15 de setembro de 2014

Dancing in September

Ai, gente, vai chegando o final do ano e é inevitável eu me perguntar: O QUE QUE EU FIZ ESSE ANO? 2014 definitivamente não foi (bom, até agora) o meu ano mais produtivo. Eu enrolei, adiei e procrastinei muitas coisas. 
Sou uma pessoa que, infelizmente, vive o presente. Eu tenho muitas vontades, muitos sonhos mas, como eu já disse aqui, eu não me esforço REALMENTE pra tudo acontecer. Porque sou acomodada. Eu sou essa grande bola quadrada que funciona aos poucos. Eu vivo o hoje. Hoje estou aqui "com vocês", escrevendo meu blog, tomando meu café e escutando Earth, Wind & Fire. Amanhã pode nem acontecer. E esse meu senso de HOJE deu uma leve piorada depois do falecimento do sr. meu pai. Porque sim, ele acordou meio mal um dia, #partiu hospital e em menos de 24 horas seus pulmões pararam de funcionar e acabou-se o que era doce. Então, tô sempre aproveitando (mais do que antes) a companhia das pessoa, as comidas, as bebidas, as festinhas, as viagens de final de semana, as conversas, os livros. Tudo pra hoje. 
Parece bom e poético, mas na prática é bem prejudicial em certos momentos. POR EXEMPLO, acabo gastando dinheiro com coisas que eu não preciso. CONTROLE DE DINHEIRO SEMPRE FOI E SEMPRE SERÁ MEU PROBLEMA. Eu não deveria falar isso, assim, ainda mais em CAPS LOCK, mas já aceitei. 

- Gasto mais do que ganho;
- Tenho problemas de organização de agenda. Marco mais compromissos do que posso cumprir na ânsia de querer estar em todos os lugares e com todas os amigos, família, cachorro ao mesmo tempo;
- Não consigo cumprir metas a longo prazo. 

Pensando nisso e vendo a vida passar e eu não conseguindo realizar muitas coisas, tracei um plano numa noite de insônia. Acordei em 01.09.14 pensando: VAI DAR CERTO. Pequenas metas em um curto prazo de tempo. Olha, já colhi já bons frutos. 
Finalmente eu troquei de óculos. Parece uma coisa TOLA, mas eu estou refém dos meus óculos desde sei lá quando. Teve uma vez que o marido da minha amiga pediu meu óculos pra limpar as lentes porque achou que estava sujo. Não, 'tarra é riscado mesmo. CÊ VÊ A SITUAÇÃO PRECÁRIA A QUAL ME ENCONTRAVA. 

Retrô Camies

Quadradinha meio com cara de professora


Tudo falta de planejamento, de orçamento. Eu usava a mesma armação em lentes desde 2002. Também risquei da lista "cortar o cabelo". Meu cabeleireiro não me via desde Novembro/2012. E ele ainda me deu bronca (cê jura?) porque não posso ficar tão sumida, que preciso cortar o cabelo pra dar força e todo aquele papo. Pois é, a gente gasta R$200 reais em livro na Cultura, dai mês seguinte você compra sei lá o quê e o dinheiro do cabelo, da armação de óculos, da luminária nova pro quarto fica sempre pra depois. 

Meu cabelo tava quase na bunda, agora tá no ombro. 
GOSTO ASSIM.

Também comprei o domínio do blog - FINALMENTE! - e vamos ver se consigo ajeitar as coisas e fazer minhas pequenas metas virarem um GRANDE OBJETIVO ALCANÇADO. Oremos! 
Setembro mal começou e já estou TE CONSIDERANDO PAKAS \o/



7 de agosto de 2014

#batomemexcesso

Te falar que estou satisfeita, menina? Pois é. Ultimamente tem acontecido de amiga minha me marcar em foto quando ela usa um batom fora da sua zona de conforto. VITÓRIA! É TETRAAAAAAA! Minha relação com a maquiagem teve inúmeras fases. Quando eu era criança, eu morria pra usar os batons da minha mãe. Quando ia passear com a minha família no shopping, eu passava o vermelhão. Uma vez que cismei que queria ir na escola com batom vermelho, minha mãe deixou e eu voltei com um bilhete na agenda das "tias" falando do meu batom. Acho que a minha mãe nem me lembra dessa história, mas me lembro bem. Eu tinha, sei lá, uns 5 anos? 
Depois dessa fase da infância e crescimento, chegou as dores e os amores de ser uma adolescente fora do padrão. Bullying, baixa auto-estima e CHATICE CONSTANTE DE SER ADOLESCENTE. Achava que batom vermelho nos meus lábios não ficavam bom e só usava make no olho. O lábis preto tornou-se meu melhor amigo. 

Lápis preto: amor da adolescencia 

Já na faculdade, comecei a descer a Rua Augusta e cair na noite. Nunca liguei para a minha aparência, mas eu fazia vários rolês com meu padrinho Sirius Black (eita, May!) que sempre saia sempre bem arrumada, make impecável. Sombra rosa, sombra amarela, delineado grosso, delineado fino. Dai, comecei a comprar mil coisas na revistinha da Avon, mas acabava não usando nada... Minha mãe clamava para eu voltar a usar o batom vermelho, mas eu não conseguia. Achava que ia ficar parecendo uma vagabunda e só usava batom da cor marrom.
Gente, vamo falar a verdade? Quem aqui tem dificuldade com esmalte vermelho e batom vermelho porque "DIZ QUE É COISA DE PUTA"? Eu lembro na época que blogava no Mão Feita, o que tinha de gente com preconceito com o esmalte vermelho, que era coisa de vagabunda. Vermelho, uma cor tão bonita e chamativa. Põe mais uma na conta do patriarcado, mas né, tô aqui pra falar de dos batom. Deixa esse assunto pra mais tarde... 

