27 de junho de 2014

Sobre inveja, redes sociais e fotos de viagem

Ontem esse vídeo viralizou no Facebook. Se você não viu, veja:



Esse tipo de coisa me irrita um pouco, sabe? "As pessoas são todas felizes no Facebook" e "a vida artificial do Instagram" e blábláblá. Será que a maioria das pessoas mesmo tão vivendo em função de CRIAR ASSUNTO pra postar no Facebook? Será que a nossa existência tá se resumindo a isso? Estou pensando em muitas coisas agora enquanto escrevo e vamos ver se consigo me expressar direito.
O vídeo faz uma crítica a superficialidade e como podemos manipular o nosso dia-a-dia boring em coisas do tipo SUPER LEGAIS MEU DEUS DO CÉU ESTOU BOMBANDO nas redes sociais. Eu não sei se meu círculo de amigos é tão excepcional assim (talvez seja hahaha) mas não acredito que meus amigos estão querendo ostentar uma realidade que não existe. O que eu acho é que tem muita gente se deixa morder pelo bichinho da inveja.




É até ruim colocar toda a culpa no sentimento INVEJA, que foi banalizado de uns tempos pra cá. Qualquer coisa que acontece, alguém já escreve em letras maiúsculas "ISSO TUDO AÍ É INVEJA". Eu acho que antes da gente se sentir infeliz porque o amigo tá postando foto uma selfie Times Square, camelos na pirâmides do Egito, uma plantação de tulipas na Holanda ou aquele pé na areia básico na praia, temos que pensar o que eu DEIXEI de FAZER para ESTAR LÁ. É muito fácil deixar se levar pelo sentimento de "todo mundo viajando menos eu", mas, sério, eu não tenho o direito de me sentir infeliz porque algum amigo meu efetivamente correu atrás do que queria e conseguiu viajar. Eu guardei dinheiro? Tirei passaporte? Corri atrás de visto? Me programei? Não. Então pronto. Tá aí a resposta pra tudo. Isso que me irrita demais! As pessoas sempre colocam a culpa no outro pelos seus fracassos e desleixos. O problema é meu se todo mundo saiu na sexta-feira à noite e eu fiquei em casa. Foi uma escolha MINHA. As pessoas tem o direito de se divertir, tem o direito de se relacionar, de expressar esse momento de felicidade. Meu sonho é ir pra Nova Iorque. Toda vez que começa o ano eu falo AGORA VAI, mas, de verdade, eu acabo não colocando como prioridade e eu tenho que lidar com isso.
Não me cabe aqui ficar medindo a felicidade ou infelicidade alheia. É normal ter inveja de alguma coisa, é normal se sentir carente, é normal a gente revirar os olhos para uma declaração melosa no facebook de um casal que tá completando 1 semana de namoro. O que não é normal é se alimentar de todos os sentimentos, de se sentir infeliz porque alguém conseguiu um namorado, porque o outro mudou de emprego e sei lá quem está correndo a décima maratona. Vai atrás e pára de reclamar e de se sentir pequeno atrás da tela do celular. Ergue essa cabeça, mete o pé e vai na fé.
Teve uma vez, no ano passado, que uma conhecida minha virou gerente de hospedagem de um hotel x. Eu vi aquilo e fiquei indignada. NOSSA, MAS FULANA VIROU GERENTE E EU AQUI ATENDENDO TELEFONE. MEU DEUS, TÁ TUDO ERRADO. Só que... eu quero, verdadeiramente, virar gerente de hotel? NÃO. Eu procurei alguma especialização na minha profissão? Eu gosto de Hotelaria? Na flor do sentimento, eu esqueci quais foram as minhas prioridades e os meus desejos. A gente se engana mesmo. E daí, eu fiquei feliz. Mas feliz de verdade. PORRA, FULANA VIROU GERENTE DE HOSPEDAGEM, ELA SEMPRE QUIS ISSO.
As redes sociais pra mim, antes de mais nada, servem para eu compartilhar as coisas com os meus amigos. Eu gosto de falar do livro que tô lendo, de postar o #batomemexcesso, um vídeo de pegadinha, de reclamar no trânsito da zona sul. Gosto quando algum amigo mais engajado fala algo sobre política, quando alguém posta algo de decoração ou compartilha fotos de maratona. Isso pra mim não é ruim, é a vida da gente, a vida das pessoas que são próximas, fisicamente ou não. Eventualmente tem chorume, tem coisas que discordo e que torço o nariz, mas as pessoas são diferentes e se todo mundo for igual, qual é a graça? 
Se alguém se identificou com esse vídeo, tá na hora de mudar. De viver a sua vida pra você. De resolver seus problemas, de assumir as suas escolhas e dar prioridade e parar de sofrer porque o outro casou e você não. Eu não vivo assim. Eu não sou 100% do tempo feliz e também não estou 100% no trânsito da zona sul hahaahhaa todo mundo tem seus momentos de tédio, seus momentos de comida congelada e de tomar um drink no Spot. A questão é o quanto você se empenha pra viver a vida do seu jeito, não dos jeito que você ACHA que os OUTROS devem ver.

