quarta-feira, 24 de abril de 2013

Kindle: amor eterno, amor verdadeiro.

Como assim, gente? Não acredito que ATÉ AGORA não tinha postado nada sobre esta maravilha tecnológica chamada kindle! ♥ Primeiro, eu não sabia que um kindle era tão mágico e perfeito até adquirir um. 



Eu sempre ignorei qualquer informação sobre e-readers, por motivos de: dinheiro. Dai, chegou a Amazon.com.br e o kindle começou a ser vendido no Brasil por R$ 300. Já tinha visto de perto mas ainda não tinha comprado a ideia totalmente porque era supérfluo, e antes de gastar trezentos reais em um e-reader, tinha tanta coisa pra comprar. Tô precisando trocar de óculos, comprar roupas sociais e por aí vai. #gentegrande #vidaadulta haha
Tenho uma amiga chamada Sam, portadora de um kindle e também é uma devoradora de livros, que sempre me dizia "CAMIES, VOCÊ PRE-CI-SA" e eu com aquela cara OK, SAM, OK. HAHAHAHA. Dai ela foi para os Estados Unidos e, como a Sam é uma pessoa que me conhece melhor do que eu penso, plantou a semente na minha cabeça que precisava mesmo de um kindle e enfim, trouxe essa belezinha pra mim. E cá estou eu, plantando essa sementinha na cabeça de vocês: O KINDLE É MARAVILHOSO.



Vocês sabem que estou lendo todos os livros d'A Guerra dos Tronos e os exemplares são enormes. Estava lendo o segundo livro quando a Sam trouxe o kindle. Livro grosso tem hora que fica incômodo de ler, você não tem mais posição, o braço dói, o pescoço, o pé dorme. O pau tá comendo na história e você feito morcego, de ponta cabeça, em numa posição bizarra na cama. 
O kindle é mágico porque é leve e portátil, dá pra levar pra tudo quanto é lugar, não pesa feito um livro de 800 páginas no metrô lotado. Pra quem lê no transporte público, também facilita a vida. Você não precisa ficar virando a página no meio do busão lotado, não corre risco de amassar alguma página ou fazer orelhas, não precisa de marcador porque ele desliga/liga na página em que você parou. É super econômico, fui carregar quase depois de um mês e meio depois que comecei a usar. 

Diferença de tamanho

Além dessas vantagens aerodinâmicas, tem como você grifar uma parte que gostou, fazer anotações em determinadas passagens da leitura, dá pra compartilhar todas essas anotações e quotes em redes sociais. AMOR! Sem contar que tem dicionário, então, se está com dúvida em um significado de alguma palavra, ele mostra a definição na hora.
É uma delícia ler no kindle, não dói a vista, o negócio é mágico. Pra quem ama ler como eu, precisa ter um! E pra quem não lê muito e quer tentar uma coisa nova, pelo amor, just do it
Muita gente fala do ~cheiro do livro~ que no kindle não tem entre outros mimimis. Olha, tô cheia de livros aqui, não vou parar de comprar livros físicos, mas o kindle é um facilitador na minha opinião, é mais dinâmico no dia-a-dia
Ah, eu consigo comprar livros nas duas lojas da Amazon, o triste é que a Amazon.com.br não tem preços camaradas como na loja gringa. A diferença do preço do livro físico para o ebook é pequena, tem que ficar de olho nas promoções ou caçar na internet um arquivo legal para poder baixar de graça.
Pra quem não sabe se compra um kindle ou um kobo (e-reader da Livraria Cultura), pelo que andei lendo por ai, a diferença entre os dois é mínima. Tem um monte de video e posts pela internet a fora pra ajudar você a se decidir. 
O meu kindle é o mais básico de todos, este aqui. Pra quem tá começando (ou tá curto de grana, tipo eu) essa versão atende todas as expectativas.
Enfim, tô apaixonada e todo mundo precisa ter um ♥ ♥ 



sexta-feira, 19 de abril de 2013

Cadeia Alimentar

Tá dolorido essa coisa de gente ser grande. É tanto tapa na cara que não tem nem pra onde fugir. A questão é essa: não dá pra fugir.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Estou sumida por motivos de: VIDA.

