11 de novembro de 2014

Mais 5 documentários imperdíveis para ver no Netflix

Desde o começo do ano estou mais inclinada em assistir documentários, dei uma olhada no Netflix e vi que eles disponibilizaram novos títulos. Tá cheio de coisa boa! Em maio fiz um post dos 5 documentários legais para assistir no Netflix. Bom, agora ~tome~ mais 5! Hahahaa. 


Web Junkie (2013)


Este documentário mostra o dia a dia de um hospital militar especializado no tratamento de adolescentes viciados em internet. GENTE, COMO ASSIM? Então, lá na China o negócio tá grave, é cada vez maior o número de adolescentes e jovens adultos viciados em jogos online. A maioria dos meninos foram internados contra a sua vontade. Os pais usam a desculpa de levar o filho ao dentista, ou para uma viagem (tem um que fala que achou que estava indo esquiar na Rússia) e ficam internados cerca de quatro meses. Esse documentário é bem paradão, não é muito dinâmico, mas não deixa de ser interessante. No primeiro momento achei uma medida extremamente radical de internar um adolescente daquela forma, mas depois, olhando toda a situação e vendo o desespero dos pais com filhos que ficavam mais de 24h nessas lan houses jogando sem parar pra comer, usando fralda pra não precisar ir ao banheiro, sem dormir, abandonando a escola e tudo mais, é pra refletir, né? O conflito é muito maior do que o vício dos jogos online, tem o fato dos chineses serem filhos únicos, solidão com uma criação rígida e a geração desses pais chineses que não estão preparados para entender o papel da internet no mundo atual. Assiste aí que vale a pena. 



Como fica a vida de atores pornô depois que eles deixam a indústria pornográfica? Através de vários depoimentos vai se costurando a narrativa deste documentário. Seria hipócrita de falar que todos os atores e atrizes sofreram para retomar a vida normal, porque as mulheres carregam esse estigma até depois de muito tempo que largaram a carreira pornográfica. Os motivos do ingresso na indústria é o dinheiro, porque dá muita grana, só os Estados Unidos faturam 13 bilhões de dólares com a comercialização de material pornográfico. Só que vale a pena? Os atores estão expostos a todo tipo de abuso, acabam se drogando para aguentar o ritmo das gravações ou, simplesmente, pra tentar se aliviar da sua atual realidade. O maior desafio para essas pessoas é colocar o passado de lado. É praticamente impossível, ainda mais se você é mulher. Puxado, viu? 


Documentário brasileiro (SIM!) super bem feito e amarrado relatando a obesidade infantil aqui no Brasil. Um terço de nossas crianças estão com problemas de saúde que antes era exclusivamente de adultos: diabetes, hipertensão, colesterol alto, depressão. O documentário tenta identificar de onde vem o problema das crianças estarem acima do peso, se é a falta de informação dos pais, dia a dia corrido e a criança acaba comento salgadinho ao invés de algo nutritivo por falta de tempo dos pais, publicidade infantil bombardeando em cima desses meninos e meninas que assistem televisão e acessam internet o tempo todo. É chocante ver bebês que ainda não completaram um ano de vida tomando coca-cola na mamadeira, crianças de doze anos de idade tomando remédio para pressão arterial... Nossos hábitos alimentares estão bem doidos (inclusive os meus) e isso acaba refletindo nessa nova geração. TEM QUE ASSISTIR! 




Esse documentário tocou LÁ NO FUNDO DA MINHA ALMA! Sem exageros! Tarja Branca (e lá no meio do filme a gente descobre o porquê desse título) levanta a importância de trazer o lúdico pro nosso dia-a-dia. Começa falando das crianças, como é importante a brincadeira de rua, contato com outras crianças. Ressaltando o tempo todo da importância do brincar e como ter uma infância sadia reflete lá na frente na vida adulta. E vai transcorrendo a importância lúdico em nossas vidas e o resgate da nossa criança interior. Mostra a importância da cultura popular, das festas folclóricas, o cara que descobriu que largar o emprego no banco era possível e que passou a trabalhar com algo que gostava. Sério, é inspirador. Nada do que eu disser aqui vai retratar todos aqueles depoimentos, sons e cores desse documentário. Lindo MESMO. Tem que assistir! 

Good Hair (2009)


Quase MORRI quando vi que o Netflix tinha esse documentário no catálogo! Tava querendo assistir HÁ TEMPOS e não achava pra baixar! A motivação de Chris Rock para começar essa investigação em busca do "cabelo bom" afro-americano foi quando a sua filha, de uns 4 anos (não me recordo a idade correta), disse chorando pra ele que queria ter CABELO BOM. Ele entrevista desde celebridades negras norte-americanas até populares em um salão de cabeleireiro no Bronx e Harlem, sempre questionando: o que é ter um cabelo bom? "Quanto mais liso e brilhante melhor". Os depoimentos são chocantes e a grana que a industria leva também é. Chris Rock vai até a Índia, de onde os norte-americanos importam a grande maioria dos cabelos que viram apliques de mais de MIL DÓLARES na cabeça das norte-americanas. Na Índia existe até roubo de cabelo! A mulher vai ao cinema ou está andando na rua, algum homem vem com uma tesoura e corta o cabelo. Gente. Cês acreditam nisso? É uma coisa bem comum de acontecer por lá! Tem uma parte que mostra uma criança de 6 anos fazendo alisamento no cabelo, dai ele pergunta se ela gosta de alisar o cabelo, a menina responde que não mas que é preciso fazê-lo pra ficar bonita. Daí, eu me pergunto, até quando a gente vai se submeter a esse tipo de coisa pra se encaixar num padrão que foi imposto há SÉCULOS atrás? É triste. Tem um relato de uma mulher que nem entra na piscina por causa do cabelo... Que mundo é esse? Sério, mulherada, se libertem disso aí.