10 de junho de 2014

A Filha do Louco, Megan Shepherd

Vamo falar de coisa boa? VAMOS FALAR MAL DE LIVRO RUIM! Êta nóis! Faz tempo que não venho aqui e descasco o abacaxi, não? O último abacaxi descascado foi o "Toda Sua" e aquele-livro-do-tigre que não merece nem ser nomeado.
Quando eu li a pequena sinopse na contra capa do livro e fiquei bem interessada. Dizia que Juliet e sua mãe estavam sendo desprezadas pela sociedade londrina porque seu pai tinha sido acusado de fazer experiencias com animais e humanos. POW! Gostei da capa, achei que seria um negócio meio sombrio, mistério, um young adult com uma pegada vitoriana. Ok. Comprei.


Durante as primeiras páginas, que contam um pouco como Juliet e a mãe estavam vivendo, do high society para a pobreza, foi tudo bem. O atual cenário é de Juliet trabalhando como faxineira da universidade na qual o pai ministrava aulas. Poucas páginas depois, a menina descobre que o pai tá vivão numa ilha bem longe e ela vai dele. Daí em diante é só ladeira abaixo. E eu vou contar a história pra você, porque ninguém merece passar pelo que eu passei lendo isso. Eu dei boas chances pra essa história, mas não deu mesmo. O que era pra ser um livro de horror transformou-se em triângulo amoroso nível Malhação.

  

Juliet fica sabendo que seu pai está vivo porque encontra "casualmente" um criado do seu pai, um mocinho selvagem&misterioso chamado Montgomery, que ainda trabalha pro seu pai lá na ilha da fantasia. Esse mocinho gosta muito da Juliet e ela dele, mas, até aí a gente releva. Bom, os dois vão para ilha em uma embarcação super precária, uma tripulação esquisita e um capitão mal humorado. Aqui a autora bem que tenta compor um ambiente misterioso e meio macabro, com as tempestades e os animais enjaulados que Montgomery levava pra ilha, mas, deu tudo errado. Tédio, tédio e tédio. Até que aparece esse náufrago chamado Edward, que é o oposto do selvagem Montgomery, um cara sério e bem apessoado e de berço. Quando esse Edward, que mal chegou, já queria sentar na janelinha, todo apaixonadinho e interessado em Juliet, eu fiz assim:



Eles chegam na ilha, a menina revê o pai, tem os animais-humanos e todo tipo de experiencia bizarra do dr. Moreau (que tinha tudo pra ser um vilão, mas ele é patético), mas o enredo do livro é todo errado e o ritmo monótono. Muito chato. Veja bem, você tem um cientista maluco que acha que é Deus, que faz várias experiencias doidas com animais, o cara é um monstro e a autora só fala de ROMANCE. Teve uma hora que fiquei tão sem paciência, que só lia os diálogos hahaha. 
Os personagens são todos mal elaborados! Os mocinhos, apesar da escritora deixar bem frisado que são opostos, MONTGOMERY/CORAÇÃO SELVAGEM e EDWARD/MOCINHO EDUCADO, eles são igualmente sem personalidade nenhuma. Tudo bem arrastado MESMO. Nem o final se salva com o twist bem TOSCO. Depois eu descobri que esse livro faz parte de uma trilogia! SÓ PIORA! Esse primeiro volume é baseado no clássico A Ilha do Doutor Moreau, o segundo volume se chama "Her Dark Curiosity" é baseado n'O Médico e o Monstro, e o último livro "A Cold Legacy" será baseado no livro Frankenstein. Megan Shepherd está com uma disposição enorme de estragar todos os clássicos de horror. Fica aqui a minha dica pra você passar longe desses livros, sério. 

4 de junho de 2014

Conversas noturnas

"Sinto uma ternura por essas conversas noturnas e vulneráveis, pelo modo com que as palavras assumem uma forma diferente no ar quando não há luz no quarto. Penso nas raras noites de sorte quando terminei o dia na casa de um amigo ou dividindo o quarto com um irmão ou amigo o qual gostava de verdade. Essas conversas me faziam acreditar que eu podia dizer qualquer coisa, mesmo quando estava escondendo tanto". 

Trecho do livro "Todo dia", David Levithan.

Essa passagem me lembrou as conversas diárias que eu tinha à noite com meu irmão. Graças aos deuses temos whatssapp e as conversas de noite ainda acontecem. Teve um dia que minha mãe disse "nossa, não sabia que vc conversava tanto com assim com seu irmão". A gente conversa assim desde sempre. Guigo foi meu primeiro amigo. 


27 de maio de 2014

Meme Rotaroots: 5 amores platônicos famosos

Maioooo já está no final. É hora de se mover, pra viver mil vez mais! \o\ /o/ Pois é! Maio tá quase acabando e eu não respondi nada do Rotaroots. Pura procrastinação, porque tempo eu tive. E o tema tá delícia, tá gostoso. AFINAL, FALAR DE AMOR PLATÔNICO É COMIGO MESMO HAHAAHAHAH. Vou por ordem cronológica...