Tamo em abril e tanta água já passou por debaixo da ponte, que tenho a impressão que já vivi dois anos em quatro meses. Muita mudança, eta Deos. Muito desespero, muito choro, mas muita risada e muito amor. Só trabalhamos em grandes quantidades de emoções, aqui na minha vida não tem mesquinharia não. 
Fiquei muito tempo sem internet e sem tempo tempo pra internet. Tô apaixonada, minha vida se resume a Game of Thrones e ficar varrendo a casa com esses cimentos da obra. GENTE, COMO É ZUADO FICAR COM A CASA EM OBRAS. Eu e minha mãe ficamos praticamente UM MÊS dormindo na SALA. 
Robb Stark é o novo amor da minha vida. Tá grave a situação. Já amava o menino, dai comecei a ver a série da HBO e pegaram um rapaz AMOR pra interpretar o Jovem Lobo e eu que já tava babando, fiquei mais boba.



Volto aqui depois quanto tiver coisas melhores pra compartilhar do que um surto de fangirl hahaha 


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O Carnaval chegou!


A época muito esperada por alguns e detestada por outros. Sinceramente? Não amo de paixão e nem detesto. Adoro ver as escolas de samba na televisão. Quando eu era criança, minha mãe comprava umas besteiradas pra gente comer, colocava os colhões na sala, trazia travesseiro e cobertor. Obviamente não assistíamos a todas as escolas por motivos de: sono. Mas era legal pela farra mesmo! Oportunidade única de tomar guaraná, comer M&M's e Bis com o consenso da minha mãe.
Apesar do nome do meu blog se chamar SAMBA DA CRIOLA DOIDA, eu sempre fui menos samba e mais rock'n'roll e pop music. Eu sou uma farsante hahaha. Mas né, não posso escutar um batuque que logo já vou ver o que é. Fico realmente curiosa com gente que não consegue se deixar levar com uma bateria de escola de samba. É muito booooom. 
Aqui em São Paulo quase não tem essas coisas de carnaval, além dos desfiles das escolas de samba. Não é como o Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Natal e entre outras cidades do Nordeste que o negócio transpira carnaval. Fico imaginado esse povo que detesta esta época do ano, como é viver nessas cidades? Loucura. Ontem eu fui com os meus primos, encontrei meus amigos e mais uma porção de gente conhecida lá na Rua Augusta, pra concentração do Acadêmicos do Baixo Augusta.

O trio \o/

Foi engraçado, deu pra brincar bastante. Principalmente porque tava bem organizado. Paulistano adora uma fila, né? Fila pra ir ao banheiro (que eram poucos, aliás!), fila pra pegar o abadá, fila pra pegar uns brinquedos que a Skol estava dando. E só o bloco do Baixo Augusta pra fazer a bateria tocar Nirvana, Rollings Stones, Raul Seixas, Paralamas entre outras coisas. Teve bastante marchinha de carnaval e enredos clássicos de escola de samba. Quem conhece o mínimo que seja de carnaval conseguiria cantar todas. Foi bem gostoso! Pessoal que curte umas baladinhas lá no baixo Augusta precisa ir, é um bloco diferente, você vai se divertir bastante. 


Marcelo Rubens Paiva de porta estandarte. 


Primaiada


Sem empurra-empurra, pessoal se divertindo de buenas. Cheguei em casa morta e nada mais me lembro. Não sei como serão os próximos dias, eu vou trabalhar sábado e segunda-feira de carnaval, então, não dá pra exagerar. 

Keks sorridenteeeeeee :))))))

Gostaria de deixar um ressalve para o pessoal que só enxerga o lado ruim da festa (a sujeira, música, pessoal bêbado), se vocês soubessem como isso movimenta financeiramente as cidades e os hotéis. Contrata-se muitos temporários, desde camareiras a garçons, recepcionistas, manobristas. Gente que estava sem emprego e que vai ganhar uma grana a mais para trabalhar durante esse mês, pelo menos os quinze primeiros dias de fevereiro. Sem contar o povo que vende água na rua, que agora, segundo a minha amiga Manza, estão todos credenciados e tudo mais. Nego só gosta de ver o lado ruim da coisa. Todo mundo tem o direito de amar, de odiar e de ir conforme a música toca (tipo eu!), mas achar que o carnaval no Brasil é o mal do século e negar que seja uma manifestação do POVO, é foda demais. Euuuuuu hein! 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A Guerra dos Tronos, George R. R. Martin.