ALÁ O BATOM MARROM! E essa cara de emo? Perdoa eu, vai. 

Tive uma fase bem ruim aí do #ComboMorte (desemprego, falecimento do meu pai e câncer da minha mãe) dai teve um dia que estava arrumando minha bolsa e encontrei um batom que amava da Avon e pensei "há quanto tempo não uso isso?". Então, voltei a usar meus batons lindinhos da Avon. E sempre tive vontade de usar um vermelhão, mas né, achava que não ia ficar bom. Seguia no rosa, no marrom e no vinho. Até que um dia eu fui trabalhar e um amigo meu perguntou "nossa, esse seu batom não está em excesso?" e eu fiquei de cara. GENTE, COMO ASSIM? Foi então que nasceu a hashtag #batomemexcesso no Instagram. Algumas meninas comentavam comigo "Camie, não tá em excesso" e dai explicava o porquê da hashtag. É tipo um grito de liberdade! Meu, você se sente bem usando um batom verde, uma cor azul ou um nude? ENTÃO USA. Tá com vontade de usar um vermelho? SE JOGA

Na formatura de uns amigos meus: só fiz um olho e rímel. 2009 isso aí, eu acho haha #dory


Blush + sombra preta. 

Durante anos fiquei achando que não era digna de usar um vermelhão, que era muito beiçuda ou que ficaria over demais. Tudo é uma questão de se achar bonita, mas, assim, bonita de verdade. Minha relação com a maquiagem é bem imediata, sempre foi. Não tenho paciência de sentar e fazer uma pele, corretivo, passar pó, dai passa isso e aquilo. Geralmente dou uma caprichada maior quando vou sair a noite, de fazer a pele tim tim por tim tim. Acho uma maravilha essa invenção de bb cream, porque uso quando aparece alguma espinhazinha ou estou com umas olheiras. Eu gosto mesmo do batom e do lápis. Na adolescência não usava rímel porque uma vez usei e uma amiga disse que eu parecia a Emília do Sítio do Pica Pau Amarelo hahahaa. Pra mim o negócio tem que ser rápido. Saio do banho, me visto, passo um lápis e um batom e pronto. Essa sou eu. Mas tem mulher que só sai de casa de maquiagem completa, tem outras que não deixam o namorado vê-las sem uma base no rosto (o que eu acho um absurdo). Cada uma é cada uma e aos poucos a gente vai se libertando e, principalmente, se encontrando. E até quando a gente vai ficar carregando trauma de namorado que não gostava de cor X, de amiga que falou que você era Emília, da revista Nova que disse que não pode usar sombra verde? CHEEEEEEEEEEEEEEGA.

 Cereja Intenso, da Avon. Essa foi a cor do #batomemexcesso


Esse dia eu fiz a pele porque era aniversário da Marcela e quis sair bem nas fotos HAHAHAH 


Dangerous, da MAC. PODE LARANJA SIMMMMMMMMM

Russian Red, da MAC. Meu vermelho favorito e poderoso. 
Quero fazer amor e engravidar desse batom hahahaha

Gostaria de agradecer as minhas musas do batom vermelho: Milena, Cinthya RachelBia, YOU ROCK MY WORLD! Beijo pro Padrinho, porque né, sempre presente e que me ensinou que pó é pra tirar o brilho da cara, que não é frescura não. Hahahaha. Só sei que fico muito feliz quando as amigas usam a hashtag #batomemexcesso no Instagram, a NOSSA HASHTAG. Bora espalhar o #batomemexcesso por aí e elevar a nossa auto estima, porque somos tudo diva e um batonzinho nunca é demais.


30 de julho de 2014

Exercite a gentileza

Um lugar bom de observar o mínimo de civilidade das pessoas é no supermercado, no transporte público, numa fila qualquer. Bote reparo e observe o seu e o comportamento alheio. 
Vamo lá:

CI.VI.LI.DA.DE
1. Caráter do ato ou comportamento que segue os costumes relativos à boa convivência entre cidadãos, ou as convenções de demonstração de consideração e respeito mútuos.
2. Observância às formalidades ou convenções entre os membros bem-educados de uma coletividade. 

Ontem fui no Pão de Açúcar comprar umas coisas pro café da tarde e uma mulher (deveria ter uns 32 anos, portava uma carteira bonita, iPhone em mãos e uma bolsa da Louis Vuitton) colocou suas compras na esteira e largou o carrinho na minha frente. A caixa começou a passar as coisas dela, iniciou o processo do CLIENTE MAIS? CPF NA NOTA? SENHORA ENCONTROU TUDO O QUE PROCURAVA? e eu esperando a mulher tirar o carrinho e levar pro corredor, sei lá, TIRE O CARRINHO DA PASSAGEM. Mas o carrinho ficou. Ok. Dei um empurrãozinho no carrinho e a mulher olhou pra mim, dai perguntei se ela iria usar o carrinho, ela disse que não. "Ok, então acho que a senhora deveria tirar ele daqui do corredor e levar no lugar, ou pelo menos encostar ali na frente do caixa, porque tá atrapalhando aqui". A mulher ficou uma arara, falou um monte. Eu disse "Mas gente, foi a senhora que usou o carrinho, seria de bom tom você não atrapalhar a passagem". A caixa olhou pra nós duas, o povo da fila bufou e a mulher foi embora e deixou o carrinho onde estava. Passei as minhas compras e fui levar o carrinho no lugar, porque NÉ, dai o moço que estava atrás de mim disse pra deixar lá porque ele ia no estacionamento e ele faria essa gentileza. Qué dizê, o mundão não tá tão perdido.