David Bowie

Eu fui uma criança com gostos e amores peculiares haahah 

Tá todo mundo CANSADO de escutar essa história. Euzinha pequenina assistindo "Labirinto - A Magia do Tempo" e me encantei com o Jareth, o rei dos duendes, o fuckin' David Bowie. O amor platônico veio de de criança, eu nem era gente ainda, mas nossa, queria muito ser a Sarah e dançar com o Jareth. E dai, a gente cresce e descobre o Camaleão do Rock e a vida faz sentido! 

Sorriso tipo coringa! Morro de amores.

Senhor de respeito, de lenço e fazendo música boa até hoje. 
The Next Day foi lançado em 2013 e olha, não tem uma música ruim ali. 



Leonardo DiCaprio

Uma das fotos mais clássicas do Leo em 97/98

1997 foi um belo ano na minha vida. Na altura dos meus 11 anos, como esquecer o ano que conheci a MTV, que ia pra escola a pé e sozinha, o ano de TITANIC! O primeiro filme de adulto que fui ver no cinema (antes era só Disney, Disney e mais Disney) com a minha mãe, lá no CINE IPIRANGA no centrão de São Paulo. Faz tempo. Tô velha. Mas o amor pelo Leonardo DiCaprio só cresce. Eu lembro que saí do cinema CHORANDO dpois de ver Titanic, minha mãe morta de vergonha "CAMILA, PARA DE CHORAR. NÃO É PRA TANTO" e eu só repetia "ELE MORREU, ELE MORREU!". Vejam só, minha Vênus em Câncer começou a trabalhar cedo hahahaha. 

INADMISSÍVEL! NUNCA SUPEREI ISSO! 
JACK DAWSON, AMOR ETERNO!!!1111

Daí, comecei a ver todos os filmes disponíveis do Leo na época, que eram "Romeo + Julieta", "Diário de um Adolescente (passava na Band direito de madrugada)", "As Filhas de Marvin" e "O Despertar de um Homem". "Eclipse de uma paixão" fui assistir depois de muito tempo, porque minha mãe não alugava por motivos de ~cena adulta. Posso dizer com toda certeza que já vi todos os filmes do Leo mais de 4 vezes. "Gangues de NY" e "Titanic" eu perdi as contas. Fiquei mil vezes nas filas de Titanic em VSH (ser fã era difícil antigamente) e minha mãe ficava PUTA porque ela já tinha alugado o filme e já tínhamos visto no cinema, mas . Nossa, foi uma paixão assim, ó, que nossa senhora. Eu tinha um poster ENORME do Leo no filme "O Homem da Máscara de Ferro" no meu quarto, era mais ou menos essa foto aqui. O que eu beijei aquele poster, nossa hahahaha. Até que um dia eu estava olhando o poster e cismei que ele piscou. Fiquei com muito medo, não consegui dormir naquela noite e tirei da parede. Acabou rasgando e eu não podia nem chorar, pq quem mandou tirar da parede? Toda vez que saia uma notinha sobre ele na Capricho ia pra minha pasta. Lembro quando ele começou a namorar com a Gisele, eu me senti vitoriosa. BRAZIL WINS! VIXE MARIA É NÓIS, GISELE. Como eu sou retardada, né? Hahahahaha. 


Sou fã do Leo até hoje. Vejo todos os filmes, torço sempre nas premiações. Acho um ator FODA, essa premiação do Oscar foi ROUBADA e não me peça pra escolher um filme favorito, porque morreria de indecisão e não escolheria nenhum. Leo, te amo. De verdade. Me liga. Me tuíta. Vamo tomar uma breja que sei que você curte. 




Taylor Hanson/Domingos

Taylor em '97 com 14 anos

Tinha cara de menina e já arranjei muita briga por ele. Foi meu amor durante muito tempo (hoje em dia o Zac já faz mais meu tipo, mas amo Taylor mesmo assim) e eu inclusive persegui durante muito tempo um menino que era a CARA do Taylor Hanson. Eu 'tava na quinta série, os Hanson bombando, daí tinha um menino na escola chamado DOMINGOS que era AS FUÇA do Taylor. Eu e minhas amigas na época SEGUIMOS o menino depois da escola e descobrimos que ele morava na minha rua. Nossa, eu mandava CARTAS e MAIS CARTAS (sou dessas que gosta de escrever cartas) pra ele, colocando meu nome, meu telefone, falando da minha vida e que amava os Hanson. Só sei que ele começou a estudar no mesmo horário que eu na sexta série e o menino FUGIA de mim e eu "NOSSA? PQ ELE NÃO FALA COMIGO?" porque você é LOUCA, MENINA. Eu era muito inocente and sem noção. Às vezes ele passava em frente de casa e eu estava com as minhas amigas, daí elas berravam "HAAAAAAAANSON. HANSON, VEM CÁ. HAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAANSON" e eu queria MORRER e o menino ficava ROSA. Voltando pro Taylor Hanson, o verdadeiro, uma vez eles estavam em SP divulgando o This Time Around e eu fui até a MTV, fiquei plantada esperando por eles. Corri atrás de van e lembro que alcancei e coloquei A MINHA MÃO NA MÃO DO TAYLOR ATRAVÉS DO VIDRO DA VAN. Vixe! Eu apaixonada sou um perigo, fala sério. Daí, nesse meio tempo dos anos 2000 e pouco, quem eu encontro no Takara (supermercado que bomba aqui em Pirituba)? SIM. DOMINGOS. E ELE ESTAVA DE CABELO CORTADO. Apenas lembrei de todas as cartas que escrevi pra ele e quis morrer. E ele me reconheceu, óbvio! E QUIS FUGIR, LÓGICO. Mais tarde eu soube que ele havia cortado o cabelo ANTES que o Taylor Hanson e ele quis morrer, porque os dois cortaram o cabelo na mesma época. Cortou o cabelo pra fugir da sombra do Taylor, mas deu ruim. Nunca mais tive notícias do Domingos, mas graças a Deus, Taylor Hanson e seus irmãos continuam fazendo música (muito boa, por sinal) e eu continuo amando, mas com moderação. Se Zac Hanson aparecesse na minha frente, já não poderia dizer o mesmo hahahaha. 