Que saudade eu estava daqui! Estive sumida durante o mês de Janeiro porque estava viajando pelas terras de Westeros. Ano passado eu comprei o exemplar de "A Guerra de Tronos" logo quando comecei a trabalhar. Ele ficou parado na minha estante por quase um ano. Tava envolvida em outras leituras e ver aquele livro grosso, parado e embalado do jeito que comprei nas Americanas tava me dando uma gastura. 
No começo estava meio intimidada, são mais de 500 páginas, as letras são bem pequenas e as páginas enormes, ou seja, o livro aparentava ter sustância. Dei uma enrolada e no final do ano pensei: 2013 vou ler esse livro. E esta foi a primeira leitura do ano. Gente, que livro! Que história! Estou APAIXONADA. ♥ Tava até aqui pensando em como começar a contar esta história pra vocês, não consigo resumir, muita trama, muitos personagens. O começo achei que ia me confundir com tantos nomes, mas passado o "susto" das primeiras páginas, a leitura vai que vai pegando fogo. 
Vamos começar então a contar essa história do meu jeitinho. Existe esse continente que é formado por 7 reinos, governado por 7 casas principais e tem o rei que comanda este bonde todo, que senta naquele famoso trono de ferro que todo mundo já deve ter visto por ai. Quando começa a história, quem tá mandando nesta bagaça toda é o Robert Baratheon.  Pra ajudar a governar tudo isso, o rei precisa de uma pessoa de confiança, alguém que faz toda a parte chata que um rei deve fazer haha. Eles chamam esse cargo de Mão do Rei. Só que a Mão do Rei, Jon Arryn morreu e Robert vai até Winterfell chamar seu truta-parceiro-bff Eddard Stark para ser a nova Mão. Este é o pontapé inicial para o começo da história.

Robert e Eddard (Ned) 
"Que lhe parece, Ned? Só você e eu, dois cavaleiros vagabundos na estrada do rei, com as espadas ao nosso lado e só os deuses sabem o que a nossa frente, e talvez uma filha de lavrador ou uma rapariga de taberna para nos aquecer a cama esta noite".

A trama é narrada por vários pontos de vista o que torna tudo muito dinâmico e interessante. É como se fosse uma grande colcha de retalhos muito bem amarrada. Logo quando comecei a ler eu ODIAVA os Lannister (uma das 7 casas ~poderosas~) e queria que todos eles explodissem. Ao longo da leitura minha opinião mudou radicalmente, de ódio passou a admiração. O escritor humanizou demais os personagens, todo mundo bebe, todo mundo samba, todo mundo trepa, mata, tem raiva! Com isso, deixa de ter aquela coisa maniqueísta de Bem vs. Mal, até porque, a gente sabe que na vida real as coisas não delimitar assim, todo mundo tem o bem e o mal dentro de si. E fica mais fácil torcer pelo mocinho e odiar o vilão. Em Guerra de Tronos não tem nada disso. Tudo bem que gostei demais do honrado e nobre Eddard Stark, mas como não amar o anão, Tyrion Lannister, que poderia ser visto por outros como um cara ~do mal~~ mas ele é gente fina pacas hahaha. Poxa, queria tomar uma cerveja com ele naqueles butecos do baixo Augusta. Dá pra se afeiçoar pelos personagens muito fácil, detesto certas atitudes que a Sansa (filha do Eddard Stark) tomou mas você consegue compreender porque a personagem faz as coisas que faz, rola empatia, pelo menos comigo foi assim.
Aliás, as personagens femininas são ótimas. Todas de muita personalidade e fibra. Eu tenho dificuldade pra gostar de personagens feminina, mas amei todas as mulheres de Martin. Tem a Catelyn Stark, casada com o Ned (apelido de Eddard), mãe de cinco filhos! Parece que Catelyn está em todos os lugares quando trata-se de cuidar da sua família, parece um polvo com oito braços no sentido de tentar ajudar/apoiar/remediar as coisas que não acontecendo ao longo da história com a sua família. E tem que ter mesmo, porque são cinco filhos e o marido e os problemas da família Stark enfrenta neste livro são tensos. Sem contar o pai, irmão e segue  lista de pessoas que Catelyn tenta zelar a sua maneira. Ela tem uma tomada de decisão, dá uns conselhos legais para o Robb Stark (seu primogênito) e não deixa de ser mãe. Vê o filho indo pra guerra se faz de forte mas por dentro tá MORRENDO.
Tem a Cersei Lannister, casada com o rei Robert. Ela é muito esperta do tipo PERIGO PERIGO e não mede as consequências pra defender seus interseres e os interesses dos filhos, doa a quem doer. Se matar ela mata, entendeu? Tá muito mais ligada no jogo dos tronos do que a Catelyn, AO MEU VER. Pelo menos neste livro. Cersei é dona de um dos meus quotes favoritos:

"Quando se joga o jogo dos tronos, ganha-se ou morre. Não existe meio termo"

