 15kg. E a doação é paga pelo PagSeguro. O link para a doação é esse aqui: http://bit.ly/doaABEAC 
Uma cerveja com os amigos custa R$ 10,00. E nunca ficamos NUMA CERVEJA SÓ. Uma baladinha de boa no final de semana só a entrada custa uns R$ 20 seco, sem consumação. Um café mocha na Starbucks sai em torno de R$10. O combo cinema + pipoca + estacionamento do shopping não sai por menos de R$ 50. Agora, doar 1kg de ração para os 1100 cachorros da ABEAC ONG que estão realmente precisando, custa a partir de R$ 6,00. Por que não, né? Você vai levar menos de 10 minutos, já faz a boa ação do dia.

Eu já doei \o/

Gostaria de destacar aqui também a página da Letícia Cardoso no Facebook chamada Bichinhos Bondosos, que divulga cães para adoção e arrecada doações. Tem também a Andréia que faz um trabalho lindo há SÉCULOS, resgatando animais, ajudando-os e encontrando família para os bichinhos. SÓ GENTE LINDA NESSA VIDA.
Vamos adotar, meu povo! Tanto cachorro e gato louco por uma família. Vamos doar o dinheirinho do batão, do esmalte, do cigarro, dos bons drinks ou seja lá o que for para esses bichinhos bondosos que eles precisam. Eu, Jadira e todo pessoal do Rootaroots agradecemos ;D



EXERCITE A GENTILEZA E FAÇA SUA DOAÇÃO \o/



6 de outubro de 2014

Rei Leão, eu fui!

dois anos atrás eu me estrebuchava de ansiedade porque o musical d'O Rei Leão iria estrear em terras brasileiras. Pois bem, passou 2013 e agora quando começaram anunciar em 2014 as últimas sessões da peça, bateu aquele desespero. 



Minha mãe maravilhosa, me fez uma surpresa e comprou os ingressos e fui assistir o musical dia sábado passado. Como na minha vida sempre tem um drama, quando estávamos chegando no Teatro Renault, minha mãe lembrou que havia deixado os ingressos em casa... FUÉN. Perdemos a primeira música, que é SIMPLESMENTE O NASCIMENTO DO SIMBA, QUE OS BICHO TUDO PASSAM PELA PLATÉIA E VÃO ATÉ O PALCO. POIS É, just kill me now.
APESAR DOS CONTRATEMPOS, foi definitivamente a realização de um sonho. Eu estava tão emocionada e entorpecida de que AQUILO REALMENTE ESTAVA ACONTECENDO, que sei quase mijo nas calças. 
O musical é SIMPLESMENTE MARAVILHOSO. É PERFEITO. Eu cansei de ver trailers e pedacinhos do musical da Broadway, tenho a trilha sonora em inglês e talls, e a versão brasileira NÃO DEVE NADA, NADA, NADA pro original.
Estou impressionada com a iluminação e sonoplastia do musical, porque é ALGO. Sério, perfeito. Faz toda a diferença! Sem contar que eles adaptaram pequenas coisinhas, por exemplo, na animação Timão e Pumba dançam a ula para distrair as hienas, no musical eles dançam uma outra coisa (que eu não vou falar, porque eu quero que você vá assistir hahaha) e é HILÁRIO. E as hienas? Perfeitas.
As leoas caçando foi foda, misturam ballet com caça, sério, é foda. Toda vez que o bando das leoas apareciam era um espetáculo a parte. Os movimentos do Zazul, as girafas, o início do segundo ato com aquele coro africano MARAVILHOSO e os pássaros voando em cima da tua cabeça, a orquestra, percussionistas sensacionais. Tem uma hora que toca até berimbau! 
E os atores? Nada a declarar, porque olha, expressão corporal que PELO AMOR DE DEUS. Eu queria abraçar todos do elenco hahahahahaa. É emocionante de verdade. 
Quase morri quando tocava minha música favorita, que aqui no Brasil ficou como "Está em ti", tive que ser forte. FOI PUXADO! O Simba declara que vai pra voltar pra terra dele, quase que eu levanto e falo EU VOU COM VOCÊ hahahaahha. Aquela é uma cena muito especial, quando o Simba está perdido e o babuíno Rafiki (que também tá sensacional) faz lembrar de quem ele é, das suas raízes, do seu pai. É forte, emocionante. Não tem como não se emocionar. E a cultura africana tão exposta ali, com todas aquelas cores, os cantos. É maravilhoso.




Esqueça o que você viu no desenho, esqueça das músicas, esqueça tudo. E vai assistir. Fica em cartaz aqui em São Paulo no Teatro Renault até dia 14 de dezembro.

PS: Minha vontade é comprar um turbante e fugir com o elenco do Rei Leão para a próxima parada hahahaa. 

3 de outubro de 2014

15 dias #WesLe

Faltam quinze dias para colocar o vestido branco, ajeitar a meia calça, passar um bom rímel a prova d'água, ser o centro das atenções. 

Faltam quinze dias para ajeitar a gravata, calçar os sapatos lustrados, fazer a barba com a mais exímia perfeição.


Faltam quinze dias para Letícia e Wesley acordarem na manhã do dia 18 de Outubro de 2014 e o primeiro pensamento que virá a tona será "hoje é o dia do nosso casamento". 



Nessa correria dos 15 dias será um misto de CORRERIA, imprevistos, palpitação, mão suando, cansaço, estresse. Mas vai ter também aquela ansiedade boa de ver as coisas acontecendo, os presentes chegando, os últimos orçamentos sendo fechados, o apartamento tomando cada vez a cara de lar. Vai dar frio na barriga de empacotar as coisas, tentar colocar 20 e tantos anos em caixas de papelão, mexer nas lembranças do passado e sentir aquele frio na barriga. Um misto de saudades de casa dos pais mesmo sabendo que eles estarão lá para o que der vier. Desapegar de objetos, dos cheiros, da rotina, mas ao mesmo tempo, bate uma brisa de novos rumos, de novos sabores, de uma vida que será construída e compartilhada finalmente debaixo do mesmo teto como marido e mulher. 

Vai ter correria, vai ter AI MEU DEUS NÃO VAI DAR TEMPO, vai ter choro. Mas vai ter muito amor e a certeza que vocês estão no caminho certo prevalecerá. 

Letícia e Wesley, Wesley e Letícia, Uesly e Lê, Gil e Schuskel, #WesLe, apertem os cintos que as emoções estão só começando. Desejo tudo o que há de melhor nessa vida pra vocês. 

Com muito amor,
da Madrinha Camies.