        
Taylor Hanson em 2014, 31 anos. Tá gato. Porém, somos apenas bons amigos agora. 

Já Zac Hanson... mozinho 



Louis Garrel


O ator francês que tem cara que não toma banho nunca e nasceu NO MESMO DIA QUE EU. Acompanhar os filmes do Garrel é bem mais difícil, porque são filmes franceses e você não encontra nunca pra baixar. Acho ele até meio pastelão, mesmo papel em todos os filmes. Mas, e daí? Amo. Ele cantando, beijando homem, beijando mulher, pelado, sujo, fazendo cara de pidão, professor que se apaixona pela aluna, adolescente metido a cineasta, continuo amando. Sigo apaixonada.


Queria muito passar a mão naqueles cabelos, viu. Vem cá, vamos tomar um vinho e você mostra seus filmes e eu o meu samba! AHAHAHAHAHA! Sempre que surge uma notícia do Louis Garrel o meu coração bate mais forte. E ele tem um nariz ENORME e eu acho isso SEXY. Sou doente? Só sei que ele está no filme Saint Laurent do Bertrand Bonello e quero muito ver. NECESSITO.

 Na campanha do Valentino, meu bem!


Jon Hamm



Vulgo Mozão❤  Existe um cara tão TÃO igual o Jon Hamm? HOMEM COM CARA DE HOMEM: o melhor tipo. Eu assisto Mad Men e tem umas cenas que eu não consigo me concentrar, só fico olhando a ~ figura ~. E na vida real ele parece ser um puta de um cara legal, um homem bacana mesmo. Não que os outros dessa lista não sejam, mas sei lá, rola uma coisa absurda quando eu vejo esse homem. E A VOZ DELE? SOCORRO. Estou apaixonadíssima hahahaha. Neste mês de junho (que é meu aniversário, btw) ele é capa da Vanity Fair e a #Julira24 me mandou esse video aqui, que ó, dispensa qualquer apresentação. John, me faz um drink, me leva pra casa e cuida de mim? Por favor?





Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Para ler todas as blogagens coletivas do Rotaroots, clique aqui. Quer participar? Então faça parte do nosso grupo no Facebook e inscreva-se no Rotation.

26 de maio de 2014

Você PRECISA conhecer: Leckerhaus.

Era uma vez um menino chamado Adílio. Esse menino Adílio gosta de viver a vida como se deve, bons drinks, bons restaurante e o #foodporn rolando solto no instagram. Toda vez que o Adílio sobre uma foto gastronômica, o estômago da gordinha Camila dá uma pontada. Teve um dia em especial que o bon vivant postou a foto de um bolo de pistache. Eu amo pistache. Minha vida é pistache. Moraria numa casa feita de pistache, só que ia dar ruim, porque comeria a minha casa toda. =( 
Voltando pro bolo de pistache branco, a coisa mais linda que já vi por aí, o bolo era de uma casa de sobremesa chamada Leckerhaurs. A partir daí não houve um dia sequer que não torrasse o saco do Adílio pra me levar nesse lugar. Eis que eu fui ontem e agora quero ir toda semana



Ambiente super aconchegante e intimista, você chega, senta e já vai tirando os sapatos hahaha. Na vitrine ficam expostos os bolos e tortas, mas eles também servem comidinhas (massa, sanduíches, saladas). Pra chamar a moça e fazer o seu pedido? Toque a campainha

Leckerhaus significa "casa das delícias". Combinou, não?


Como tava friozinho, pedi um chá e a única opção com pistache disponível no dia era uma torta de chocolate com morango e passas. Não anotei o nome da torta e nem do chá, porque né, detalhes hahaha. Tenho certeza que qualquer opção seja boa, viu. Você percebe que tudo é feito com muito carinho e tava uma delícia. Pedi um pedaço de bolo médio, se não estou enganada, R$ 9,90 e o bule de chá (foram 2 xícaras e mais um pouquinho) foi R$ 7,50. Achei digno.


Mari e Adílio foram escolheram o bolo Ivy: massa de chocolate e baunilha, alternadas com chocolate branco e meio amargo com cobertura de marzipan. 


Nesse momento, enquanto eu olho essa foto, choro por não ter pedido mais um pedaço e ter levado pra casa haahahha #vaigordinha. Pistache, morango, passas e mais outras coisas deliciosas que só comendo pra saber. 