"Não importa o que os outros estão fazendo. Importa o que VOCÊ está fazendo"

O que eu quero dizer com isso? Quando eu comecei a estagiar na hotelaria comecei a lidar com o público. Na teoria as coisas eram maravilhosas, mas na prática, lidar com as pessoas é bem difícil. Ainda mais quando você está no papel de prestador de serviço. Em 2007 (ou 2008? não me lembro) apareceu uma gerente nova e bastante enérgica, a Juliana Constantino (saudades!) que ensinou um negócio pra mim que pratico desde então: EXERCITE A GENTILEZA. E é isso que quero dizer pra vocês aqui. EXERCITE A GENTILEZA. No começo é DIFÍCIL, mas o negócio torna-se um HÁBITO com o passar do tempo. Você vai ver que o universo conspira. E às vezes é bom ser gentil com quem é escroto, na maioria das vezes, você vê a expressão facial da pessoa se transformar. Isso e mágico. VALE A PENA
Exercite a gentileza no trânsito. Sei que é foda, que é complicado. Dê passagem. Cuidado com o pedestre. Com o ciclista. "MAS ELE TÁ ATRAVESSANDO FORA DA FAIXA", ok, mas tome conta dele e deixe o doido passar. Segure a porta do elevador. Bom dia, boa tarde, boa noite. Obrigada. Com licença. Dê lugar para idosos e grávidas. Te falar que essa parte me irrita bastante, porque nego finge que dorme no banco do metrô, às vezes os próprios idosos são FOLGADOS E GROSSEIROS, mas cara, eu sempre acabo levantando e dando lugar. E nem tô falando aqui do banco reservado, porque isso aí nem entra em discussão. Tô falando quando você tá lá de boa, meio dormindo, cansadão e aparece um idoso ou uma mãe com duas crianças e ninguém faz nada. Eu levanto. É o mínimo. 
O transporte público é uma coisa que me tira mesmo do sério. Desperta o que há de PIOR em mim. O que me irrita é a falta de gentileza e civilidade. Tem aquele ponto no trajeto do ônibus que todo mundo desce, né? E sempre tem um apressadinho que SABE que você vai descer e quer te ULTRAPASSAR pra descer na sua frente. Aqui eu respiro fundo, dou um sorriso e aviso que também vou descer. Quanto mais raiva eu fico, mas gentil eu sou. A maioria das pessoas baixam a bola, mas tem gente que bufa e não tá nem aí. Dou passagem e sigo a minha vida. Não vale a pena se estressar, de verdade. Mas tem vez que me estresso, lógico. Um dia tive que levantar a voz com uma senhora porque ela SIMPLESMENTE ME EMPURROU sendo que não havia necessidade, o ônibus tava vazio e todo mundo ia descer. Seja gentil e educado e não otário. Reveja seu comportamento. Tem vez que pisamos na bola. Peça desculpas e se policie. 
Exercite a gentileza e tolerância no trabalho. Em casa, com o namorado, irmão, com as pessoas na rua, na cafeteria, enfim, é um negócio pra vida toda.
É difícil mas compensa. Sei que o mundo tá uma merda, Ebola, tretas mil na Faixa de Gaza, teve Copa mas não tem Santa Casa... enfim, posso citar mil exemplos de coisas ruins que estão acontecendo e sei que muitas dessas coisas não cabe a mim e nem a você solucionar, mas, cara, eu acredito que o nosso COTIDIANO e a nossa convivência pode sim melhorar. É um trabalho de formiguinha, e é tão mais fácil ser intolerante e devolver na mesma moeda. Mas essa cultura de "dar o troco" nunca deu bons resultados. Segura a bola. Dá um sorriso. Dê a vez. Seja gentil. Compensa muito e você vai ver como é bom ver alguém corresponder ao seu comportamento positivo.

"Mente positiva. Vibração positiva. Vida positiva"


27 de junho de 2014

Sobre inveja, redes sociais e fotos de viagem

Ontem esse vídeo viralizou no Facebook. Se você não viu, veja:



Esse tipo de coisa me irrita um pouco, sabe? "As pessoas são todas felizes no Facebook" e "a vida artificial do Instagram" e blábláblá. Será que a maioria das pessoas mesmo tão vivendo em função de CRIAR ASSUNTO pra postar no Facebook? Será que a nossa existência tá se resumindo a isso? Estou pensando em muitas coisas agora enquanto escrevo e vamos ver se consigo me expressar direito.
O vídeo faz uma crítica a superficialidade e como podemos manipular o nosso dia-a-dia boring em coisas do tipo SUPER LEGAIS MEU DEUS DO CÉU ESTOU BOMBANDO nas redes sociais. Eu não sei se meu círculo de amigos é tão excepcional assim (talvez seja hahaha) mas não acredito que meus amigos estão querendo ostentar uma realidade que não existe. O que eu acho é que tem muita gente se deixa morder pelo bichinho da inveja.