#congela #oioioi #vixe



Também queria falar da Daenerys Targaryen (ai os nomes são bem estranhos, mas depois vc se acostuma) que é a princesa descendentes de dragão. É! ACHEI BIZARRO, mas é foda o negócio. A família dela Targaryen que governava os sete reinos e esta família dela tinha o costume de casar irmão com irmã, primo com irmã e assim por diante, pra manter o sangue puro. Só que isso a gente sabe que isso dá problema genético, dai teve um rei Aerys (ai, era o Aerys? MUITOS NOMES, MAS O QUE IMPORTA É O CONTEXTO HAHA) que era bem louco e sanguinário e acabou sendo morto pelo Robert e seu bando (nem vou entrar em detalhes, porque vcs precisam ler) e tomou o trono. E essa querida Dany, que atualmente tem 14 anos (se não estou enganada) teve que fugir com seu irmão pra PQP porque senão eles iriam morrer. Dany era criança na época e fica na outra parte do continente, o irmão dela, Viserys, quer retomar o trono de qualquer jeito, só que ele não tem grana e nem um exército. Viserys acaba vendendo esta irmã para o que eles chamam de "selvagens" (e de fato são mesmo em alguns aspectos) para o rei dos senhores do cavalo. E essa menina é fantástica. Primeiro achava que Dany era doida, porque ela ficava repetindo toda hora "Sou sangue do dragão" mas olha, tem que ser mesmo, devido as situações que ela vivencia. Amei forte as passagens que foram contadas no ponto de vista dela. Dany ganhou meu coração mesmo. É de uma feminilidade mas sem ser do tipo donzela frágil, ela desabrocha durante as páginas, é bonito de vê-la tomando as rédeas do seu destino. Só quero ver o que ela vai aprontar no próximo livro. :))))))))))))))
Nossa, essa resenha ficou enorme, mas eu não contei nem 1/3 do livro. A narrativa do Martin é VICIANTE. Isso explica as pessoas com os livros enormes se equilibrando no metrô e no ônibus, porque quando você começa a ler não quer parar mais. As descrições, a forma de como ele termina cada capítulo, sempre com uma surpresa, com suspense. O cara sabe o que faz! Sem contar que tem passagens que te fazem refletir sobre as coisas da vida. As falas de Tyrion Lannister, são foda e fazem todo um sentido universal hahaha. Os últimos capítulos do ponto de vista do Eddard, aquele conflito entre fazer o que é certo e fazer o que lhe faria bem. É ANGUSTIANTE o final. Eu chorei no ônibus lendo hahaaha. Voltei e reli pra saber se tava lendo certo!

#chatiada

Já vi uns episódios do seriado, eles deixaram algumas coisas de fora, tá bem fiel (principalmente as características físicas dos personagens), mas nada se compara ao livro. Ele é muito rico mesmo. A narrativa é foda demais. Quem só assistiu os seriados precisa ler o livro, porque vocês estão perdendo detalhes importantes. A história é muito bem contada! Já comprei a continuação e se eu sumir daqui, vocês já sabem!

LEIAM, LEIAM, LEIAM. É MUST READ! 


ME EMPOLGUEI SORRY HAAHHA



domingo, 13 de janeiro de 2013

Cinquenta tons de liberdade, E.L. James

Esse post estava pra sair faz tempo, visto que terminei de ler o livro em novembro do ano passado. Acabei procrastinando e cá estamos nós. Se Cinquenta Tons mais Escuros era pura água com açúcar, Cinquenta Tons de Liberdade é muito mais que isso, poderia ter sido escrito pelo NICHOLAS SPARKS. Pra quem não sabe (o que eu duvido muito), Nicholas Sparks é autor de dezenas de romances beeeeeeeeeeeeeeeeem melosos e quase alguém sempre morre no final dos seus livros. Cinquenta Tons de Liberdade é tipo Sparks, mas sem morte e com sexo. Aliás, nem sexo... eu não me lembro de nenhuma cena de sexo neste livro que tenha sido relevante. 
Estava monitorando a parte de estatísticas que o blogger oferece e muitas (mas muitas mesmo!) pessoas estão chegando aqui fazendo a seguinte pergunta para o Google: cinquenta tons de cinza tem sexo anal? Eis a resposta da pergunta que não quer calar: não que eu tenha visto. HAHAHAAH! Assim, o Christian bem coloca uns brinquedinhos na Anastasia uma vez (que eu me lembre), mas ele mesmo pegar a moça por trás e rolar um sexo anal, não. Então, pra mim, não tem sexo anal de verdade, a não ser que vocês considerem que colocar um plugue anal seja sexo anal... que conversa braba, meu Deus, hahahaa.
Vou soltar uns spoilers agora, moçada: Anastasia se casa com o nosso querido Mr. Grey, passa as férias velejando por aí e no fim do livro, a bendita me arranja um filho e todos vivem felizes para sempre. Final mais sparkiano IMPOSSÍVEL! 