8 de outubro de 2014

Rotaroots: Abraçando Patinhas

Faz tempo que estou querendo falar sobre a Jade (minha filha canina) aqui no blog. Quando a Vic adiantou que um dos temas do Rotaroots no mês de outubro seria especial e tinha a ver animais de estimação, eu resolvi esperar. E, poxa, valeu a pena! 
Quando eu e meu irmão éramos criança, nosso sonho era ter um cachorro. Meus pais sempre foram contra fazendo mil alegações e a resposta final era sempre NÃO. Até que um dia uma cachorrinha muito especial apareceu aqui no bairro, na rua de casa. Na mesma calçada da minha rua tem um pet shop e o dono acabou acolhendo essa cachorra que tinha sido abandonada. Bom, meu irmão ficou sabendo da novidade e quando eu cheguei no pet shop pra ver a tal cachorra, como não se apaixonar? Minha mãe se apaixonou também, colocamos ela debaixo do braço e a Lady tornou-se da família. Sempre brinco que foi a Lady que escolheu a gente, não o contrário, porque mais tarde ficamos sabendo que ela tinha sido acolhida por outras famílias na rua de casa e abandonada porque ela era arredia demais. 


Lady sofreu muito até chegar em nossa casa. Tinha medo de vassoura, um pânico terrível de garrafa pet, um pavor de chuva e às vezes você ia fazer carinho e ela te mordia, quase um mecanismo de defesa. Ficamos com ela mesmo assim e ela melhorou MUITO o seu comportamento. Tornou-se uma cachorra amorosa e de personalidade, gostava ter seu espaço, mas também dava pra gente um amor danado. Em Julho de 2011, depois de 9 anos na família, a Lady partiu para o céu canino. Olha, foi uma dor... e como disse aqui, sentia que tinha um buraco enorme na minha alma e que um jardim nunca mais iria crescer ali. Daí, a Jade chegou e um novo jardim cresceu. Hahahaha que PIEGAS ISSO, mas é a mais pura verdade.


Jade. Jadira. Tourinho. Meio quilo de cachorro preto. 100% vira-lata. 

Adotamos a Jade ainda filhote (diferente da Lady, que pegamos já adulta), em Novembro de 2013. Estávamos todos meio carentes aqui em casa, o luto da morte do meu pai ainda tava pesando muito, eu e meu irmão queríamos adotar um cachorro novamente, mas minha mãe ainda tava traumatizada com a dor que foi a partida da Lady. Só sei que a Jade chegou em uma ótima hora. Encheu a minha casa de alegria. É aquele amor puro e simples. Ela sabe quando estou triste, quando estou feliz. Anda atrás da gente pela casa toda. Só fica onde a gente está, sempre com um paninho na boca pra brincar de cabo-de-guerra (sua brincadeira favorita).

Jade quando chegou só queria saber de dormir.

Quando levamos ela no Parque Villa-Lobos pra socializar com os outros bichinhos bondosos, todo mundo quer saber QUAL É A RAÇA. Amigo, Jade é 100% vira-lata (ou SRD - sem raça definida, como as pessoas estão chamando agora) e não há nada de errado com isso! O povo do parque quer classificar, quer definir, "nossa, mas tem que ter uma explicação". Não tem não e pouco importa qual é a raça, isso não acrescentaria em nada. Jade é uma cachorra feliz, que nos dá muito amor e que, ocasionalmente, faz as peraltices dela hahaha. 

Jade com um 1 e 4 meses.

O Rotaroots elegeu o mês de outubro como o mês da proteção animal e assim foi criado o projeto ABRAÇANDO PATINHAS. Tô morta de fofura com esse nome hahaha. Parafraseando a Vic 

"Objetivo promover a conscientização da adoção de animais e, principalmente, a guarda responsável (ou prezar pelo bem estar do seu bichinho). Nossa ideia era promover essa blogagem e arrecadar doações para alguma ONG, mas conseguimos algo muito maior do que isso. Em parceria com a Max da Total Alimentos, vamos doar UMA TONELADA de ração para a ABEAC ONG, uma ONG de proteção animal aqui de SP responsável pelo bem estar de cerca de 1100 cães e que sobrevive de doações."

Pra começar o projeto com DOIS PÉS NA PORTA, podemos dobrar/triplicar/quadruplicar esse número. As doações começam a partir de R$ 6 (equivalente a 1kg) e a Max acrescenta 50% sob essa quantidade. Ou seja: se eu doo 10kg, a Max acrescenta + 5kg e a doação total será de 15kg. E a doação é paga pelo PagSeguro. O link para a doação é esse aqui: http://bit.ly/doaABEAC 
Uma cerveja com os amigos custa R$ 10,00. E nunca ficamos NUMA CERVEJA SÓ. Uma baladinha de boa no final de semana só a entrada custa uns R$ 20 seco, sem consumação. Um café mocha na Starbucks sai em torno de R$10. O combo cinema + pipoca + estacionamento do shopping não sai por menos de R$ 50. Agora, doar 1kg de ração para os 1100 cachorros da ABEAC ONG que estão realmente precisando, custa a partir de R$ 6,00. Por que não, né? Você vai levar menos de 10 minutos, já faz a boa ação do dia.