É até ruim colocar toda a culpa no sentimento INVEJA, que foi banalizado de uns tempos pra cá. Qualquer coisa que acontece, alguém já escreve em letras maiúsculas "ISSO TUDO AÍ É INVEJA". Eu acho que antes da gente se sentir infeliz porque o amigo tá postando foto uma selfie Times Square, camelos na pirâmides do Egito, uma plantação de tulipas na Holanda ou aquele pé na areia básico na praia, temos que pensar o que eu DEIXEI de FAZER para ESTAR LÁ. É muito fácil deixar se levar pelo sentimento de "todo mundo viajando menos eu", mas, sério, eu não tenho o direito de me sentir infeliz porque algum amigo meu efetivamente correu atrás do que queria e conseguiu viajar. Eu guardei dinheiro? Tirei passaporte? Corri atrás de visto? Me programei? Não. Então pronto. Tá aí a resposta pra tudo. Isso que me irrita demais! As pessoas sempre colocam a culpa no outro pelos seus fracassos e desleixos. O problema é meu se todo mundo saiu na sexta-feira à noite e eu fiquei em casa. Foi uma escolha MINHA. As pessoas tem o direito de se divertir, tem o direito de se relacionar, de expressar esse momento de felicidade. Meu sonho é ir pra Nova Iorque. Toda vez que começa o ano eu falo AGORA VAI, mas, de verdade, eu acabo não colocando como prioridade e eu tenho que lidar com isso.
Não me cabe aqui ficar medindo a felicidade ou infelicidade alheia. É normal ter inveja de alguma coisa, é normal se sentir carente, é normal a gente revirar os olhos para uma declaração melosa no facebook de um casal que tá completando 1 semana de namoro. O que não é normal é se alimentar de todos os sentimentos, de se sentir infeliz porque alguém conseguiu um namorado, porque o outro mudou de emprego e sei lá quem está correndo a décima maratona. Vai atrás e pára de reclamar e de se sentir pequeno atrás da tela do celular. Ergue essa cabeça, mete o pé e vai na fé.
Teve uma vez, no ano passado, que uma conhecida minha virou gerente de hospedagem de um hotel x. Eu vi aquilo e fiquei indignada. NOSSA, MAS FULANA VIROU GERENTE E EU AQUI ATENDENDO TELEFONE. MEU DEUS, TÁ TUDO ERRADO. Só que... eu quero, verdadeiramente, virar gerente de hotel? NÃO. Eu procurei alguma especialização na minha profissão? Eu gosto de Hotelaria? Na flor do sentimento, eu esqueci quais foram as minhas prioridades e os meus desejos. A gente se engana mesmo. E daí, eu fiquei feliz. Mas feliz de verdade. PORRA, FULANA VIROU GERENTE DE HOSPEDAGEM, ELA SEMPRE QUIS ISSO.
As redes sociais pra mim, antes de mais nada, servem para eu compartilhar as coisas com os meus amigos. Eu gosto de falar do livro que tô lendo, de postar o #batomemexcesso, um vídeo de pegadinha, de reclamar no trânsito da zona sul. Gosto quando algum amigo mais engajado fala algo sobre política, quando alguém posta algo de decoração ou compartilha fotos de maratona. Isso pra mim não é ruim, é a vida da gente, a vida das pessoas que são próximas, fisicamente ou não. Eventualmente tem chorume, tem coisas que discordo e que torço o nariz, mas as pessoas são diferentes e se todo mundo for igual, qual é a graça? 
Se alguém se identificou com esse vídeo, tá na hora de mudar. De viver a sua vida pra você. De resolver seus problemas, de assumir as suas escolhas e dar prioridade e parar de sofrer porque o outro casou e você não. Eu não vivo assim. Eu não sou 100% do tempo feliz e também não estou 100% no trânsito da zona sul hahaahhaa todo mundo tem seus momentos de tédio, seus momentos de comida congelada e de tomar um drink no Spot. A questão é o quanto você se empenha pra viver a vida do seu jeito, não dos jeito que você ACHA que os OUTROS devem ver.

10 de junho de 2014

A Filha do Louco, Megan Shepherd

Vamo falar de coisa boa? VAMOS FALAR MAL DE LIVRO RUIM! Êta nóis! Faz tempo que não venho aqui e descasco o abacaxi, não? O último abacaxi descascado foi o "Toda Sua" e aquele-livro-do-tigre que não merece nem ser nomeado.
Quando eu li a pequena sinopse na contra capa do livro e fiquei bem interessada. Dizia que Juliet e sua mãe estavam sendo desprezadas pela sociedade londrina porque seu pai tinha sido acusado de fazer experiencias com animais e humanos. POW! Gostei da capa, achei que seria um negócio meio sombrio, mistério, um young adult com uma pegada vitoriana. Ok. Comprei.


Durante as primeiras páginas, que contam um pouco como Juliet e a mãe estavam vivendo, do high society para a pobreza, foi tudo bem. O atual cenário é de Juliet trabalhando como faxineira da universidade na qual o pai ministrava aulas. Poucas páginas depois, a menina descobre que o pai tá vivão numa ilha bem longe e ela vai dele. Daí em diante é só ladeira abaixo. E eu vou contar a história pra você, porque ninguém merece passar pelo que eu passei lendo isso. Eu dei boas chances pra essa história, mas não deu mesmo. O que era pra ser um livro de horror transformou-se em triângulo amoroso nível Malhação.

  

Juliet fica sabendo que seu pai está vivo porque encontra "casualmente" um criado do seu pai, um mocinho selvagem&misterioso chamado Montgomery, que ainda trabalha pro seu pai lá na ilha da fantasia. Esse mocinho gosta muito da Juliet e ela dele, mas, até aí a gente releva. Bom, os dois vão para ilha em uma embarcação super precária, uma tripulação esquisita e um capitão mal humorado. Aqui a autora bem que tenta compor um ambiente misterioso e meio macabro, com as tempestades e os animais enjaulados que Montgomery levava pra ilha, mas, deu tudo errado. Tédio, tédio e tédio. Até que aparece esse náufrago chamado Edward, que é o oposto do selvagem Montgomery, um cara sério e bem apessoado e de berço. Quando esse Edward, que mal chegou, já queria sentar na janelinha, todo apaixonadinho e interessado em Juliet, eu fiz assim:



Eles chegam na ilha, a menina revê o pai, tem os animais-humanos e todo tipo de experiencia bizarra do dr. Moreau (que tinha tudo pra ser um vilão, mas ele é patético), mas o enredo do livro é todo errado e o ritmo monótono. Muito chato. Veja bem, você tem um cientista maluco que acha que é Deus, que faz várias experiencias doidas com animais, o cara é um monstro e a autora só fala de ROMANCE. Teve uma hora que fiquei tão sem paciência, que só lia os diálogos hahaha. 
Os personagens são todos mal elaborados! Os mocinhos, apesar da escritora deixar bem frisado que são opostos, MONTGOMERY/CORAÇÃO SELVAGEM e EDWARD/MOCINHO EDUCADO, eles são igualmente sem personalidade nenhuma. Tudo bem arrastado MESMO. Nem o final se salva com o twist bem TOSCO. Depois eu descobri que esse livro faz parte de uma trilogia! SÓ PIORA! Esse primeiro volume é baseado no clássico A Ilha do Doutor Moreau, o segundo volume se chama "Her Dark Curiosity" é baseado n'O Médico e o Monstro, e o último livro "A Cold Legacy" será baseado no livro Frankenstein. Megan Shepherd está com uma disposição enorme de estragar todos os clássicos de horror. Fica aqui a minha dica pra você passar longe desses livros, sério. 

4 de junho de 2014

Conversas noturnas

"Sinto uma ternura por essas conversas noturnas e vulneráveis, pelo modo com que as palavras assumem uma forma diferente no ar quando não há luz no quarto. Penso nas raras noites de sorte quando terminei o dia na casa de um amigo ou dividindo o quarto com um irmão ou amigo o qual gostava de verdade. Essas conversas me faziam acreditar que eu podia dizer qualquer coisa, mesmo quando estava escondendo tanto". 

Trecho do livro "Todo dia", David Levithan.

Essa passagem me lembrou as conversas diárias que eu tinha à noite com meu irmão. Graças aos deuses temos whatssapp e as conversas de noite ainda acontecem. Teve um dia que minha mãe disse "nossa, não sabia que vc conversava tanto com assim com seu irmão". A gente conversa assim desde sempre. Guigo foi meu primeiro amigo. 


27 de maio de 2014

Meme Rotaroots: 5 amores platônicos famosos

Maioooo já está no final. É hora de se mover, pra viver mil vez mais! \o\ /o/ Pois é! Maio tá quase acabando e eu não respondi nada do Rotaroots. Pura procrastinação, porque tempo eu tive. E o tema tá delícia, tá gostoso. AFINAL, FALAR DE AMOR PLATÔNICO É COMIGO MESMO HAHAAHAHAH. Vou por ordem cronológica...

David Bowie

Eu fui uma criança com gostos e amores peculiares haahah 

Tá todo mundo CANSADO de escutar essa história. Euzinha pequenina assistindo "Labirinto - A Magia do Tempo" e me encantei com o Jareth, o rei dos duendes, o fuckin' David Bowie. O amor platônico veio de de criança, eu nem era gente ainda, mas nossa, queria muito ser a Sarah e dançar com o Jareth. E dai, a gente cresce e descobre o Camaleão do Rock e a vida faz sentido! 

Sorriso tipo coringa! Morro de amores.

Senhor de respeito, de lenço e fazendo música boa até hoje. 
The Next Day foi lançado em 2013 e olha, não tem uma música ruim ali. 



Leonardo DiCaprio

Uma das fotos mais clássicas do Leo em 97/98

1997 foi um belo ano na minha vida. Na altura dos meus 11 anos, como esquecer o ano que conheci a MTV, que ia pra escola a pé e sozinha, o ano de TITANIC! O primeiro filme de adulto que fui ver no cinema (antes era só Disney, Disney e mais Disney) com a minha mãe, lá no CINE IPIRANGA no centrão de São Paulo. Faz tempo. Tô velha. Mas o amor pelo Leonardo DiCaprio só cresce. Eu lembro que saí do cinema CHORANDO dpois de ver Titanic, minha mãe morta de vergonha "CAMILA, PARA DE CHORAR. NÃO É PRA TANTO" e eu só repetia "ELE MORREU, ELE MORREU!". Vejam só, minha Vênus em Câncer começou a trabalhar cedo hahahaha. 

INADMISSÍVEL! NUNCA SUPEREI ISSO! 
JACK DAWSON, AMOR ETERNO!!!1111

Daí, comecei a ver todos os filmes disponíveis do Leo na época, que eram "Romeo + Julieta", "Diário de um Adolescente (passava na Band direito de madrugada)", "As Filhas de Marvin" e "O Despertar de um Homem". "Eclipse de uma paixão" fui assistir depois de muito tempo, porque minha mãe não alugava por motivos de ~cena adulta. Posso dizer com toda certeza que já vi todos os filmes do Leo mais de 4 vezes. "Gangues de NY" e "Titanic" eu perdi as contas. Fiquei mil vezes nas filas de Titanic em VSH (ser fã era difícil antigamente) e minha mãe ficava PUTA porque ela já tinha alugado o filme e já tínhamos visto no cinema, mas . Nossa, foi uma paixão assim, ó, que nossa senhora. Eu tinha um poster ENORME do Leo no filme "O Homem da Máscara de Ferro" no meu quarto, era mais ou menos essa foto aqui. O que eu beijei aquele poster, nossa hahahaha. Até que um dia eu estava olhando o poster e cismei que ele piscou. Fiquei com muito medo, não consegui dormir naquela noite e tirei da parede. Acabou rasgando e eu não podia nem chorar, pq quem mandou tirar da parede? Toda vez que saia uma notinha sobre ele na Capricho ia pra minha pasta. Lembro quando ele começou a namorar com a Gisele, eu me senti vitoriosa. BRAZIL WINS! VIXE MARIA É NÓIS, GISELE. Como eu sou retardada, né? Hahahahaha. 