Quando ela fica grávida eu quis MATAR e jogar o livro longe. Porque com casamento, adeus toda aquela premissa que rolou no primeiro livro. Lembram daquele contrato que o Mr. Grey mostra pra Anastasia, com todas as coisas que ele poderiam fazer e tudo mais? Pois é, com a vinda desse filho, todas as minhas esperanças de acontecer pelo menos alguma coisa daquela lista imensa foram por água abaixo. 



O que me divertiu em toda essa série foram os e-mails que os dois trocam, são divertidinhos. A leitura é muito rápida, então, se você conseguiu sobreviver a chatisse da Anastasia no primeiro volume, consegue ler os outros dois sem dificuldades. ~fim dos spoilers~
O livro está fazendo tanto sucesso assim porque muitas mulheres sonham em moldar o homem ao seu gosto, como a Anastasia conseguiu, de tentar mudar traços de personalidade até que se adapte. Faz sucesso porque é um livro de romance, que contem cenas de sexo e que não agride muito aos olhos. Tudo é muito bonitinho, fofinho, arrumadinho. Faz sucesso porque é uma trama simples, de um casal que consegue superar as suas dificuldades, os seus estranhamentos e é feliz no final. Para muita gente este foi o primeiro livro de conteúdo sexual, qualquer que seja a faixa etária. Tá vendendo igual água porque as pessoas estão curiosas e sexo vende desde que o mundo é mundo. 
Querendo ou não, essa onda de Cinquenta Tons, abriu o mercado editorial para romances do tipo aqui no Brasil. Tem muita coisa ruim vindo com essa onda (umas cópias descaradas) e coisa boa também (assim eu espero). Eu que não achava pra comprar em Agosto o livro História de O. em lugar nenhum. Em dezembro a editora lançou novamente e achei na Cultura, simples assim. Questão de 4 meses um livro que não achava nem em sebo, estava em lugar de destaque na Livraria Cultura. 
Minha opinião sobre a trilogia é que achei divertida, sim. Não achei o pior livro do mundo e nem o melhor. Não estou procurando um homem como o Christian e nem acho legal tudo o que ele faz (obsessivo, controlador, mandão, infantil), mas ele sempre tratou a Anastasia com todos os galanteios de príncipe encantado. Acho que isso que deixou a maioria das leitoras fascinadas foram os pequenos detalhes. O cara tira a maquiagem dela antes de dormir! QUÉ DIZÊ. Abre a porta do carro, manda ela comer direito, é muito cuidadoso. Quem não quer um cara que te trate como uma princesa? Pois é. 
Eu recomendo esta série pra quem curte coisas do Nicholas Sparks, porque é um banquete. Ambos tem leitura fácil, é uma distração pra dar risada e comentar com as amigas depois. E antes que as leitoras que curtem Nicholas Sparks venham aqui e briguem comigo, coloquem a mão na consciência  Sparks inventou uma fórmula e a segue em todos os seus livros, é uma água com açúcar danada e abusa do romantismo. 
A trilogia Cinquenta Tons não se trata de sadomasoquismo (como ela foi vendida) é um romance que contém um elemento ou outro de sadomasô. APENAS. Aqui vai as minhas dicas, quer conhecer mesmo sobre o universo sadomasoquista e como funciona a cabeça de uma submissa, leia História de O. porque é um livro fantástico. Leu Cinquenta Tons mas achou muito fraco e esperava umas cenas mais fortes de sexo? Leia Toda Sua.
Enquanto isso, vamos esperar pelo filme...




IMAGINA NA COPAAAAAAAA HAHAHAHA

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Tem que lutar, não se abater


Só se entregar a quem te merecer
Não estou dando e nem vendendo como o ditado diz.
O meu conselho é pra te ver feliz.