Chazin de fita

Lembro que meu chá tinha laranja, canela, maçã... O cheio era delicioso. E essa louça maravilhosa? Depois que toma o chá pode levar a xícara e o pires pra casa, moça? 

Mais uma foto minha tomando chá por motivos de: egocentrismo. 

Bom, se eu não te convenci a ir na Lecker e tomar um chá e comer um bolo depois de tudo isso, é melhor que você não vá mesmo, porque daí sobra mais pra mim! Hahahahaahah. A casa de sobremesa fica na R. Dr. Melo Alves, 293 - Jardim Paulista - São Paulo/SP. Próximo da Rebouças, ali do lado do Rockets, sabe? Se for, me chama. Tem em Porto Alegre (aliás, lá é a matriz), olha no site e dá uma olhada no endereço. 

Adílio e Mariana: melhor companhia pro chá das cinco   

16 de maio de 2014

Vinte Garotos no Verão, Sarah Ockler

Sabe quando você escuta MUITO sobre um livro? Mas muito mesmo? "Tem que ler", "é maravilhoso", "chorei dias sem parar", "tão perfeito que não consigo nem resenhar" e tralálá? Pois é. Existe um buzz enorme na blogosfera literária sobre essa história. 


Achei fofa a capa, apesar de ser meio piegas hahaha 

Eu nem cheguei a ler nenhuma resenha para não aumentar mais ainda as minhas expectativas. Quando foi anunciado que a Novo Conceito tinha comprado os direitos do livro, já fiquei meio assim... Tenho um pé atrás porque a maioria dos livros que li desta editora são bem ruinzinhos, viu? De mediano pra ruim-bomba, então, já fiquei meio cabreira, mêo
Comprei na pré-venda, chegou quase uma semana antes da venda nas livrarias, li em dois dias e achei tudo tão... sei lá... Talvez se eu tivesse 15 anos eu surtaria com esse young adult, mas já tenho 27, né? 
Vinte Garotos no Verão conta a história da Anna, uma adolescente de 15 e poucos anos, que tem um casal de irmãos como melhores amigos (Matt e Frankie). O trio de Hogwarts é bastante unido, fazem seus passeios todos juntos e tralálálá, até que Anna e Matt se apaixonam e começam a namorar escondido. Anna quer falar tudo pra Frankie, mas Matt (o irmão) acha melhor contar em ~um momento certo~ porque a Frankie pode ficar com ciúmes e talls. O tempo passa, o destino vem e PÁÁÁÁ, não perdoa e Matt acaba morrendo em um acidente de carro. Fuén! Anna tinha prometido que não falaria nada do namoro pra irmã do menino, e agora Matt morreu, então ela fica guardando esse segredo. Até que no ano seguinte a família da Frankie (que tá curtindo um luto ainda pela perda do filho) vai pra Califórnia passar as férias de verão e resolvem levar Anna junto. 
Depois que o irmão morreu, Frankie dá uma surtada, vira meio uma adolescente rebelde, sai beijando vários, só sai na rua de maquiagem e insira esteriótipo de adolescente-rebelde-da-Malhação-aqui. Ela inventa esse projeto de conhecer vinte garotos no verão, porque cismou que Anna não está vivendo a vida e que a amiga precisa perder a virgindade logo. Então, insira várias cenas praianas, Anna sofrendo com a Frankie (êta personagem CHATA) jogando os meninos em cima dela, aquele clima de férias bizarro com os pais do Matt + Anna + Frankie em climinha de luto, as meninas saindo escondido de noite e aproveitando essa adolescência toda. É uma história bonitinha, mas não é pra tanto assim. Sabe quando você pergunta pra sua mãe se tem sobremesa e ela responde "SIM, TEM FRUTAS" e você fica fuén mas acaba comendo a laranja? Hahahhaa analogia estranha, mas eu achei que foi bem isso. É uma boa leitura pra quem está no começo da adolescência, porque o livro abordam assuntos pertinentes sobre primeira vez, lidar com a dor da perda, com a maturidade, de não fazer alguma coisa/vestir-se de certo modo e comporta-se de uma forma só porque sua melhor amiga está se comportando assim. Sarah Ockler aborda o luto de uma maneira bem fofinha e que a vida tem que continuar. Tem uma passagem que achei bem sincera, vou colar aqui pr'ocês: 

"Quando alguém que você ama morre, as pessoas perguntam como você está, mas não querem saber de verdade. Elas buscam a afirmação de que você está bem, de que você aprecia a preocupação delas, de que a vida continua. Em segredo, elas querem saber quando a obrigação de perguntar terminará (depois de três meses, por sinal. Escrito ou não escrito, esse é o tempo que as pessoas levam para esquecer algo que você nunca esquecerá)." 