Sou fã do Leo até hoje. Vejo todos os filmes, torço sempre nas premiações. Acho um ator FODA, essa premiação do Oscar foi ROUBADA e não me peça pra escolher um filme favorito, porque morreria de indecisão e não escolheria nenhum. Leo, te amo. De verdade. Me liga. Me tuíta. Vamo tomar uma breja que sei que você curte. 




Taylor Hanson/Domingos

Taylor em '97 com 14 anos

Tinha cara de menina e já arranjei muita briga por ele. Foi meu amor durante muito tempo (hoje em dia o Zac já faz mais meu tipo, mas amo Taylor mesmo assim) e eu inclusive persegui durante muito tempo um menino que era a CARA do Taylor Hanson. Eu 'tava na quinta série, os Hanson bombando, daí tinha um menino na escola chamado DOMINGOS que era AS FUÇA do Taylor. Eu e minhas amigas na época SEGUIMOS o menino depois da escola e descobrimos que ele morava na minha rua. Nossa, eu mandava CARTAS e MAIS CARTAS (sou dessas que gosta de escrever cartas) pra ele, colocando meu nome, meu telefone, falando da minha vida e que amava os Hanson. Só sei que ele começou a estudar no mesmo horário que eu na sexta série e o menino FUGIA de mim e eu "NOSSA? PQ ELE NÃO FALA COMIGO?" porque você é LOUCA, MENINA. Eu era muito inocente and sem noção. Às vezes ele passava em frente de casa e eu estava com as minhas amigas, daí elas berravam "HAAAAAAAANSON. HANSON, VEM CÁ. HAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAANSON" e eu queria MORRER e o menino ficava ROSA. Voltando pro Taylor Hanson, o verdadeiro, uma vez eles estavam em SP divulgando o This Time Around e eu fui até a MTV, fiquei plantada esperando por eles. Corri atrás de van e lembro que alcancei e coloquei A MINHA MÃO NA MÃO DO TAYLOR ATRAVÉS DO VIDRO DA VAN. Vixe! Eu apaixonada sou um perigo, fala sério. Daí, nesse meio tempo dos anos 2000 e pouco, quem eu encontro no Takara (supermercado que bomba aqui em Pirituba)? SIM. DOMINGOS. E ELE ESTAVA DE CABELO CORTADO. Apenas lembrei de todas as cartas que escrevi pra ele e quis morrer. E ele me reconheceu, óbvio! E QUIS FUGIR, LÓGICO. Mais tarde eu soube que ele havia cortado o cabelo ANTES que o Taylor Hanson e ele quis morrer, porque os dois cortaram o cabelo na mesma época. Cortou o cabelo pra fugir da sombra do Taylor, mas deu ruim. Nunca mais tive notícias do Domingos, mas graças a Deus, Taylor Hanson e seus irmãos continuam fazendo música (muito boa, por sinal) e eu continuo amando, mas com moderação. Se Zac Hanson aparecesse na minha frente, já não poderia dizer o mesmo hahahaha. 


        
Taylor Hanson em 2014, 31 anos. Tá gato. Porém, somos apenas bons amigos agora. 

Já Zac Hanson... mozinho 



Louis Garrel


O ator francês que tem cara que não toma banho nunca e nasceu NO MESMO DIA QUE EU. Acompanhar os filmes do Garrel é bem mais difícil, porque são filmes franceses e você não encontra nunca pra baixar. Acho ele até meio pastelão, mesmo papel em todos os filmes. Mas, e daí? Amo. Ele cantando, beijando homem, beijando mulher, pelado, sujo, fazendo cara de pidão, professor que se apaixona pela aluna, adolescente metido a cineasta, continuo amando. Sigo apaixonada.


Queria muito passar a mão naqueles cabelos, viu. Vem cá, vamos tomar um vinho e você mostra seus filmes e eu o meu samba! AHAHAHAHAHA! Sempre que surge uma notícia do Louis Garrel o meu coração bate mais forte. E ele tem um nariz ENORME e eu acho isso SEXY. Sou doente? Só sei que ele está no filme Saint Laurent do Bertrand Bonello e quero muito ver. NECESSITO.

 Na campanha do Valentino, meu bem!


Jon Hamm



Vulgo Mozão❤  Existe um cara tão TÃO igual o Jon Hamm? HOMEM COM CARA DE HOMEM: o melhor tipo. Eu assisto Mad Men e tem umas cenas que eu não consigo me concentrar, só fico olhando a ~ figura ~. E na vida real ele parece ser um puta de um cara legal, um homem bacana mesmo. Não que os outros dessa lista não sejam, mas sei lá, rola uma coisa absurda quando eu vejo esse homem. E A VOZ DELE? SOCORRO. Estou apaixonadíssima hahahaha. Neste mês de junho (que é meu aniversário, btw) ele é capa da Vanity Fair e a #Julira24 me mandou esse video aqui, que ó, dispensa qualquer apresentação. John, me faz um drink, me leva pra casa e cuida de mim? Por favor?





Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Para ler todas as blogagens coletivas do Rotaroots, clique aqui. Quer participar? Então faça parte do nosso grupo no Facebook e inscreva-se no Rotation.

26 de maio de 2014

Você PRECISA conhecer: Leckerhaus.