Música tema da família. 2013 já começou delícia.

sábado, 22 de dezembro de 2012

História de O, Pauline Réage

Esta leitura é uma indicação da Tatiana Feltrin. Ela fala um pouco sobre o livro naquele vídeo sobre o Cinquenta Tons de Cinza. Fiquei curiosa na época, mas a preguiça de procurar em .pdf (odeio ler no computador e não tenho tablet muito menos kindle) falou mais alto e a indicação ficou arquivada. Passeando um dias destes na Cultura achei sem querer querendo esta belezinha. Resolveram relançar, porque eu já tinha procurado pra vender por aí e estava esgotado nas editora. Enfim, que livro
É sempre bem mais difícil falar sobre um livro que você gostou e saboreou a leitura até as últimas palavras. 

"Deitada sobre o lado esquerdo, sozinha, no escuro e no silêncio, aquecida entre o forro e a coberta, e sem poder se mexer, O se perguntava por que sentia tanta doçura se misturando ao terror, ou por que o terror lhe era tão doce". 

A narrativa começa quando O é levada para um castelo pelo seu atual amante René. Chegando no castelo, descobrimos que ali existe essa sociedade sadomasoquista, daquelas que os cavalheiros levam uma mulher, que são usadas como escravas sexuais. Tenso? Pois é. A escrita é bem direta, mas em nenhum momento ofende o leitor. Lembram, quando falei sobre Toda Sua e fiquei com nojo do personagem principal, porque tudo era descrito de uma forma tão porca e vulgar. Isso não acontece em História de O. São descritas várias coisas e cenários do mundo sadomasoquista, do todo jeito que você imagina, mas tudo é colocado de uma forma sem ser vulgar. 

"Você confunde amor com obediência. Você vai me obedecer sem me amar, e sem que eu te ame". 

Mas, voltando ao que interessa, lá neste castelo, O passa por um monte de coisas e o tempo todo eu me perguntada o porquê dela se sujeitar tudo aquilo. No decorrer da leitura, eu passei a compreender melhor todo aquele universo, de prazer com a dor. O que me tocou mais foi todo o psicológico que a autora retrata. Abrir este livro foi como entrar em um quarto escuro, de primeira você não enxerga nada, não entende e não sabe o que está acontecendo, até que seus olhos se acostumam com o escuro e você percebe as coisas. Foi tipo isso! Conhecemos a personagem, as suas vontades, a relação que ela tem com os seus mestres, como ela se sente feliz de estar ali, entregue de todas as formas possíveis. Sei que parece loucura dizer isso, porque O, acima de tudo é uma submissa, mas tem muito feminismo nisso tudo. A partir do momento que O se assume como SIM, EU GOSTO DE SER TOMADA POR VÁRIOS HOMENS. SIM, EU GOSTO DE SENTIR PRAZER DESTA FORMA. SIM, ESTE É MEU CORPO E SOU ME SINTO BEM ASSIM, é fantástico. Lógico que ela não fala dessa forma, mas você percebe como ela mudou. E tudo é TÃO bem escrito, tão poético, que puta que pariu. Eu achei foda demais. 

"(...) ela podia recusar, nada prendia a sua escravidão, a não ser o seu amor e sua própria escravidão".

Outra coisa legal é que a autora Pauline Réage descreve todos os figurinos das personagens femininas, com os mínimos detalhes. É um capricho e O anda numa estica de fazer qualquer it blogueira chorar de inveja hahaha.Vou dar alguns spoilers agora, porque eu não resisto e PRECISO compartilhar. Não é nada que comprometa a leitura, mas se você não curte spoiler, fica avisado.

Quando René a leva para o tal castelo, ele tem que abrir mão dela, né? Dai achei esse quote bastante interessante.

"Ele não queria se separar dela. Quanto mais a entregasse mais ela pertencia a ele. O fato de oferecê-la era mais uma prova , e devia ser para ela também, de que ela lhe pertencia; só se pode dar aquilo que se tem".

Mais pra frente, René decide entregar O para Sir Stephen, que é meio-irmão de René. A relação entre os dois (nada de sexual) é bem interessante também. Enfim, esse Sir Stephen é o pica das galáxias e quando O começa a conviver com esse novo mestre as coisas começam realmente acontecer. Segue uma passagem que achei bem interessante

"(...) sua boca foi aberta pela língua de Sir Stephen, e ela gemeu de felicidade e entrega. Os bicos dos seus seios endureceram na mão de Sir Stephan. Com a outra mão, ele remexia tão brutalmente o seu sexo que ela pensou que fosse desmaiar. Será que algum dia ela teria coragem de dizer a ele que nenhum prazer, nenhuma alegria, nenhuma imaginação, aproximava-se dessa felicidade proporcionada pela liberdade com a qual ele a usava, vinda do fato de que ele sabia que com ela não havia nenhuma precaução a tomar, nenhum limite à maneira pela qual ele podia buscar o prazer no corpo dela? "

FIM DOS SPOILERS.