Eu já doei \o/

Gostaria de destacar aqui também a página da Letícia Cardoso no Facebook chamada Bichinhos Bondosos, que divulga cães para adoção e arrecada doações. Tem também a Andréia que faz um trabalho lindo há SÉCULOS, resgatando animais, ajudando-os e encontrando família para os bichinhos. SÓ GENTE LINDA NESSA VIDA.
Vamos adotar, meu povo! Tanto cachorro e gato louco por uma família. Vamos doar o dinheirinho do batão, do esmalte, do cigarro, dos bons drinks ou seja lá o que for para esses bichinhos bondosos que eles precisam. Eu, Jadira e todo pessoal do Rootaroots agradecemos ;D



EXERCITE A GENTILEZA E FAÇA SUA DOAÇÃO \o/



6 de outubro de 2014

Rei Leão, eu fui!

dois anos atrás eu me estrebuchava de ansiedade porque o musical d'O Rei Leão iria estrear em terras brasileiras. Pois bem, passou 2013 e agora quando começaram anunciar em 2014 as últimas sessões da peça, bateu aquele desespero. 



Minha mãe maravilhosa, me fez uma surpresa e comprou os ingressos e fui assistir o musical dia sábado passado. Como na minha vida sempre tem um drama, quando estávamos chegando no Teatro Renault, minha mãe lembrou que havia deixado os ingressos em casa... FUÉN. Perdemos a primeira música, que é SIMPLESMENTE O NASCIMENTO DO SIMBA, QUE OS BICHO TUDO PASSAM PELA PLATÉIA E VÃO ATÉ O PALCO. POIS É, just kill me now.
APESAR DOS CONTRATEMPOS, foi definitivamente a realização de um sonho. Eu estava tão emocionada e entorpecida de que AQUILO REALMENTE ESTAVA ACONTECENDO, que sei quase mijo nas calças. 
O musical é SIMPLESMENTE MARAVILHOSO. É PERFEITO. Eu cansei de ver trailers e pedacinhos do musical da Broadway, tenho a trilha sonora em inglês e talls, e a versão brasileira NÃO DEVE NADA, NADA, NADA pro original.
Estou impressionada com a iluminação e sonoplastia do musical, porque é ALGO. Sério, perfeito. Faz toda a diferença! Sem contar que eles adaptaram pequenas coisinhas, por exemplo, na animação Timão e Pumba dançam a ula para distrair as hienas, no musical eles dançam uma outra coisa (que eu não vou falar, porque eu quero que você vá assistir hahaha) e é HILÁRIO. E as hienas? Perfeitas.
As leoas caçando foi foda, misturam ballet com caça, sério, é foda. Toda vez que o bando das leoas apareciam era um espetáculo a parte. Os movimentos do Zazul, as girafas, o início do segundo ato com aquele coro africano MARAVILHOSO e os pássaros voando em cima da tua cabeça, a orquestra, percussionistas sensacionais. Tem uma hora que toca até berimbau! 
E os atores? Nada a declarar, porque olha, expressão corporal que PELO AMOR DE DEUS. Eu queria abraçar todos do elenco hahahahahaa. É emocionante de verdade. 
Quase morri quando tocava minha música favorita, que aqui no Brasil ficou como "Está em ti", tive que ser forte. FOI PUXADO! O Simba declara que vai pra voltar pra terra dele, quase que eu levanto e falo EU VOU COM VOCÊ hahahaahha. Aquela é uma cena muito especial, quando o Simba está perdido e o babuíno Rafiki (que também tá sensacional) faz lembrar de quem ele é, das suas raízes, do seu pai. É forte, emocionante. Não tem como não se emocionar. E a cultura africana tão exposta ali, com todas aquelas cores, os cantos. É maravilhoso.




Esqueça o que você viu no desenho, esqueça das músicas, esqueça tudo. E vai assistir. Fica em cartaz aqui em São Paulo no Teatro Renault até dia 14 de dezembro.

PS: Minha vontade é comprar um turbante e fugir com o elenco do Rei Leão para a próxima parada hahahaa. 

3 de outubro de 2014

15 dias #WesLe

Faltam quinze dias para colocar o vestido branco, ajeitar a meia calça, passar um bom rímel a prova d'água, ser o centro das atenções. 

Faltam quinze dias para ajeitar a gravata, calçar os sapatos lustrados, fazer a barba com a mais exímia perfeição.


Faltam quinze dias para Letícia e Wesley acordarem na manhã do dia 18 de Outubro de 2014 e o primeiro pensamento que virá a tona será "hoje é o dia do nosso casamento". 



Nessa correria dos 15 dias será um misto de CORRERIA, imprevistos, palpitação, mão suando, cansaço, estresse. Mas vai ter também aquela ansiedade boa de ver as coisas acontecendo, os presentes chegando, os últimos orçamentos sendo fechados, o apartamento tomando cada vez a cara de lar. Vai dar frio na barriga de empacotar as coisas, tentar colocar 20 e tantos anos em caixas de papelão, mexer nas lembranças do passado e sentir aquele frio na barriga. Um misto de saudades de casa dos pais mesmo sabendo que eles estarão lá para o que der vier. Desapegar de objetos, dos cheiros, da rotina, mas ao mesmo tempo, bate uma brisa de novos rumos, de novos sabores, de uma vida que será construída e compartilhada finalmente debaixo do mesmo teto como marido e mulher. 

Vai ter correria, vai ter AI MEU DEUS NÃO VAI DAR TEMPO, vai ter choro. Mas vai ter muito amor e a certeza que vocês estão no caminho certo prevalecerá. 