Era uma vez um menino chamado Adílio. Esse menino Adílio gosta de viver a vida como se deve, bons drinks, bons restaurante e o #foodporn rolando solto no instagram. Toda vez que o Adílio sobre uma foto gastronômica, o estômago da gordinha Camila dá uma pontada. Teve um dia em especial que o bon vivant postou a foto de um bolo de pistache. Eu amo pistache. Minha vida é pistache. Moraria numa casa feita de pistache, só que ia dar ruim, porque comeria a minha casa toda. =( 
Voltando pro bolo de pistache branco, a coisa mais linda que já vi por aí, o bolo era de uma casa de sobremesa chamada Leckerhaurs. A partir daí não houve um dia sequer que não torrasse o saco do Adílio pra me levar nesse lugar. Eis que eu fui ontem e agora quero ir toda semana



Ambiente super aconchegante e intimista, você chega, senta e já vai tirando os sapatos hahaha. Na vitrine ficam expostos os bolos e tortas, mas eles também servem comidinhas (massa, sanduíches, saladas). Pra chamar a moça e fazer o seu pedido? Toque a campainha

Leckerhaus significa "casa das delícias". Combinou, não?


Como tava friozinho, pedi um chá e a única opção com pistache disponível no dia era uma torta de chocolate com morango e passas. Não anotei o nome da torta e nem do chá, porque né, detalhes hahaha. Tenho certeza que qualquer opção seja boa, viu. Você percebe que tudo é feito com muito carinho e tava uma delícia. Pedi um pedaço de bolo médio, se não estou enganada, R$ 9,90 e o bule de chá (foram 2 xícaras e mais um pouquinho) foi R$ 7,50. Achei digno.


Mari e Adílio foram escolheram o bolo Ivy: massa de chocolate e baunilha, alternadas com chocolate branco e meio amargo com cobertura de marzipan. 


Nesse momento, enquanto eu olho essa foto, choro por não ter pedido mais um pedaço e ter levado pra casa haahahha #vaigordinha. Pistache, morango, passas e mais outras coisas deliciosas que só comendo pra saber. 

Chazin de fita

Lembro que meu chá tinha laranja, canela, maçã... O cheio era delicioso. E essa louça maravilhosa? Depois que toma o chá pode levar a xícara e o pires pra casa, moça? 

Mais uma foto minha tomando chá por motivos de: egocentrismo. 

Bom, se eu não te convenci a ir na Lecker e tomar um chá e comer um bolo depois de tudo isso, é melhor que você não vá mesmo, porque daí sobra mais pra mim! Hahahahaahah. A casa de sobremesa fica na R. Dr. Melo Alves, 293 - Jardim Paulista - São Paulo/SP. Próximo da Rebouças, ali do lado do Rockets, sabe? Se for, me chama. Tem em Porto Alegre (aliás, lá é a matriz), olha no site e dá uma olhada no endereço. 

Adílio e Mariana: melhor companhia pro chá das cinco   

16 de maio de 2014

Vinte Garotos no Verão, Sarah Ockler

Sabe quando você escuta MUITO sobre um livro? Mas muito mesmo? "Tem que ler", "é maravilhoso", "chorei dias sem parar", "tão perfeito que não consigo nem resenhar" e tralálá? Pois é. Existe um buzz enorme na blogosfera literária sobre essa história. 


Achei fofa a capa, apesar de ser meio piegas hahaha 

Eu nem cheguei a ler nenhuma resenha para não aumentar mais ainda as minhas expectativas. Quando foi anunciado que a Novo Conceito tinha comprado os direitos do livro, já fiquei meio assim... Tenho um pé atrás porque a maioria dos livros que li desta editora são bem ruinzinhos, viu? De mediano pra ruim-bomba, então, já fiquei meio cabreira, mêo
Comprei na pré-venda, chegou quase uma semana antes da venda nas livrarias, li em dois dias e achei tudo tão... sei lá... Talvez se eu tivesse 15 anos eu surtaria com esse young adult, mas já tenho 27, né? 
Vinte Garotos no Verão conta a história da Anna, uma adolescente de 15 e poucos anos, que tem um casal de irmãos como melhores amigos (Matt e Frankie). O trio de Hogwarts é bastante unido, fazem seus passeios todos juntos e tralálálá, até que Anna e Matt se apaixonam e começam a namorar escondido. Anna quer falar tudo pra Frankie, mas Matt (o irmão) acha melhor contar em ~um momento certo~ porque a Frankie pode ficar com ciúmes e talls. O tempo passa, o destino vem e PÁÁÁÁ, não perdoa e Matt acaba morrendo em um acidente de carro. Fuén! Anna tinha prometido que não falaria nada do namoro pra irmã do menino, e agora Matt morreu, então ela fica guardando esse segredo. Até que no ano seguinte a família da Frankie (que tá curtindo um luto ainda pela perda do filho) vai pra Califórnia passar as férias de verão e resolvem levar Anna junto. 
Depois que o irmão morreu, Frankie dá uma surtada, vira meio uma adolescente rebelde, sai beijando vários, só sai na rua de maquiagem e insira esteriótipo de adolescente-rebelde-da-Malhação-aqui. Ela inventa esse projeto de conhecer vinte garotos no verão, porque cismou que Anna não está vivendo a vida e que a amiga precisa perder a virgindade logo. Então, insira várias cenas praianas, Anna sofrendo com a Frankie (êta personagem CHATA) jogando os meninos em cima dela, aquele clima de férias bizarro com os pais do Matt + Anna + Frankie em climinha de luto, as meninas saindo escondido de noite e aproveitando essa adolescência toda. É uma história bonitinha, mas não é pra tanto assim. Sabe quando você pergunta pra sua mãe se tem sobremesa e ela responde "SIM, TEM FRUTAS" e você fica fuén mas acaba comendo a laranja? Hahahhaa analogia estranha, mas eu achei que foi bem isso. É uma boa leitura pra quem está no começo da adolescência, porque o livro abordam assuntos pertinentes sobre primeira vez, lidar com a dor da perda, com a maturidade, de não fazer alguma coisa/vestir-se de certo modo e comporta-se de uma forma só porque sua melhor amiga está se comportando assim. Sarah Ockler aborda o luto de uma maneira bem fofinha e que a vida tem que continuar. Tem uma passagem que achei bem sincera, vou colar aqui pr'ocês: 