Caso alguém queira ler uma resenha de uma pessoa que gostou/amou o livro, segue o link da resenha da Juh Oliveto, do Livros e Bolinhos

14 de maio de 2014

5 documentários legais pra assistir no Netflix

AHHHHHH, a modernidade! Sinto falta de ir na locadora e alugar ~umas fitas~. Geralmente eu ia de sexta-feira e aproveitava a eterna promoção "5 FITAS, 5 DIAS, 5 REAIS", depois aumentou pra R$10 e, com o passar dos anos, R$15. Todo um ritual pra escolher as fitas, uns 40 minutos na locadora escolhendo os filmes. Tinha vez que eu e minha mãe ficávamos mais 40 minutos decidindo se iríamos levar mais filmes do gosto dela ou do meu. E ela ficava puta quando eu pegava um desenho. MATURIDADE KD. 
A Blockbuster fechou as portas, os tempos são outros e o negócio agora é o Netflix. Toda vez que alguém em recomenda um seriado ou filme, a primeira pergunta é: TEM NO NETFLIX? Se tem, nóis pira e assiste djá. Se não tem... #chatiada. Isso aqui não é publieditorial (haha quem dera!) nem nada, mas, Netflix é um negócio que vale muito a pena assinar, dá pra ver filme até no celular! SÓ AMOR!
Do começo do ano pra cá, dei uma parada nos seriados e filmes, e andei assistindo vários documentários no Netflix. Fica a dica!


Meninas (2006)



Documentário de 2006 e relata a história de 4 meninas que ficam grávidas. Faixa etária das meninas de 13/15 anos. Como eu comentei lá no Facebook, e foi a história da Evelin (grávida aos 13 anos) que conta que apanhou grávida do namorado (de 21 anos, traficante) no meio do baile funk ou da Edilene (grávida aos 14 anos), cujo o namorado engravidou outra menina, da mesma idade que ela. E o que o governo e Ministério da Saúde estão fazendo pra reduzir esse número alto de meninas grávidas na pré-adolescência/adolescência? Olha, não achei nada relevante, tem esse post aqui falando que os adolescentes estão recebendo mais informações, mas, né... acho que não é suficiente. O buraco é bem mais embaixo. Enquanto a Educação aqui no Brasil não for prioridade, isso não vai acabar nunca. 

Quebrando o Tabu (2011) 


DORGAS, MANOLO! Documentário sobe a descriminalização das drogas super interessante. Usuário não é criminoso, e sim doente que precisa de ajuda, como a legislação brasileira está atrasada nisso tudo. Mostra como os dependentes químicos são tratados em alguns países da Europa, os coffeshops em Amsterdã, depoimentos interessantes do Paulo Coelho, Drauzio Varella (AMO ESSE VÉIO!), Bill Clinton e tudo mais. Esses dias aconteceu a Marcha da Maconha aqui em São Paulo, a favor da legalização e no documentário mostra várias estatísticas, a droga mais viciante é a heroína. Na frente da maconha estão todas outras: cocaína, cigarro e álcool. Na época em que o documentário foi feito, a ONU ainda era contra a descriminalização do usuário, hoje ela já sugere a descriminalização para descongestionar as cadeias. 




Como um bando de zoeiro no 4Chan evoluiu para os Anonymous, grupo de hackers que fazem um cyberativismo (haha) na internet. É bem legal mesmo! O negócio começou bem "inocentemente", enchendo o saco de um radialista racista até irem as ruas, derrubar o PayPal e Visa, até ajudarem os manifestantes da Primavera Árabe no Egito, Tunísia e Irã. 

Blackfish (2013)


Esse foi um dos primeiros que assisti neste ano! Eu já achava um circo aquele Sea World lá nos Estados Unidos, daí, assisti este documentário que conta a história da baleia Tilikum que vive em cativeiro até hoje e já causou a morte de várias pessoas. É SUPER interessante, mostram desde a captura, reprodução, os ataques, essa lavagem cerebral que o Sea World faz nos instrutores que trabalham lá. Assiste e se revolte junto comigo.  

The Square (2013)


Esse com certeza foi um dos meus favoritos da leva que assisti! The Square (A Praça Tahrir) documenta como foi a mobilização da população do Cairo e os ideais dos jovens egípcios na derrubada do Murabak. É de arrepiar e sofrer junto, inclusive foi indicado ao Oscar como melhor documentário em 2013. Tem que assistir!

Quem não assina o serviço da Netflix, dá pra achar os documentários no youtube ou baixar por torrent. Quem quiser me recomendar alguma coisa, por favor, fique avonts!


7 de maio de 2014

Precisamos falar sobre o Kevin, Lionel Shriver

Depois de ler vários romances vi que estava na hora de tirar algo tiro, porrada e bomba da minha estante. O livro escolhido foi "Precisamos falar sobre o Kevin" do fundo da estante, tava lá me esperando desde 2011 (acho). Agora (infelizmente) acredito que só tenha o livro pra vender com a capa do filme. A capa original é maravilhosa. E não leiam a sinopse da Intrínseca que tem um puta spoiler lá (na minha opinião). 