Letícia e Wesley, Wesley e Letícia, Uesly e Lê, Gil e Schuskel, #WesLe, apertem os cintos que as emoções estão só começando. Desejo tudo o que há de melhor nessa vida pra vocês. 

Com muito amor,
da Madrinha Camies.


19 de setembro de 2014

Todo dia, David Levithan

Faz tempo que não falo das minhas leituras por aqui... Desde agosto eu não pego em um livro por causa da ressaca literária (acontece de vez em quando) e também porque estou vendo vários seriados, daí, não consigo conciliar tantas coisas ao mesmo tempo. 



Decidi quebrar esse jejum com essa história LINDA que David Levithan escreveu. Eu chorei largado, mandei áudio para as amigas no whatsapp que não conseguia nem falar direito. 
O narrador dessa história se chama A. Não sabemos se é menino, ou menina, é simplesmente A, sem gênero. Cada dia de sua vida A. acorda num corpo diferente, vivendo a rotina dessa pessoa por um dia inteiro. Um dia ele acorda no corpo de uma garota depressiva, depois ele é um nerd da escola, depois acorda na vida de um garoto gay, depois da menina mais popular da escola... 

“Não sei como isso funciona, nem o porquê. Parei de tentar entender há muito tempo. Nunca vou compreender, não mais do que qualquer pessoa normal entenderá a própria existência. Depois de algum tempo é preciso aceitar o fato de que você simplesmente existe” 

Sempre foi assim, desde que ele (ou ela) se lembra e ele achava que todo mundo era assim, até que percebeu que essa mudança de corpos só acontecia com ele. A. procura não interferir e nem se apegar na vida da pessoa em que ocupa o corpo, apenas segue o fluxo e aprende o que tem que aprender com aquela situação. Até que A., numa dessas indas e vindas, ele acorda no corpo de um garoto chamado Justin e acaba se apaixonado pela namorada de Justin chamada Rhiannon
Quando Rhiannon aparece tudo muda e A. acaba quebrando suas regras, de não interferir, de não se apegar e se joga nessa emoção toda. Agora pensa comigo, estar com a pessoa que gostamos todos os dias é complicado, imagine se você acorda num corpo diferente? Em uma outra vida, do outro lado da cidade? Um dia você acorda Maria e outro João. Como fazer o outro perceber que seu corpo pode ser outro, mas sua essência, o seu EU, é o mesmo? 

"Eu sempre fico impressionado com pessoas que sabem que algo está errado  mas ainda insistem em ignorar, como se isso, de alguma forma, fizesse com que os problemas desaparecessem. Elas se poupam do confronto, mas terminam ressentidas de qualquer maneira"


Esse livro põe em evidência tantas coisas, a questão do gênero: é importante mesmo quando trata-se de amor? Se é homem, se é mulher, sabe? Te confronta. Te joga na cara esses padrões todos da sociedade, preconceitos, te causa empatia. Todo Dia me mostrou que muitas vezes as coisas não precisam ter explicação, os nossos sentimentos não precisam sem classificados e categorizados. Você apenas sente e vive e escolhe e segue. 
Apesar desse livro ser classificado como young adult, eu achei a temática dele bem profunda, tipo, filosófica mesmo, sabe? Serve para todas as idades. Me fez refletir sobre tantas coisas. E o final... olha, o final do livro é uma das coisas mais bonitas que eu já li. A gente fala tanto sobre amor, lê tantas as coisas sobre O QUE É AMAR e blábláblá, a história de A. fez uma ~atualização~ do meu conceito sobre amor: sem egoísmo, puro e simplesmente. Sério, eu amei esse. Vou compra uns 15 exemplares e sair distribuindo por aí. Leiam.

"Na minha experiência, desejo é desejo, amor é amor. Nunca me apaixonei por um gênero. Apaixonei-me por indivíduos. Sei que é difícil as pessoas fazerem isso, mas não entendo por que é tão complicado quando é tão óbvio."

15 de setembro de 2014

Dancing in September

Ai, gente, vai chegando o final do ano e é inevitável eu me perguntar: O QUE QUE EU FIZ ESSE ANO? 2014 definitivamente não foi (bom, até agora) o meu ano mais produtivo. Eu enrolei, adiei e procrastinei muitas coisas. 
Sou uma pessoa que, infelizmente, vive o presente. Eu tenho muitas vontades, muitos sonhos mas, como eu já disse aqui, eu não me esforço REALMENTE pra tudo acontecer. Porque sou acomodada. Eu sou essa grande bola quadrada que funciona aos poucos. Eu vivo o hoje. Hoje estou aqui "com vocês", escrevendo meu blog, tomando meu café e escutando Earth, Wind & Fire. Amanhã pode nem acontecer. E esse meu senso de HOJE deu uma leve piorada depois do falecimento do sr. meu pai. Porque sim, ele acordou meio mal um dia, #partiu hospital e em menos de 24 horas seus pulmões pararam de funcionar e acabou-se o que era doce. Então, tô sempre aproveitando (mais do que antes) a companhia das pessoa, as comidas, as bebidas, as festinhas, as viagens de final de semana, as conversas, os livros. Tudo pra hoje. 
Parece bom e poético, mas na prática é bem prejudicial em certos momentos. POR EXEMPLO, acabo gastando dinheiro com coisas que eu não preciso. CONTROLE DE DINHEIRO SEMPRE FOI E SEMPRE SERÁ MEU PROBLEMA. Eu não deveria falar isso, assim, ainda mais em CAPS LOCK, mas já aceitei. 