"Quando alguém que você ama morre, as pessoas perguntam como você está, mas não querem saber de verdade. Elas buscam a afirmação de que você está bem, de que você aprecia a preocupação delas, de que a vida continua. Em segredo, elas querem saber quando a obrigação de perguntar terminará (depois de três meses, por sinal. Escrito ou não escrito, esse é o tempo que as pessoas levam para esquecer algo que você nunca esquecerá)." 

Caso alguém queira ler uma resenha de uma pessoa que gostou/amou o livro, segue o link da resenha da Juh Oliveto, do Livros e Bolinhos

14 de maio de 2014

5 documentários legais pra assistir no Netflix

AHHHHHH, a modernidade! Sinto falta de ir na locadora e alugar ~umas fitas~. Geralmente eu ia de sexta-feira e aproveitava a eterna promoção "5 FITAS, 5 DIAS, 5 REAIS", depois aumentou pra R$10 e, com o passar dos anos, R$15. Todo um ritual pra escolher as fitas, uns 40 minutos na locadora escolhendo os filmes. Tinha vez que eu e minha mãe ficávamos mais 40 minutos decidindo se iríamos levar mais filmes do gosto dela ou do meu. E ela ficava puta quando eu pegava um desenho. MATURIDADE KD. 
A Blockbuster fechou as portas, os tempos são outros e o negócio agora é o Netflix. Toda vez que alguém em recomenda um seriado ou filme, a primeira pergunta é: TEM NO NETFLIX? Se tem, nóis pira e assiste djá. Se não tem... #chatiada. Isso aqui não é publieditorial (haha quem dera!) nem nada, mas, Netflix é um negócio que vale muito a pena assinar, dá pra ver filme até no celular! SÓ AMOR!
Do começo do ano pra cá, dei uma parada nos seriados e filmes, e andei assistindo vários documentários no Netflix. Fica a dica!


Meninas (2006)



Documentário de 2006 e relata a história de 4 meninas que ficam grávidas. Faixa etária das meninas de 13/15 anos. Como eu comentei lá no Facebook, e foi a história da Evelin (grávida aos 13 anos) que conta que apanhou grávida do namorado (de 21 anos, traficante) no meio do baile funk ou da Edilene (grávida aos 14 anos), cujo o namorado engravidou outra menina, da mesma idade que ela. E o que o governo e Ministério da Saúde estão fazendo pra reduzir esse número alto de meninas grávidas na pré-adolescência/adolescência? Olha, não achei nada relevante, tem esse post aqui falando que os adolescentes estão recebendo mais informações, mas, né... acho que não é suficiente. O buraco é bem mais embaixo. Enquanto a Educação aqui no Brasil não for prioridade, isso não vai acabar nunca. 

Quebrando o Tabu (2011) 


DORGAS, MANOLO! Documentário sobe a descriminalização das drogas super interessante. Usuário não é criminoso, e sim doente que precisa de ajuda, como a legislação brasileira está atrasada nisso tudo. Mostra como os dependentes químicos são tratados em alguns países da Europa, os coffeshops em Amsterdã, depoimentos interessantes do Paulo Coelho, Drauzio Varella (AMO ESSE VÉIO!), Bill Clinton e tudo mais. Esses dias aconteceu a Marcha da Maconha aqui em São Paulo, a favor da legalização e no documentário mostra várias estatísticas, a droga mais viciante é a heroína. Na frente da maconha estão todas outras: cocaína, cigarro e álcool. Na época em que o documentário foi feito, a ONU ainda era contra a descriminalização do usuário, hoje ela já sugere a descriminalização para descongestionar as cadeias. 




Como um bando de zoeiro no 4Chan evoluiu para os Anonymous, grupo de hackers que fazem um cyberativismo (haha) na internet. É bem legal mesmo! O negócio começou bem "inocentemente", enchendo o saco de um radialista racista até irem as ruas, derrubar o PayPal e Visa, até ajudarem os manifestantes da Primavera Árabe no Egito, Tunísia e Irã. 

Blackfish (2013)


Esse foi um dos primeiros que assisti neste ano! Eu já achava um circo aquele Sea World lá nos Estados Unidos, daí, assisti este documentário que conta a história da baleia Tilikum que vive em cativeiro até hoje e já causou a morte de várias pessoas. É SUPER interessante, mostram desde a captura, reprodução, os ataques, essa lavagem cerebral que o Sea World faz nos instrutores que trabalham lá. Assiste e se revolte junto comigo.  

The Square (2013)


Esse com certeza foi um dos meus favoritos da leva que assisti! The Square (A Praça Tahrir) documenta como foi a mobilização da população do Cairo e os ideais dos jovens egípcios na derrubada do Murabak. É de arrepiar e sofrer junto, inclusive foi indicado ao Oscar como melhor documentário em 2013. Tem que assistir!

Quem não assina o serviço da Netflix, dá pra achar os documentários no youtube ou baixar por torrent. Quem quiser me recomendar alguma coisa, por favor, fique avonts!