Achei interessante a história, me cativou mesmo essa loucura toda, dessa forma de amar tão diferente.  Depois compreendi e achei bonito. E pensar que isso foi escrito em 1954! Imagine como isso foi na época. Um escândalo. O livro tornou-se um clássico, recomendo fortemente a leitura. Nem que depois você compre e ache ruim, venha aqui me xingar haha quero saber a sua opinião. Ah, o prefácio ter spoiler enorme, então, leia o livro e depois leia o prefácio. 
Comprei História de O na Livraria Cultura por R$46,20. Acabei de ver que aumentou um pouco, mas super vale a pena. 


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Divergente, Veronica Roth

Muito difícil de escrever qualquer coisa sobre Divergente, porque eu adorei este livro. Mais uma distopia que li esse ano, esse tipo de gênero tem que atraído bastante. A história se passa em Chicago em um futuro distante, onde a sociedade é dividida em cinco facções: Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição. Quem narra história é Beatrice, que foi nascida e criada na facção da Abnegação. Ao completar dezesseis anos você pode escolher pra qual facção quer pertencer para sempre. É feito um teste de aptidão que mostra qual facção tem mais a vez com as suas características. Independente do resultado do teste você pode escolher pra onde que ir e esta escolha vai delinear pra sempre quem você é. Muito tenso. Se você escolhe uma facção onde não foi criado, tem que abdicar de família, de amigos, de tudo, porque a sua facção vem em primeiro lugar. O negócio é puxado, é SIM ou NÃO, não existe meio termo. 
O livro é empolgante do começo ao fim, desde a escolha da Beatrice (ela vai embora? Vai ficar? E o irmão dela?) até as últimas páginas.
Não quero dar muito spoiler, mas achei bem animado, com bastante ação. O que me conquistou mais é que a Beatrice (que vira Tris depois) não me irritou. Eu tenho problemas com personagens femininas, estava achando até que eu era machista, porque sempre via defeito em algo nas personagens dos livros que andei lendo. Mas cara, a Tris me conquistou porque ela é o meio termo, é real. Não é aquela guerreira durona, cheia de si e que sempre me enche de tédio, tipo a Katniss de Jogos Vorazes. Mas também não é uma bunda mole. Os medos, as reações e as alegrias da Tris são de uma menina normal e ser normal, neste caso, não é ruim. E a maneira como ela enfrentou todas essas aventuras, desde a sua escolha e até a coragem pra enfrentar os pais, eu achei digno. Matar bandido todo mundo mata, mas encarar as suas escolhas e lidar com pai e mãe são outros quinhentos. Tô mentindo?
E tem um personagem masculino muito amor chamado Quatro. Me derreti toda. MUITO AMOR EM NOSSOS CORAÇÕES. É apenas o que eu posso dizer. 
O final do livro é bem alucinante. Eu estava lendo no ônibus, dai chegou a hora de descer e fiquei a manhã toda sem conseguir trabalhar direito pensando nas 50 páginas que faltavam para terminar a história. Quando terminei,  quis sair quicando e estou pensando seriamente em comprar a continuação em inglês, porque a tradução do segundo volume só no segundo semestre de 2013, acredito eu. Falei, falei e falei mas não falei direito da história, né. Acho que se eu contar muito, vai perder a graça, tem que ler pra saber. 
Quem gostou de Jogos Vorazes vai gostar de Divergente. Quem gosta de young adult com bastante ação e com coisas fofas, MAS SEM SER MELOSO, PATÉTICO OU MALHAÇÃO, vai adorar também.
Recomendo :)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