- Gasto mais do que ganho;
- Tenho problemas de organização de agenda. Marco mais compromissos do que posso cumprir na ânsia de querer estar em todos os lugares e com todas os amigos, família, cachorro ao mesmo tempo;
- Não consigo cumprir metas a longo prazo. 

Pensando nisso e vendo a vida passar e eu não conseguindo realizar muitas coisas, tracei um plano numa noite de insônia. Acordei em 01.09.14 pensando: VAI DAR CERTO. Pequenas metas em um curto prazo de tempo. Olha, já colhi já bons frutos. 
Finalmente eu troquei de óculos. Parece uma coisa TOLA, mas eu estou refém dos meus óculos desde sei lá quando. Teve uma vez que o marido da minha amiga pediu meu óculos pra limpar as lentes porque achou que estava sujo. Não, 'tarra é riscado mesmo. CÊ VÊ A SITUAÇÃO PRECÁRIA A QUAL ME ENCONTRAVA. 

Retrô Camies

Quadradinha meio com cara de professora


Tudo falta de planejamento, de orçamento. Eu usava a mesma armação em lentes desde 2002. Também risquei da lista "cortar o cabelo". Meu cabeleireiro não me via desde Novembro/2012. E ele ainda me deu bronca (cê jura?) porque não posso ficar tão sumida, que preciso cortar o cabelo pra dar força e todo aquele papo. Pois é, a gente gasta R$200 reais em livro na Cultura, dai mês seguinte você compra sei lá o quê e o dinheiro do cabelo, da armação de óculos, da luminária nova pro quarto fica sempre pra depois. 

Meu cabelo tava quase na bunda, agora tá no ombro. 
GOSTO ASSIM.

Também comprei o domínio do blog - FINALMENTE! - e vamos ver se consigo ajeitar as coisas e fazer minhas pequenas metas virarem um GRANDE OBJETIVO ALCANÇADO. Oremos! 
Setembro mal começou e já estou TE CONSIDERANDO PAKAS \o/



7 de agosto de 2014

#batomemexcesso

Te falar que estou satisfeita, menina? Pois é. Ultimamente tem acontecido de amiga minha me marcar em foto quando ela usa um batom fora da sua zona de conforto. VITÓRIA! É TETRAAAAAAA! Minha relação com a maquiagem teve inúmeras fases. Quando eu era criança, eu morria pra usar os batons da minha mãe. Quando ia passear com a minha família no shopping, eu passava o vermelhão. Uma vez que cismei que queria ir na escola com batom vermelho, minha mãe deixou e eu voltei com um bilhete na agenda das "tias" falando do meu batom. Acho que a minha mãe nem me lembra dessa história, mas me lembro bem. Eu tinha, sei lá, uns 5 anos? 
Depois dessa fase da infância e crescimento, chegou as dores e os amores de ser uma adolescente fora do padrão. Bullying, baixa auto-estima e CHATICE CONSTANTE DE SER ADOLESCENTE. Achava que batom vermelho nos meus lábios não ficavam bom e só usava make no olho. O lábis preto tornou-se meu melhor amigo. 

Lápis preto: amor da adolescencia 

Já na faculdade, comecei a descer a Rua Augusta e cair na noite. Nunca liguei para a minha aparência, mas eu fazia vários rolês com meu padrinho Sirius Black (eita, May!) que sempre saia sempre bem arrumada, make impecável. Sombra rosa, sombra amarela, delineado grosso, delineado fino. Dai, comecei a comprar mil coisas na revistinha da Avon, mas acabava não usando nada... Minha mãe clamava para eu voltar a usar o batom vermelho, mas eu não conseguia. Achava que ia ficar parecendo uma vagabunda e só usava batom da cor marrom.
Gente, vamo falar a verdade? Quem aqui tem dificuldade com esmalte vermelho e batom vermelho porque "DIZ QUE É COISA DE PUTA"? Eu lembro na época que blogava no Mão Feita, o que tinha de gente com preconceito com o esmalte vermelho, que era coisa de vagabunda. Vermelho, uma cor tão bonita e chamativa. Põe mais uma na conta do patriarcado, mas né, tô aqui pra falar de dos batom. Deixa esse assunto pra mais tarde... 

ALÁ O BATOM MARROM! E essa cara de emo? Perdoa eu, vai. 

Tive uma fase bem ruim aí do #ComboMorte (desemprego, falecimento do meu pai e câncer da minha mãe) dai teve um dia que estava arrumando minha bolsa e encontrei um batom que amava da Avon e pensei "há quanto tempo não uso isso?". Então, voltei a usar meus batons lindinhos da Avon. E sempre tive vontade de usar um vermelhão, mas né, achava que não ia ficar bom. Seguia no rosa, no marrom e no vinho. Até que um dia eu fui trabalhar e um amigo meu perguntou "nossa, esse seu batom não está em excesso?" e eu fiquei de cara. GENTE, COMO ASSIM? Foi então que nasceu a hashtag #batomemexcesso no Instagram. Algumas meninas comentavam comigo "Camie, não tá em excesso" e dai explicava o porquê da hashtag. É tipo um grito de liberdade! Meu, você se sente bem usando um batom verde, uma cor azul ou um nude? ENTÃO USA. Tá com vontade de usar um vermelho? SE JOGA

Na formatura de uns amigos meus: só fiz um olho e rímel. 2009 isso aí, eu acho haha #dory


Blush + sombra preta. 