Acho que todo mundo já sabe mais ou menos do que se trata esse thriller, não? A história do adolescente Kevin que mata uma série de pessoas na escola. Algumas pessoas me perguntaram se o livro é baseado em fatos reais. Olha, mais ou menos, né... Não existiu, de fato, um garoto chamado Kevin Kachadorian, mas existiram tantos outros que autora cita durante a história.
Vamos lá, o livro é narrado de forma epistolar. AMO! São cartas de Eva para o marido ausente, contanto como está sua vida após o massacre daquela quinta-feira... A história é bem densa, demorei mais que o normal pra ler esse livro. Eva Kachadorian era uma verdadeira globe-trotter, autora e editora de um famoso guia de viagens para mochileiros. O guia escrito por ela tornou-se referência porque Eva é muito meticulosa e transparente em suas avaliações de restaurantes, meio de transporte, pousadas etc. Tem verdadeira paixão por viagens e esse espírito de se aventurar e tudo mais. Bom, ela conhece o BANANA (hahaha) Franklin Plaskett, se casam e vivem num amor loucamente. Eva vai percebendo que Franklin quer ter muito um filho, ele gosta de crianças e tudo mais. Como ela é apaixonadíssima pelo marido, meio que resolve ter esse filho. O engraçado é que no começo eu achei que Eva queria um filho mais por um acessório, tipo, via os casais dos seus amigos com filhos e pensava “puxa, até que um filho ficaria bem no canto da minha sala” hahahaa juro. Daí, ela acaba decidindo ficar grávida para agradar o marido e, no minuto que ela engravida, ela muda de ideia. Percebe que ela não é do tipo maternal, que um filho seria loucura, e a sua carreira, seus livros, sua editora? Poooooois é. Ela fica grávida e o (panaca) do marido dela priva Eva de várias coisas, insiste em uma alimentação diferente, "mimimi você não pode dançar, e o bebê?" e isso vai matando Eva aos poucos. Eis que nasce o rebento e o descanso dela acaba de vez. Ele chora demais, desde o momento que a médica coloca Kevin em seu colo pra dar de mamar, Eva sente uma estranheza, Kevin recusa o leite do peito e daí é ladeira abaixo. Algumas coisas acontecem que eu não vou falar aqui, mas Eva acaba abdicando de tudo pra criar o filho com toda a atenção devida. Adeus Mundo, olá Fraldas! Olá, Maridinho! 
Nós não sabemos como Kevin matou as 11 pessoas, mas sabemos que está preso e Eva ainda vai visitá-lo na cadeia. Em cada carta Eva vai mostrando como a sua vida era antes de Kevin, como as coisas foram desconstruindo, desde seu trabalho, sua relação com o marido. É bem triste.
O interessante dessa história é: a mãe é culpada pelo filho ter matado meio mundo? Ela realmente fez tudo o que pode pelo filho? O filho ficou assim por causa da sua rejeição na gravidez? Quem é o culpado?
Minha opinião é que, no primeiro momento parece uma cisma + depressão pós-parto de Eva, mas, desde o começo, ela rejeitou Kevin, ainda na sua barriga. Eva admite isso. E o Kevin fazia de um TUDO pra chamar a atenção dessa mãe, desde criança até a adolescência. E o pai? O pai NUNCA acreditava na mãe, nunca levou a sério os relatos da Eva, tem uma hora que ela abre mão de falar do comportamento estranho de Kevin, porque ela sabe que o marido não vai levar a sério. E o menino de fato tinha problemas sérios, tanto é que deu no que deu... 
Gostei bastante da leitura, lá pro meio do livro você fica presa na narrativa. O final é surpreendente, apesar da gente saber mais ou menos como termina. E a última carta quase que partiu meu coração. Achei bonito e bem condizente. O filme é legal, mas MUITA COISA fica de fora, principalmente a relação mãe e filho que é retratada. Só Eva conhecia o verdadeiro Kevin e só Kevin conhecia bem Eva. Achei foda. Leiam.  

2 de maio de 2014

E agora, um poema

Acho que sou feliz. 
Eu quero tudo o que tenho
Só desejo o que posso 
E sou da minha idade.
Será isso a tal felicidade?

Climério Ferreira



25 de abril de 2014

Os sambas da minha vida

Mais uma blogagem coletiva do mês de Abril do Rotaroots. Sempre acho que elaborar esse tipo de lista é difícil, mas foi fácil e quase indolor. Deixei algumas coisas de fora e coloquei os pontos chaves na lista. E o título do post é samba porque eu curto uns trocadilhos idiotas hahaha (samba, crioula, crioula, samba...).
Nessa lista dos cds tem tudo, menos samba. #criolafajuta 

Mamonas Assassinas (1996)



Como não citar os Mamonas? Eu lembro que eles estavam estourados em todo Brasil, tocando nas rádios e eu (e o Guigo) não tínhamos o k7 ainda porque NÃO ACHAVA PRA COMPRAR. Lembro direitinho do dia em que meu pai conseguiu comprar. Era um sábado, minha mãe estava assando um frango para o almoço e meu pai colocou a gente no carro, foi lá pro centrão de São Paulo e fomos de loja em loja e conseguimos comprar a fita. Nossa, que felicidadeeeeeeeee! Eu e o Guigo escutamos tanto os Mamonas que a gente decorou as músicas na ordem da fita. Acho que todo mundo na época, né?