2012

Como explicar esse 2012 na minha vida? Apesar do meu pai ter morrido, sinceramente, não acho que foi o pior ano da minha vida. Pra mim foi muito mais aprendizado. 
Eu tenho a lembrança que 2011 foi muito mais traumático. Meus pais doente de uma só vez. Nossa, só de lembrar eu tenho dor no estômago. A Lady morreu e eu estava desempregada. E desemprego, meus amigos, é uma das coisas mais chatas que pode acontecer com uma pessoa. Da última vez que tinha ficado desempregada durou três meses, o que foi bom, porque você descansa e tudo mais. Só que sete meses desempregada foi o diabo. A gente se sente bem inútil. E me recusava a sair de casa pra ganhar menos do que já ganhava no Hotel California. Meu pai discutia isso comigo, porque ele achava que eu não estava muito em posição de escolher as coisas. Mas eu bati o pé. O mínimo que eu posso fazer é escolher onde trabalhar e o mínimo que vou receber. Me enchi de dívidas porque liguei o foda-se. Sai sem ter dinheiro, viajei sem ter dinheiro e foi bom. Aproveitei meus amigos. Eu tinha tempo de sobra! Agora que estou trabalhando tô pagando tudo pro banco sete meses de saldo negativo e cartão de crédito estourado hahaha. E nossa, como é bom quitar uma dívida. Como é bom colocar dinheiro na poupança, mesmo que seja R$ 50, é melhor que nada.
2012 foi o ano que meu pai morreu, mas foi o ano que a minha mãe enfrentou o câncer de mama. O ano que vi a minha mãe ficar careca sem poder fazer nada. Também foi o ano que vi a minha mãe ficar mais fraca e mais forte ao mesmo tempo. E agora tá tudo bem. Os exames foram positivos e a médica disse pra minha mãe "É vida que segue, dona Adelina". 

Mãe na quimioterapia. Ela já estava com as veias meio ruins nessa época.

2012 foi o ano em que mais engordei e comi kit kats e pringles na minha vida. Eu não posso nem sentir cheio de kit kat que já fico enjoada. Dai, entrei pra academia e tem me fazendo um bem danado.

Treino A e treino B

2012 veio para mostrar mais uma vez como eu tenho amigos MARAVILHOSOS e uma família LINDA. Sério. Meu bem precioso, meu tudo. Pra me fazer rir, pra me fazer chorar, pra me motivar, pra rachar a conta do bar, me dar conselhos, pra tudo. Tudo, tudo, tudo. Não estou sozinha nunca. <3 p="p">
Não consigo pensar que esse ano foi tudo de ruim e tudo de negativo. Um monte de gente chegou pra mim e disse "poxa, esse foi o pior ano da sua vida". Cê sabe que não? Em 2011 eu estava muito pior emocionalmente. Cheia de dúvidas, meio desolada. Não sei explicar. Aprendi tanta coisa. 

HAHAHAHAHAHHA

Meu pai ter morrido assim, de repente, foi uma bosta. Ninguém achava que ele ia morrer. Ele já tinha sido internado diversas vezes ano passado e chegou a ficar um mês no hospital por causa dos pulmões. Me culpei muito no começo porque não levei a sério, achei que ele ia sair numa boa como todas as outras vezes. Na manhã do dia primeiro de maio (o dia que ele faleceu), eu subi até a UTI e vi que meu pai tava mal, não conseguia falar direito. A gente ficou falando por gestos uns 20 minutos, foi até engraçado. Lembro que olhei para o lado e tinha um senhor de idade isolado na UTI e uma moça, tipo minha idade, chorando em cima do leito e eu pensei feliz "ainda bem que meu pai não tá assim". Horas depois meu pai morreu. Parece brincadeira. 
O que eu penso em relação a tudo isso, mortes/sofrimento e luto é que, você tem que passar por isso uma hora. Mais cedo ou mais tarde. E poderia ter sido pior. Meu pai poderia ter sofrido mais. Minha mãe poderia estar doente, eu desempregada e mais gorda ainda, do tipo ter que se enrolar um lençol no corpo porque não tem roupa que serve mais hahahaha. Meu irmão poderia estar longe e eu sem amigos. E eu poderia ter pedido a fé que eu tenho nas coisas e nas pessoas.

Fazendo a loira do banheiro haahha

Tragédias e mortes acontecem toda hora, com todo mundo. Eu não sou a única que perdeu o pai, que a mãe teve câncer. Cada um lida com as coisas de uma maneira. A gente sofre quando tem que sofrer, chora o que tem pra chorar e tenta não se afogar. O que me mantém no lugar, o que me faz sair daquele mar de saudade e tristeza, são as coisas que eu tenho. As pessoas, a minha casa, os meus sapatos, os filmes que ainda tenho pra assistir e os meus livros na estante. A gente tem que pensar nas coisas que conquistou. Posso não ter muito dinheiro e ganhar pouco, mas em algum lugar eu estou acertando, sabe? Com meus amigos e com a minha família. Então pra mim tá tudo ótimo. Eu quero mais que 2013 venha. Se eu tiver que cair de novo, já sei como se levanta e sei que não estou sozinha.



Maio pode ter sido o pior mês que já vivi, mas o ano de 2012 me fez criar casca para enfrentar as coisas e amar muito mais e rir muito mais alto.