Durante anos fiquei achando que não era digna de usar um vermelhão, que era muito beiçuda ou que ficaria over demais. Tudo é uma questão de se achar bonita, mas, assim, bonita de verdade. Minha relação com a maquiagem é bem imediata, sempre foi. Não tenho paciência de sentar e fazer uma pele, corretivo, passar pó, dai passa isso e aquilo. Geralmente dou uma caprichada maior quando vou sair a noite, de fazer a pele tim tim por tim tim. Acho uma maravilha essa invenção de bb cream, porque uso quando aparece alguma espinhazinha ou estou com umas olheiras. Eu gosto mesmo do batom e do lápis. Na adolescência não usava rímel porque uma vez usei e uma amiga disse que eu parecia a Emília do Sítio do Pica Pau Amarelo hahahaa. Pra mim o negócio tem que ser rápido. Saio do banho, me visto, passo um lápis e um batom e pronto. Essa sou eu. Mas tem mulher que só sai de casa de maquiagem completa, tem outras que não deixam o namorado vê-las sem uma base no rosto (o que eu acho um absurdo). Cada uma é cada uma e aos poucos a gente vai se libertando e, principalmente, se encontrando. E até quando a gente vai ficar carregando trauma de namorado que não gostava de cor X, de amiga que falou que você era Emília, da revista Nova que disse que não pode usar sombra verde? CHEEEEEEEEEEEEEEGA.

 Cereja Intenso, da Avon. Essa foi a cor do #batomemexcesso


Esse dia eu fiz a pele porque era aniversário da Marcela e quis sair bem nas fotos HAHAHAH 


Dangerous, da MAC. PODE LARANJA SIMMMMMMMMM

Russian Red, da MAC. Meu vermelho favorito e poderoso. 
Quero fazer amor e engravidar desse batom hahahaha

Gostaria de agradecer as minhas musas do batom vermelho: Milena, Cinthya RachelBia, YOU ROCK MY WORLD! Beijo pro Padrinho, porque né, sempre presente e que me ensinou que pó é pra tirar o brilho da cara, que não é frescura não. Hahahaha. Só sei que fico muito feliz quando as amigas usam a hashtag #batomemexcesso no Instagram, a NOSSA HASHTAG. Bora espalhar o #batomemexcesso por aí e elevar a nossa auto estima, porque somos tudo diva e um batonzinho nunca é demais.


30 de julho de 2014

Exercite a gentileza

Um lugar bom de observar o mínimo de civilidade das pessoas é no supermercado, no transporte público, numa fila qualquer. Bote reparo e observe o seu e o comportamento alheio. 
Vamo lá:

CI.VI.LI.DA.DE
1. Caráter do ato ou comportamento que segue os costumes relativos à boa convivência entre cidadãos, ou as convenções de demonstração de consideração e respeito mútuos.
2. Observância às formalidades ou convenções entre os membros bem-educados de uma coletividade. 

Ontem fui no Pão de Açúcar comprar umas coisas pro café da tarde e uma mulher (deveria ter uns 32 anos, portava uma carteira bonita, iPhone em mãos e uma bolsa da Louis Vuitton) colocou suas compras na esteira e largou o carrinho na minha frente. A caixa começou a passar as coisas dela, iniciou o processo do CLIENTE MAIS? CPF NA NOTA? SENHORA ENCONTROU TUDO O QUE PROCURAVA? e eu esperando a mulher tirar o carrinho e levar pro corredor, sei lá, TIRE O CARRINHO DA PASSAGEM. Mas o carrinho ficou. Ok. Dei um empurrãozinho no carrinho e a mulher olhou pra mim, dai perguntei se ela iria usar o carrinho, ela disse que não. "Ok, então acho que a senhora deveria tirar ele daqui do corredor e levar no lugar, ou pelo menos encostar ali na frente do caixa, porque tá atrapalhando aqui". A mulher ficou uma arara, falou um monte. Eu disse "Mas gente, foi a senhora que usou o carrinho, seria de bom tom você não atrapalhar a passagem". A caixa olhou pra nós duas, o povo da fila bufou e a mulher foi embora e deixou o carrinho onde estava. Passei as minhas compras e fui levar o carrinho no lugar, porque NÉ, dai o moço que estava atrás de mim disse pra deixar lá porque ele ia no estacionamento e ele faria essa gentileza. Qué dizê, o mundão não tá tão perdido.

"Não importa o que os outros estão fazendo. Importa o que VOCÊ está fazendo"