Middle of Nowhere (1997)
Hanson 



Conheci os Hanson (amores supremos dessa minha vida) na MTV e ganhei o Middle of Nowhere de Natal em '97. MELHOR NATAL EVER! Eu lembro que peguei meu mini dicionário de inglês e traduzi para o português todas as músicas do cd em um caderno. Nada fazia muito sentido (eu tinha 11 anos!), mas eu queria entender e absorver tudo. Eu AINDA escuto esse álbum, que tem letras bem maduras, viu. Pega a letra de Weird e tipo, quem nunca? Já sofri muito na altura dos meus 12 anos escutando Weird. No show deles ano passado eu me emocionei forte quando tocaram "A minute without you" porque lembrei dessa época gostosa da infância, no meio dos posteres e dos dicionários de inglês escutando Middle of Nowhere.


Neon Ballroom (1999)
Silverchair



Primeiro cd que comprei com meu dinheiro! WOW! QUE MENINA CRESCIDA! "Meu dinheiro" hahaaha eu tinha uns 13 anos na época e juntei todas as moedas da casa durante algum tempo, depois ganhei 5 reais da minha madrinha. Foi um sofrimento, porque eu sempre fui péssima em guardar dinheiro, mas quando consegui ir até a extinta livraria Siciliano e comprar esse cd, foi a glória. E esse álbum é MUITO FODA. Além das faixas que todo mundo conhece (AND I MISS YOUUU LOVEEEEEE, alô trilha sonora da Malhação), tem Emotion Sickness que é um GOZO pqp socorrowww música foda, Spaw Again que quebra tudo, Paint Pastel Princess que amo demais, Steam Will Rise que também é ótima. Neon Ballroom é um álbum completíssimo na minha humilde opinião e eu também fiz aquela tradução ao pé da letra no meu caderno. Hanson & Silverchair on the same page hahaha. Queria saber muito onde foi parar aquele caderno com as minhas traduções ao pé da letra sem fazer muito nexo (mas foi assim que aprendi inglês).


Parachutes (2000) e A Rush of Blood to the Head (2002)
Coldplay



LÓGICO! Amo todos os cds do Coldplay, mas os dois primeiros são OBRAS PRIMAS. Tinha que imprimir a capa e por lá no Louvre. SÉRIO. Baixa e escuta. As letras, os arranjos, tudo, tudo, tudo. Tudo é perfeito. Minhas favoritas são Shiver (cêjura), Everyhting's not lost, Amsterdam (AMO DEMAIS), God put a smile upon your face e The Scientist. Eu escutava muito esses álbuns na época do colegial e as músicas me ajudaram demais mesmo.


Three Cheers for Sweet Revenge (2004) e The Black Parade (2006)
My Chemical Romance


Euzinha em 2005 indo pra faculdade lá na Zona Leste, espremida no vagão do trem escutando I'M NOT OKAY I'M NOT FUCKING O-KAY ahahahaha. Eu escutei tanto, mais tanto, mais tanto que só ano passado os Hanson conseguiram ultrapassar My Chemical Romance na lista de banda mais escutada no ranking do meu last.fm. Ainda sim, Three Cheers for Sweet Revenge e The Black Parade são os álbuns que mais escutei (segundo o last.fm) desde 2006. Marcou demais, gente, demais. Aquelas letras desesperadas do Gerard. I'm just a man, I'm not a hero. JUST A BOY WHO HAD TO SING THIS SONG. Mi abraça forte ahahahha. Podem falar o que quiser, mas esse álbum conceitual em cima do personagem "O paciente" é foda demais, tem até Lisa Minelli.

Undiscovered (2006)
James Morrisson


Sabe um álbum que você escuta e te acalma, te faz lembrar que ainda tem coisas bonitas na vida? Esse cd de estréia do James Morrison é simplesmente maravilhoso. Eu escutava lá no estágio no Ibis Paulista. Trilha sonora do meu início na hotelaria e me dava uma serenidade tremenda pra lidar com os hóspedes e com todas aquelas coisas novas. Se para a  faculdade eu ia escutando My Chemical Romance, quando eu estava no estágio, eu acalmava com as músicas do James. É um álbum que me deixa muito feliz mesmo e me emociona (e tenho que evitar escutar na tpm senão eu choro demais) #criolafacts


21 (2011)
Adele



Pra sofrer de amor, pra curar o coração partido, pra cantar no chuveiro, no transporte público, andar pela rua e achar que está num longa metragem no momento tenso e chuvoso de uma comédia romântica., essa sou eu. Descobri a Adele por causa do MARAVILHO LAST.FM (pq vcs pararam de usar? as recomendações são ótimas) em 2008 (post do meu fotolog como prova) e já fiquei balançada com 19. Daí, veio o 21 e nossa... foi aquele boom. É um álbum com músicas tristes, mas tem muita coisa boa pra se tirar. "Next time I'll be braver, I'll be my own savior" qué dizê, a gente aprende na dor. Lição de vida. Obrigada, Adele.

Tem outros tantos álbuns e eu poderia ficar o dia inteiro aqui falando disso, mas acho que todas essas músicas fizeram (fazem, aliás) parte da trilha sonora de momentos chaves da minha vida.

Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Para ler todas as blogagens coletivas do Rotaroots, clique aqui. Quer participar? Então faça parte do nosso grupo no Facebook e inscreva-se no Rotation.