O que eu quero dizer com isso? Quando eu comecei a estagiar na hotelaria comecei a lidar com o público. Na teoria as coisas eram maravilhosas, mas na prática, lidar com as pessoas é bem difícil. Ainda mais quando você está no papel de prestador de serviço. Em 2007 (ou 2008? não me lembro) apareceu uma gerente nova e bastante enérgica, a Juliana Constantino (saudades!) que ensinou um negócio pra mim que pratico desde então: EXERCITE A GENTILEZA. E é isso que quero dizer pra vocês aqui. EXERCITE A GENTILEZA. No começo é DIFÍCIL, mas o negócio torna-se um HÁBITO com o passar do tempo. Você vai ver que o universo conspira. E às vezes é bom ser gentil com quem é escroto, na maioria das vezes, você vê a expressão facial da pessoa se transformar. Isso e mágico. VALE A PENA
Exercite a gentileza no trânsito. Sei que é foda, que é complicado. Dê passagem. Cuidado com o pedestre. Com o ciclista. "MAS ELE TÁ ATRAVESSANDO FORA DA FAIXA", ok, mas tome conta dele e deixe o doido passar. Segure a porta do elevador. Bom dia, boa tarde, boa noite. Obrigada. Com licença. Dê lugar para idosos e grávidas. Te falar que essa parte me irrita bastante, porque nego finge que dorme no banco do metrô, às vezes os próprios idosos são FOLGADOS E GROSSEIROS, mas cara, eu sempre acabo levantando e dando lugar. E nem tô falando aqui do banco reservado, porque isso aí nem entra em discussão. Tô falando quando você tá lá de boa, meio dormindo, cansadão e aparece um idoso ou uma mãe com duas crianças e ninguém faz nada. Eu levanto. É o mínimo. 
O transporte público é uma coisa que me tira mesmo do sério. Desperta o que há de PIOR em mim. O que me irrita é a falta de gentileza e civilidade. Tem aquele ponto no trajeto do ônibus que todo mundo desce, né? E sempre tem um apressadinho que SABE que você vai descer e quer te ULTRAPASSAR pra descer na sua frente. Aqui eu respiro fundo, dou um sorriso e aviso que também vou descer. Quanto mais raiva eu fico, mas gentil eu sou. A maioria das pessoas baixam a bola, mas tem gente que bufa e não tá nem aí. Dou passagem e sigo a minha vida. Não vale a pena se estressar, de verdade. Mas tem vez que me estresso, lógico. Um dia tive que levantar a voz com uma senhora porque ela SIMPLESMENTE ME EMPURROU sendo que não havia necessidade, o ônibus tava vazio e todo mundo ia descer. Seja gentil e educado e não otário. Reveja seu comportamento. Tem vez que pisamos na bola. Peça desculpas e se policie. 
Exercite a gentileza e tolerância no trabalho. Em casa, com o namorado, irmão, com as pessoas na rua, na cafeteria, enfim, é um negócio pra vida toda.
É difícil mas compensa. Sei que o mundo tá uma merda, Ebola, tretas mil na Faixa de Gaza, teve Copa mas não tem Santa Casa... enfim, posso citar mil exemplos de coisas ruins que estão acontecendo e sei que muitas dessas coisas não cabe a mim e nem a você solucionar, mas, cara, eu acredito que o nosso COTIDIANO e a nossa convivência pode sim melhorar. É um trabalho de formiguinha, e é tão mais fácil ser intolerante e devolver na mesma moeda. Mas essa cultura de "dar o troco" nunca deu bons resultados. Segura a bola. Dá um sorriso. Dê a vez. Seja gentil. Compensa muito e você vai ver como é bom ver alguém corresponder ao seu comportamento positivo.

"Mente positiva. Vibração positiva. Vida positiva"


27 de junho de 2014

Sobre inveja, redes sociais e fotos de viagem

Ontem esse vídeo viralizou no Facebook. Se você não viu, veja:



Esse tipo de coisa me irrita um pouco, sabe? "As pessoas são todas felizes no Facebook" e "a vida artificial do Instagram" e blábláblá. Será que a maioria das pessoas mesmo tão vivendo em função de CRIAR ASSUNTO pra postar no Facebook? Será que a nossa existência tá se resumindo a isso? Estou pensando em muitas coisas agora enquanto escrevo e vamos ver se consigo me expressar direito.
O vídeo faz uma crítica a superficialidade e como podemos manipular o nosso dia-a-dia boring em coisas do tipo SUPER LEGAIS MEU DEUS DO CÉU ESTOU BOMBANDO nas redes sociais. Eu não sei se meu círculo de amigos é tão excepcional assim (talvez seja hahaha) mas não acredito que meus amigos estão querendo ostentar uma realidade que não existe. O que eu acho é que tem muita gente se deixa morder pelo bichinho da inveja.




É até ruim colocar toda a culpa no sentimento INVEJA, que foi banalizado de uns tempos pra cá. Qualquer coisa que acontece, alguém já escreve em letras maiúsculas "ISSO TUDO AÍ É INVEJA". Eu acho que antes da gente se sentir infeliz porque o amigo tá postando foto uma selfie Times Square, camelos na pirâmides do Egito, uma plantação de tulipas na Holanda ou aquele pé na areia básico na praia, temos que pensar o que eu DEIXEI de FAZER para ESTAR LÁ. É muito fácil deixar se levar pelo sentimento de "todo mundo viajando menos eu", mas, sério, eu não tenho o direito de me sentir infeliz porque algum amigo meu efetivamente correu atrás do que queria e conseguiu viajar. Eu guardei dinheiro? Tirei passaporte? Corri atrás de visto? Me programei? Não. Então pronto. Tá aí a resposta pra tudo. Isso que me irrita demais! As pessoas sempre colocam a culpa no outro pelos seus fracassos e desleixos. O problema é meu se todo mundo saiu na sexta-feira à noite e eu fiquei em casa. Foi uma escolha MINHA. As pessoas tem o direito de se divertir, tem o direito de se relacionar, de expressar esse momento de felicidade. Meu sonho é ir pra Nova Iorque. Toda vez que começa o ano eu falo AGORA VAI, mas, de verdade, eu acabo não colocando como prioridade e eu tenho que lidar com isso.
Não me cabe aqui ficar medindo a felicidade ou infelicidade alheia. É normal ter inveja de alguma coisa, é normal se sentir carente, é normal a gente revirar os olhos para uma declaração melosa no facebook de um casal que tá completando 1 semana de namoro. O que não é normal é se alimentar de todos os sentimentos, de se sentir infeliz porque alguém conseguiu um namorado, porque o outro mudou de emprego e sei lá quem está correndo a décima maratona. Vai atrás e pára de reclamar e de se sentir pequeno atrás da tela do celular. Ergue essa cabeça, mete o pé e vai na fé.
Teve uma vez, no ano passado, que uma conhecida minha virou gerente de hospedagem de um hotel x. Eu vi aquilo e fiquei indignada. NOSSA, MAS FULANA VIROU GERENTE E EU AQUI ATENDENDO TELEFONE. MEU DEUS, TÁ TUDO ERRADO. Só que... eu quero, verdadeiramente, virar gerente de hotel? NÃO. Eu procurei alguma especialização na minha profissão? Eu gosto de Hotelaria? Na flor do sentimento, eu esqueci quais foram as minhas prioridades e os meus desejos. A gente se engana mesmo. E daí, eu fiquei feliz. Mas feliz de verdade. PORRA, FULANA VIROU GERENTE DE HOSPEDAGEM, ELA SEMPRE QUIS ISSO.
As redes sociais pra mim, antes de mais nada, servem para eu compartilhar as coisas com os meus amigos. Eu gosto de falar do livro que tô lendo, de postar o #batomemexcesso, um vídeo de pegadinha, de reclamar no trânsito da zona sul. Gosto quando algum amigo mais engajado fala algo sobre política, quando alguém posta algo de decoração ou compartilha fotos de maratona. Isso pra mim não é ruim, é a vida da gente, a vida das pessoas que são próximas, fisicamente ou não. Eventualmente tem chorume, tem coisas que discordo e que torço o nariz, mas as pessoas são diferentes e se todo mundo for igual, qual é a graça? 
Se alguém se identificou com esse vídeo, tá na hora de mudar. De viver a sua vida pra você. De resolver seus problemas, de assumir as suas escolhas e dar prioridade e parar de sofrer porque o outro casou e você não. Eu não vivo assim. Eu não sou 100% do tempo feliz e também não estou 100% no trânsito da zona sul hahaahhaa todo mundo tem seus momentos de tédio, seus momentos de comida congelada e de tomar um drink no Spot. A questão é o quanto você se empenha pra viver a vida do seu jeito, não dos jeito que você ACHA que os OUTROS devem ver.

10 de junho de 2014

A Filha do Louco, Megan Shepherd

Vamo falar de coisa boa? VAMOS FALAR MAL DE LIVRO RUIM! Êta nóis! Faz tempo que não venho aqui e descasco o abacaxi, não? O último abacaxi descascado foi o "Toda Sua" e aquele-livro-do-tigre que não merece nem ser nomeado.
Quando eu li a pequena sinopse na contra capa do livro e fiquei bem interessada. Dizia que Juliet e sua mãe estavam sendo desprezadas pela sociedade londrina porque seu pai tinha sido acusado de fazer experiencias com animais e humanos. POW! Gostei da capa, achei que seria um negócio meio sombrio, mistério, um young adult com uma pegada vitoriana. Ok. Comprei.


Durante as primeiras páginas, que contam um pouco como Juliet e a mãe estavam vivendo, do high society para a pobreza, foi tudo bem. O atual cenário é de Juliet trabalhando como faxineira da universidade na qual o pai ministrava aulas. Poucas páginas depois, a menina descobre que o pai tá vivão numa ilha bem longe e ela vai dele. Daí em diante é só ladeira abaixo. E eu vou contar a história pra você, porque ninguém merece passar pelo que eu passei lendo isso. Eu dei boas chances pra essa história, mas não deu mesmo. O que era pra ser um livro de horror transformou-se em triângulo amoroso nível Malhação.

  

Juliet fica sabendo que seu pai está vivo porque encontra "casualmente" um criado do seu pai, um mocinho selvagem&misterioso chamado Montgomery, que ainda trabalha pro seu pai lá na ilha da fantasia. Esse mocinho gosta muito da Juliet e ela dele, mas, até aí a gente releva. Bom, os dois vão para ilha em uma embarcação super precária, uma tripulação esquisita e um capitão mal humorado. Aqui a autora bem que tenta compor um ambiente misterioso e meio macabro, com as tempestades e os animais enjaulados que Montgomery levava pra ilha, mas, deu tudo errado. Tédio, tédio e tédio. Até que aparece esse náufrago chamado Edward, que é o oposto do selvagem Montgomery, um cara sério e bem apessoado e de berço. Quando esse Edward, que mal chegou, já queria sentar na janelinha, todo apaixonadinho e interessado em Juliet, eu fiz assim:



Eles chegam na ilha, a menina revê o pai, tem os animais-humanos e todo tipo de experiencia bizarra do dr. Moreau (que tinha tudo pra ser um vilão, mas ele é patético), mas o enredo do livro é todo errado e o ritmo monótono. Muito chato. Veja bem, você tem um cientista maluco que acha que é Deus, que faz várias experiencias doidas com animais, o cara é um monstro e a autora só fala de ROMANCE. Teve uma hora que fiquei tão sem paciência, que só lia os diálogos hahaha. 
Os personagens são todos mal elaborados! Os mocinhos, apesar da escritora deixar bem frisado que são opostos, MONTGOMERY/CORAÇÃO SELVAGEM e EDWARD/MOCINHO EDUCADO, eles são igualmente sem personalidade nenhuma. Tudo bem arrastado MESMO. Nem o final se salva com o twist bem TOSCO. Depois eu descobri que esse livro faz parte de uma trilogia! SÓ PIORA! Esse primeiro volume é baseado no clássico A Ilha do Doutor Moreau, o segundo volume se chama "Her Dark Curiosity" é baseado n'O Médico e o Monstro, e o último livro "A Cold Legacy" será baseado no livro Frankenstein. Megan Shepherd está com uma disposição enorme de estragar todos os clássicos de horror. Fica aqui a minha dica pra você passar longe desses livros, sério.